नमस्ते! (Namaste!)

Muitas vezes me perguntam qual dos Cinco Preceitos de um leigo buddhista é o mais difícil de ser seguido. Na verdade, todos são difíceis, se forem interpretados com profundidade. No entanto, minha opinião é que o Quarto Preceito, traduzido superficialmente como “NÃO FAZER MAU USO DA PALAVRA”, é o mais difícil de ser seguido, já que abrange todos os outros, direta ou indiretamente.  Até mesmo o Primeiro, que se refere a “NÃO TIRAR INTENCIONALMENTE A VIDA DE NENHUM SER VIVO”, quando analisado de modo correto, passa pelo Quarto Preceito, já que muitas vezes um simples palavra pode destruir por dentro a vida de uma pessoa e literalmente matar alguém, caso a pessoa – desiludida, cometa suicídio. Portanto, o Quarto Preceito é o mais abrangente de todos e não se limita a “não falar palavrão” o que, mesmo se fosse só isso, já seria quase impossível para muitas pessoas com quem tenho que conviver!
 
Toda vez que FALAMOS COISAS QUE NÃO TEMOS A INTENÇÃO DE CUMPRIR, estamos quebrando o Quarto Preceito. Sempre que nos comprometemos a fazer algo e, não importa com que tentativa de se justificar, acabamos não fazendo, isto é exatamente contra o que o Buddha ensinou, porque CERTAMENTE causará desconforto, decepção, desilusão e outros tipos de inconveniência a uma ou mais pessoas.
Mesmo fora do Buddhismo, para quem não está interessado no que o Buddha falou, Jesus Cristo também se referiu à importância de usar bem as palavras quando disse:  “Que o seu SIM seja SIM e o seu NÃO seja NÃO!” Portanto, podemos ver que o Buddha e, 600 anos após, também o fundador do Cristianismo, ambos enfatizaram a importância de honrar a palavra empenhada.
 
A pessoa honrada, digna, de bem, não precisa assinar papéis, não precisa “jurar por deus” nem nada acima ou abaixo da terra… Quem tem palavra é confiável, é digno de respeito, é admirado por todos – “Se Fulano disse, pode acreditar! Por ele eu ponho minha mão no fogo!” É muito bom quando conhecemos uma pessoa sobre a qual podemos falar assim. Por outro lado, é lamentável quando esperamos, contamos com coisas conforme nos foram ditas, nos programamos e acertamos nossa rotina e, no momento que o compromisso devia ser cumprido, nada acontece!
 
Acho que, com esta explicação, fica muito mais fácil entender a importância do Quarto Preceito e o quanto ele ajuda quem o segue na valorização do ser Humano, não só individualmente, mas também coletivamente. Quanto mais seguirmos os Preceitos ensinados pelo Buddha, melhor nossas vidas se tornarão, porque este é o principal objetivo do Buddhismo – Purificar a mente humana, para que todos vejam as coisas com clareza e os obstáculos da vida sejam eliminados em benefício pessoal e de todos que nos cercam.
Fiquem em Paz e protegidos!

भन्ते सुनन्थो

(Bhantê Sunanthô)