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A todos, Namastê!

Ontem tivemos mais um Dia das Mães… Como de costume, filas intermináveis se formaram às portas dos restaurantes e churrascarias, os shoppings faturaram bastante, assim como os floricultores, joalheiros e comerciantes em geral. Certamente, centenas de mensagens de amor às mães foram ditas e escritas… Tudo muito bom.

Eu, graças à energia acumulada do bom karma praticado em meus renascimentos anteriores, pude, mais uma vez passar a data em companhia da mãe que tanto amo e a quem tanto devo – a começar pela vida! No entanto, sabemos que isto não é assim em todos os lares… O que dizemos sobre as mães em geral, não é uma regra fixa, não é sempre verdadeiro!

Não faz muito tempo vimos a história da neném recém-nascida achada por um catador de lixo numa caçamba, durante a noite. Não é um caso único ou isolado, todos sabemos disto! Infelizmente, crianças são paridas e jogadas fora, indesejadas, rejeitadas, feitas por descuido ou por uma ignorância inadmissível em pleno século XXI – quem pode acreditar que uma jovem no mundo de hoje ainda  “não saiba que filhos são feitos através do ato sexual?”

Ao mesmo tempo, vemos filhos espancando mães para extorquir delas o dinheiro do crack, da maconha, da cocaína ou até do álcool que o destrói. Filhos descartando suas mães em casas de repouso onde elas desejariam o “repouso eterno” a estarem naqueles lugares! Há também os filhos que fazem o “sacrifício” de visitarem suas mães, uma vez por ano, só porque se sentem culpados de passarem a data do segundo domingo de maio sem cumprirem a “obrigação” anual…

Enfim, há mães inconsequentes, desnaturadas, irresponsáveis, imaturas, amarguradas, drogadas, prostitutas, preconceituosas, rancorosas… Dessas, para não estragar a magia do Dia das Mães, preferimos não nos lembrar. Também não gostamos de pensar nos filhos ingratos, dos drogados, bêbados, covardes, traficantes, espancadores de mães, incapazes de perdoar os erros que as mães, por amor, cometeram no passado…

Acho que chamar o segundo domingo de maio de “Dia das Mães” é uma coisa unilateral… Na minha opinião, a data seria muito mais válida se, em vez de comprarmos presentes para nossas mães, aproveitássemos a ocasião para fazermos um profundo exame interativo – mães e filhos. Deveríamos pensar em nossas mágoas, ofensas, coisas ditas e não ditas, fazendo uma faxina de amor e compaixão em nossos corações.

A data poderia ser chamada de algo como: “Dia da Consciência das Mães e Filhos” e, nesse dia, todo filho teria a oportunidade de presentear sua mãe com gratidão, perdão, amor, recomeço, renovação e tantos outros sentimentos valiosos, que, em contrapartida, receberia de sua mãe – afinal, elas também não são perfeitas!

Essa lavagem dos corações e mentes seria uma chance de reestruturar famílias, reiniciar etapas da vida que, por causa de obstáculos e rancores foram interrompidas. Acho que, se assim fosse, poderíamos começar a construir uma Sociedade mais saudável e um mundo menos infeliz.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

Rev. SUNANTHÔ BHIKSHÚ