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A todos, Namastê!

Théo é um jovem de 17 anos, que trabalha aqui onde eu e meu filho fomos acolhidos e vem demonstrando interesse pela Meditação e prática do Buddhismo. Ontem, participando do Púja ele me perguntou: “Reverendo, quem são os Quatro Pares de Homens e Oito tipos de Indivíduos, mencionados no livreto da Recitação do Púja?” Como estávamos no momento de iniciar a Meditação, prometi uma explicação mais detalhada sobre os homens que escolhem seguir o Caminho da Purificação Mental e como isso pode (e deve!) ser feito.

A melhor maneira de explicar quem são os Quatro Pares de Homens e os Oito tipos de Indivíduos, é através das palavras do próprio Buddha, definindo-os num Sutra (Escritura Buddhista) a um dos membros de seu antigo clã, o Shakya Mahánama. Abaixo, segue o Sutra, com minhas explicações entre parênteses.

MAHANAMA SUTRA

O Sutra para Mahanama

(Reescrito em linguagem simples e explicado entre parênteses por Rev. SUNANTHÔ BHIKSHÚ)

ASSIM ME FOI TRANSMITIDO ORALMENTE. . Em certa ocasião o Bhagaván (signfica: Abençoado – O Buddha) estava entre os Shákyas, em Kapilavatthu (o Clã e terra natal do Buddha), no Parque de Nigrôdha. Agora, um grande número de Bhikshus (monges buddhistas) estavam empenhados em fazer um manto para o Bhagaván, pensando: “Com este manto terminado, ao final dos três meses das chuvas (o VANSÁ, Retiro de três meses, durante a estação chuvosa), o Bhagaván recomeçará suas jornadas.”

O Shákya Mahanama ouviu: “Um grande número de Bhikshús, dizem, estão empenhados em fazer um manto para o Bhagaván, pensando que com aquele manto terminado, ao final dos três meses das chuvas , o Bhagaván continuará suas jornadas.

Então, o Shákya Mahanama foi até o Bhagaván e depois de cumprimentá-lo sentou a um lado e disse: “Venerável Senhor, eu ouvi que um grande número de Bhikshús, dizem, estão empenhados em fazer um manto para o Bhagaván, pensando que com aquele manto terminado, ao final dos três meses das chuvas, o Bhagaván sairá perambulando. Para aqueles de nós que temos várias permanências [para a mente], onde deveríamos permanecer?”

“Excelente, Mahanama, excelente! É bom que membros de um clã como você se aproximem do Tathágata (título que o Buddha usava para se referir a si próprio) e perguntem, ‘Para aqueles de nós que temos várias permanências [para a mente], onde deveríamos permanecer?’

“Alguém que possui estímulo para praticar é alguém que tem convicção, não sem convicção. Alguém que possui estímulo para praticar é alguém que tem energia, não preguiça. Alguém que possui estímulo para praticar é alguém que tem a atenção plena estabelecida, não desatenção. Alguém que possui estímulo para praticar é alguém com a concentração, não dispersão. Alguém que possui estímulo para praticar é alguém com Sabedoria, não sem Sabedoria.

“Baseado nessas cinco qualidades, você deveria adicionalmente desenvolver seis qualidades:

 “É o caso em que você se recorda do Tathágata: ‘De fato, o Bhagaván é um Arahant (um Iluminado em vida), perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de Dêvas e Humanos, desperto, sublime.’ Todos os momentos em que um nobre discípulo esteja se recordando do Tathágata, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada no Tathágata. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma (a Lei Universal e também o Ensinamento do Buddha), obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação do Buddha.

 “Além disso, é o caso em que você se recorda do Dharma: ‘O Dharma é bem proclamado pelo Bhagaván, visível no aqui e agora, com efeito imediato, que convida ao exame (não é aceito por fé cega), que conduz para adiante, para ser experimentado pelos Sábios por eles mesmos.’ Todos os momentos em que um nobre discípulo esteja se recordando do Dharma, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada no Dharma. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma, obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação do Dharma.’

“Além disso, é o caso em que você se recorda da Sangha (a Comunidade dos Monges do Buddha): ‘A Sangha dos discípulos do Bhagaván pratica o bom Caminho, pratica o Caminho reto, pratica o Caminho verdadeiro, pratica o Caminho adequado, isto é, os quatro pares de pessoas, os oito tipos de indivíduos; esta Sangha dos discípulos do Bhagaván é merecedora de dádivas, merecedora de hospitalidade, merecedora de oferendas, merecedora de saudações com reverência, um campo inigualável de mérito para o mundo.’ Todos os momentos em que um nobre discípulo esteja se recordando da Sangha, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada na Sangha. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma, obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação da Sangha.’

 “Além disso, é o caso em que você se recorda das suas próprias virtudes: “Elas são intactas, não-danificadas, imaculadas, não-manchadas, libertadoras, elogiadas pelos Sábios, desapegadas, que conduzem à concentração’. Em todos os momentos em que um nobre discípulo esteja se recordando das suas virtudes, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada nas suas virtudes. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma, obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação da virtude.’

 “Além disso, é o caso em que você se recorda da sua própria generosidade: ‘É um ganho, um grande ganho para mim, que – entre pessoas sujeitas à mancha de serem possessívas – eu permaneça em casa com uma mente desprovida da impureza da avareza, espontaneamente generoso, desapegado, deliciando-me com a renúncia, devotado à caridade, deliciando-me em dar e compartilhar.’ Em todos os momentos em que um nobre discípulo esteja se recordando da sua generosidade, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada na sua generosidade. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma, obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação da generosidade.’

 “Além disso, é o caso em que você se recorda dos Dêvas (seres que renascem em dimensões paralelas à nossa): ‘Há os Dêvas dos Quatro Grandes Reis, os Dêvas do Trinta e três Reinos, os Dêvas de Yama, os Dêvas de Tushita, os Dêvas que se deliciam com a criação, os Dêvas que exercem poder sobre a criação dos outros, os Dêvas do cortejo de Brahmá (rei dos deuses), os Dêvas que estão além. Seja qual for a convicção com a qual eles estiveram dotados pela qual – ao decair desta vida – eles ressurgiram lá, o mesmo tipo de convicção está presente em mim também. Seja qual for a virtude com a qual eles estiveram dotados pela qual – ao decair desta vida – eles ressurgiram lá, o mesmo tipo de virtude está presente em mim também. Seja qual for o aprendizado com o qual eles estiveram dotados pelo qual – ao decair desta vida – eles ressurgirram lá, o mesmo tipo de aprendizado está presente em mim também. Seja qual for a generosidade com a qual eles estiveram dotados pela qual – ao decair desta vida – eles ressurgiram lá, o mesmo tipo de generosidade está presente em mim também. Seja qual for a sabedoria com o qual eles estiveram dotados pelo qual – ao decair desta vida – eles ressurgiram lá, o mesmo tipo de sabedoria está presente em mim também..’ Em todos os momentos em que um nobre discípulo estiver se recordando da convicção, virtude, aprendizado, generosidade e Sabedoria encontrado tanto nele como nos Dêvas, a sua mente não estará tomada pela cobiça, não estará tomada pela raiva, não estará tomada pela delusão. A sua mente seguirá firme, baseada nas qualidades dos Dêvas. E quando a mente segue firme, o nobre discípulo obtém a compreensão do objetivo, obtém a compreensão do Dharma, obtém satisfação conectada com o Dharma. Naquele que está satisfeito, o êxtase surge. Naquele que está em êxtase, o corpo se acalma. Aquele cujo corpo se acalma, experimenta a tranqüilidade. Naquele que está tranqüilo, a mente se torna concentrada.

“Daquele que faz isto, Mahanama, se diz:: ‘Entre aqueles que estão em desarmonia, o nobre discípulo permanece em harmonia; entre aqueles que são maldosos, ele permanece sem maldade; tendo entrado na correnteza do Dharma, ele desenvolve a contemplação dos Dêvas.'”

FIQUEM TODOS EM PAZ E PROTEGIDOS!

सुनन्थो भिक्षु