२५५४- ०६- ६ सोम्वार  – Somvár – 2554-06-06

A todos, Namaste!

CAPÍTULO 6

APEGO

 1 – “O corpo, Venerável Nágassena, é valioso para
vocês reclusos?”

“Não, Grande Rei.”

“Então, por que vocês o nutrem e dão atenção a ele?”

“O nutrimos e damos-lhe atenção como quem cuida de
uma ferida, não porque a ferida é valiosa, mas porque a carne tem que se
recuperar. Sobre isso, disse o Abençoado:

“Este corpo imundo, fede

Como uma vala, como um local sujo;

Este corpo que os homens de visão

Condenam, é o deleite dos tolos.

Um tumor com nove furos,

Envolto e oculto em um casaco

E exalando mau cheiro por todos os lados,

Poluindo o ar em todas as direções.

Se pudesse ser virado do avesso,

Deixando sair o que tem dentro,

Certamente alguém precisaria de uma vara,

Para espantar os cães e corvos.”

2 – “Se o Buddha era onisciente, por que
estabeleceu as regras somente à medida que surgia a ocasião?”

“Ele estabeleceu as regras quando cada circunstância
surgiu, do mesmo modo que um médico apenas prescreve o medicamento quando a
necessidade surge, embora conheça todos os medicamentos antes das doenças se
manifestarem.”

3 – “Se o Buddha possuía as trinta e duas marcas de
um ser grandioso, por que seus pais não tinham essas marcas?”

“Assim como um lótus que nasce na lama atinge a
perfeição na água e não se parece com nenhuma das duas, também o Buddha não se
parecia com os pais dele.”

4 – “O Buddha foi um Brahmatchárin, um celibatário?

“Sim, foi.”

“Então ele foi um seguidor de Brahmá?”

“Embora o som de um elefante seja como de uma
trombeta, ele não segue as trombetas. Diga-me, Grande Rei, Brahmá é um ser de
grande inteligência?”

“Sim.”

“Então, com certeza ele é um seguidor do Buddha!”

5 – “A Ordenação é algo bom?”

“Sim, é.”

“Mas o Buddha a obteve ou não?”

“Grande Rei, quando o Buddha alcançou a onisciência,
debaixo da Árvore Bodhi, isto foi a Ordenação dele; ele não recebeu a Ordenação
de alguém, do modo como a concedeu aos seus discípulos.”

6 – “A quem as lágrimas curam; ao homem que chora a
morte de sua mãe ou a quem chora por amor à verdade?”

“As lágrimas do primeiro, Oh Rei, são são manchadas
e quentes pela paixão mas as lágrimas do segundo são imaculadas e frescas. Há
uma cura no frescor e calma mas no calor e na paixão não pode haver cura
alguma.”

7 – “Qual a distinção entre quem está cheio de paixão
e quem está vazio de paixões?”

“Um está escravizado, Oh Rei, o outro não está.”

“O que isto significa?”

“O homem apaixonadao, Oh Rei, come sua comida
experimentando tanto o paladar quanto a paixão por ele, o homem sem paixões
experimenta apenas o paladar sem que nasça a paixão por ele.”

8 – “Onde se instala a Sabedoria?”

“Em lugar algum, Oh Rei.”

“Então, não há Sabedoria.”

“Onde se instala o vento?”

“Em lugar algum.”

“Então, não existe vento!”

“O Venerável Nágassena é hábil nas respostas.”

9 – “O que significa a Roda dos Renascimentos
(Samsára)?”

“Quem quer que aqui renasça, aqui morre e renasce em
alguma parte. Tendo renascido lá, morre e renasce em outra parte.”

10 – “Através do que nos lembramos do que aconteceu
há muito tempo?”

“Através da memória.” (Satí)

“Não é através da mente (Tchítta) que nos
lembramos?”

“O Grande Rei se lembra de algum negócio que tenha
feito e depois esquecido?”

“Sim.”

“Estava então sem a mente?”

“Não, mas minha memória falhou.”

“Então, por que o Grande Rei diz que é através da
mente que nos lembramos?”

11 – “A memória sempre surge subjetivamente ou é
misturada por alguma sugestão externa?”

“Ambos, Oh Rei.”

“Mas, isso não vai se somando à quantidade de
memória subjetiva em origem?”

“Se, Oh Rei, não houvesse memória, então os artesãos
não teriam necessidade de praticar ou ter escolaridade e os professores seriam
inúteis, mas é ao contrário.”