२५५४ ०६ ११ Shanivár 2554-06-11

A todos, Jwajalapá!

Tão bonita e com uma variedade enorme de cores, onde quer que esteja, a Flor de Lótus cativa a quem a vê! Não há como não notar sua presença, num lago cheio delas, num grande vaso de cerâmica ou num simples vasinho de plástico, onde normalmente são vendidas nos mercados e feiras livres da Tailândia. Mas, qual o significado da Flor de Lótus ou “Water Lily”, como são chamadas em inglês?

Ela é comum ao Hinduísmo e ao Buddhismo e, tanto o Buddha quanto os vários deuses indianos são geralmente representados sobre uma delas ou segurando uma ou mais dessas belas flores (reparem nas fotos nesta matéria). O Buddha chegou mesmo a citar vários tipos de flores de lótus em mais de uma ocasião. Com isto, a flor de lótus se tornou um dos principais símbolos do Buddhismo.

A símile apresentada pelo Buddha nos mostra claramente a importância delas:

“Como plantas aquáticas, a flor de lótus tem sua origem nas profundezas de lagos e rios. Suas sementes brotam da lama, sujeira, escuridão e frio do fundo da água, onde muitas vezes a luz do Sol não consegue alcançar.

Com esforço, ela se desenvolve em um único galho que, vencendo a correnteza, sobe reto, rumo à superfície. Em sua trajetória, enfrenta dificuldades, se fortalecendo para permanecer reta, sem se curvar pela força da água.

Ao chegar à superfície da água, tem que vencer mais alguns obstáculos para, finalmente, chegar acima da superfície e se abrir para o Sol, bonita e forte, com todo o seu colorido e esplendor!

Assim como a flor do lótus, nós também estamos sozinhos, afundados nas impurezas da vida, na escuridão e frieza da vida. Temos que nos esforçar para, com retidão de comportamento, enfrentar a correnteza da vida, com todas as suas dificuldades! Somente quando somos fortes e nos mantemos íntegros, retos e confiantes, somos capazes de vencer a vida e, superando este mundo atingirmos a calma e serenidade da luz para a qual nos abrimos, acima de tudo o que já não mais nos importa.

O Buddha foi mais além em sua explicação, ao afirmar que o DHARMA, o Buddhismo enquanto Ensinamento, não é para todos os seres… Na parábola dos Quatro Tipos de Flores de Lótus ele as definiu assim:

1 – Algumas flores de lótus nunca sairão da escuridão do fundo do rio! Serão devoradas por peixes e tartarugas.

2 – Outras flores de lótus estão ainda lutando contra a correnteza e, com algum esforço, atingirão a superfície.

3 – Há, ainda, as flores de lótus que, fechadas em botão, já atingiram a superfície da água e, em breve, se abrirão na plenitude de sua beleza.

4 – O quarto tipo de flor de lótus já se encontra acima do nível da água, totalmente aberta para a luz, inabalável em relação à agua, totalmente tranquila no infinito de seu esplendor.

Nas fotos a seguir, alguns deuses do Hinduísmo, todos sobre flores de Lótus:

SHIVA, representação da impermanência do Universo, LAKSHMI, a deusa da prosperidade, amor e beleza e SARASWATI, com o instrumento musical, deusa das artes, literatura e música. Finalmente, uma imagem do próprio BUDDHA sentado sobre uma flor de lótus.

सुनन्थो भिक्षु

Rev. SUNANTHÔ BHIKSHÚ