A todos, Namaste!

oje, ao ver a imagem do Buddha na sala do altar, uma visitante me perguntou sobre a imagem do Buddha. Para ela, o referencial que tinha em mente é daquele gordão, com cara de idiota, sempre com o peito aberto, mostrando uma barriga enorme e, muitas vezes até com crianças escalando suas gorduras…  Será que essa figura ridícula é o Buddha ou deve ser associada a ele? CLARO QUE NÃO! Na verdade, esse mal-entendido clássico já devia ter sido esclarecido e abolido há muito tempo! Os registros que a história, incluindo arqueologia, dão conta de que o ex-Príncipe Siddhartth Gáutam, que viveu no Reino de Kapilavastthu e se tornou O Buddha (Shakya Muni) era um homem alto, de 1,90 cm., forte, de porte atlético, campeão de equitação, arco e flecha e artes marciais. Era um homem bonito e atraente, cobiçado por várias mulheres e usava barba, bigode e uma longa trança, que foram cortados por ele mesmo, usando a espada, quando decidiu fugir do palácio de seu pai, em busca do fim de suas aflições internas.

Se, mesmo antes de se tornar O Buddha, seu corpo já era atlético, jamais poderia ter-se tornado obeso, já que comia muito pouco, dormia ainda menos e caminhava por muitos dias, percorrendo vários territórios, divulgando seus Ensinamentos. Portanto, realmente não há a menor chance de que O Buddha fosse esse gordão que ainda encontramos em várias lojas e lares – muitas vezes em cima da geladeira, com a intenção de atrair dinheiro e boa sorte, o que é ainda mais lamentável!

Essa figura patética tem sua origem na China e a explicação é a seguinte: Quando alcançou a China, vindo da Índia, o Buddhismo deparou com dois tipos de ensinamento: O Confucionismo, muito mais antigo que o Buddhismo – fundado pelo Pensador Confúcio e o Taoismo, este sim, contemporâneo do Buddhismo, já que Lao Tsê, seu fundador, tinha a mesma idade do Buddha, embora nunca tenham se encontrado. O fato é que a China onde o Buddhismo chegou estava cheia de ensinamentos Taoistas, com suas centenas de deuses: deus da cozinha, deus do dinheiro, deus da medicina etc. etc. Ora, naquela época, a população chinesa passava por grande período de miséria, pobreza e fome. Assim, nada mais normal que o deus da FARTURA E PROSPERIDADE fosse representado por uma figura obesa, significando que tinha dinheiro e condições de comer bem. Assim, na mentalidade chinesa da época, a figura do Buddha passou a ser associada a alguém que traz felicidade, prosperidade etc. e, portanto foi sendo misturada à figura do gordão, deus da prosperidade! Com isso, o atlético Príncipe de Kapilavastthu que abriu mão de sua herança real para se tornar um mendigo, acabou confundido com o tal gordão com cara de idiota, numa distorção total da realidade.

Mais recentemente, os buddhistas chineses, numa tentativa de disfarçar o erro histórico, vêm tentando contornar a situação alegando que o gordão não é O Buddha Shakya Muni, mas sim o “buddha do futuro”, uma lendária parte do Buddhismo que afirma que um futuro buddha virá ao mundo, daqui a milhões de anos. Seu nome seria MAITREYA, ou MI LE TSÚN FÔ, em idioma chinês. Então essa figura patética seria o tal buddha do futuro e seria tão gordo porque se alimenta de felicidade… Crendices e tolices à parte, é bom deixar claro que a imagem do Buddha deve despertar em quem a vê o sentimento de respeito, seriedade e retidão de caráter, virtudes que, certamente, o gordão de peito aberto não desperta!

(Nas imagens, alguns deuses do Taoismo e o gordão – “deus da prosperidade”)

Fiquem todos em Paz e protegidos!

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