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BUDDHISMO NA GESTÃO EMPRESARIAL

 

A todos, Namastê!

 

Hoje em dia, falamos em Recursos Humanos, satisfação no trabalho, qualidade de vida, direitos humanos, jornada de trabalho, revisão do plano de cargos e salários, sindicato dos trabalhadores e centenas de outros termos, todos considerados modernos e grandes conquistas dos trabalhadores ao longo da História. Nada, porém que, guardadas as proporções sociais, o Buddha já não tivesse mencionado, quase 3000 anos atrás. Sim! O Buddha já falava dessas coisas muito antes da modernidade de nossos tempos e, portanto, um patrão que quer ser bom, justo e não deixar de ser próspero, pode simplesmente seguir à risca os Ensinamentos do Buddha, para, com certeza, administrar bem qualquer tipo de negócio.

 

Para entendermos bem o que estou dizendo, devemos ver que o Buddha antes de se iluminar, nasceu e passou sua vida no palácio de seu pai, sendo treinado para ser um grande rei. Assim, obviamente, estudou todas as matérias necessárias para governar com Sabedoria e justiça, como substituto de seu pai na administração de seus domínios. O detalhe diferencial era a COMPAIXÃO, elemento chave para que o modo de administrar fosse superior ao convencional.

 

Cercado de ministros, oficiais, generais e todo tipo de criados, o futuro Buddha teve que estudar estratégias de guerra, artes marciais, etiquetas e protocolos reais além, é claro, das matérias colegiais, noções de medicina, astrologia e astronomia e muitos idiomas…

 

Quando, aos 29 anos, decidiu fugir da casa de seu pai em busca da aquietação das dúvidas que tanto agitavam sua mente, levou consigo uma enorme carga de conhecimento que lhe foi útil na nova vida que abraçou.

 

O que hoje considera-se com moderno, a nível de gestão empresarial, já era aconselhado pelo Buddha, sempre que se dirigia aos senhores de terras, reis e milionários de sua época. Tratar com respeito e gratidão os empregados, remunerá-los com justiça e até mesmo dar a eles um dia de folga por semana são apenas alguns dos muitos conceitos de relação patrão x empregado que o Buddha já aconselhava. Até mesmo uma licença remunerada em respeito ao luto por morte de um parente foi recomendado aos patrões.

 

Tudo isto porque o Buddha, desprovido de qualquer ganância ou apego e dotado de uma infinita COMPAIXÃO, sabia que, quando tratado com respeito, dignidade e consideração, quando devidamente valorizado, todo ser vivo se sente feliz e produz melhor, expressando gratidão ao patrão.

 

Isto não é difícil de ser aplicado no dia a dia, basta iniciar com algumas regras básicas, que costumo explicar, sempre que convidado a dar palestras sobre Buddhismo na Gestão Empresarial. Primeiramente, é necessária uma mudança de linguagem. Vamos a um exemplo: Você tem uma pessoa encarregada da limpeza de sua sala. Ela trabalha com eficiência já faz algum tempo, porém, você nota que sua sala não está bem limpa e a chama: “Dona X, por que não limpou minha sala hoje?” A empregada, que realmente limpou a sala, mas, por estar com problemas pessoais ou doente, não foi eficiente o bastante, vai responder: “Limpei, sim senhor, eu limpo todo dia!” Com isto, está formado o clima perfeito para uma discussão que pode ocasionar a demissão da empregada!

 

Agora vejamos um outro tipo de abordagem para a mesma situação: Sua sala está igualmente suja e você chama a empregada: “Dona X, todos os dias a senhora limpa bem a minha sala e hoje, NÃO ESTÁ BEM LIMPA. O que aconteceu? TENHO CERTEZA de que pode fazer melhor que isto!” Ao ouvir que seu trabalho é bem feito todo dia e, percebendo que o patrão deu abertura para que ela explique a razão do serviço não estar bem feito, a empregada se sentirá valorizada, poderá explicar que está se sentindo mal, ou justificar de alguma forma o serviço mal feito daquele dia.

 

Bastando apenas mudar o modo de falar, escolhendo melhor as palavras, podemos aumentar a produtividade e a qualidade do trabalho… Isto não é tão difícil de ser feito, é?

 

Tente ouvir seus empregados, dê valor à opinião deles, afinal, são eles quem convivem diariamente com a rotina do trabalho e, por mais que você ache que conhece tudo na sua propriedade, são eles quem lidam com os problemas, vivem situações reais e têm que improvizar soluções, muitas vezes sem apoio algum de seus patrões. Em vez de gastar fortunas para resolver algo do seu jeito, muitas vezes bastaria ouvir com atenção o conselho de um empregado!

 

Se os empregados chegam para trabalhar e encontram um ambiente favorável, onde são valorizados, têm possibilidade de treinamento para evoluírem profissionalmente, se sentem bem recompensados – não só monetariamente, mas também com alimentação decente e variada, boas instalações e material de qualidade como instrumentos de trabalho, isso despertará neles um senso de lealdade ao patrão. Não quero dizer que nunca mais alguém vai ser desleal ou ladrão – sempre há seres humanos ruins e ingratos – mas, com certeza, se trabalharem mais felizes e puderem ter uma vida com melhor padrão de qualidade para si próprios e suas famílias, isto refletirá diretamente na prosperidade do local de trabalho.

 

Pensem nisto e tentem se aprofundar na Sabedoria do Buddha também no aspecto da administração de sua gestão de trabalho – desde uma boa dona de casa até o maior dos empresários.

 

Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

सुनन्थो भिक्षु

 

Rev. SUNANTHÔ BHIKSHÚ