२५५४ ०६ १२  Ravivár 2554-06-12

A todos, Namaste! ज्वजलपा!

Há certas datas que, quando institucionalizadas, principalmente pelo comércio – voraz em seu apetite por dinheiro – nos são empurradas goela abaixo, até que passemos a aceitá-las como parte de nosso calendário. Daí, passamos a ter obrigações, principalmente a de consumir, em função da tal data… O que deveria ser todo dia, simplesmente movido pelo sentimento puro e verdadeiro, passa a ser várias preocupações a mais: não esquecer do dia, juntar dinheiro para o presente, sair para comprar, acertar na escolha, pensar no que escrever no cartão, tentar achar mesa num bom restaurante, não estourar o cartão de crédito etc. etc.
Com tantas preocupações, quase não sobra lugar para realmente viver o sentimento que a data deveria nos trazer à mente. É o que ocorre com a maioria das pessoas nos tais DIA D… das Mães, dos Pais, dos Namorados e tantos outros. Mas, já que essas datas existem, ninguém quer ficar fora delas e, já que o Buddhismo faz parte integrante da vida das pessoas, é positivo que eu me manifeste…
Espero que o Dia dos Namorados seja o dia da tolerância às manias um do outro, do entendimento das imperfeições e valorização das virtudes, da amizade e cumplicidade que deve sempre ser mais forte que a atração sexual e aparência física… O Dia dos Namorados deve ser a celebração de uma união que conduz a uma vida a dois, harmoniosa, responsável, consciente… Um namoro não deve ser possessivo, sufocante, doentio, do tipo que conduz à desconfiança, ciúme, crime passional ou suicídio… Namorar alguém deve ser algo leve, simples, feliz, que traga a liberdade de compartilhar sem perder a individualidade.
Acima de tudo, um namoro deve permitir descobertas mútuas dos valores e defeitos que ambos têm e, uma vez que os primeiros sejam enaltecidos e os segundos possam ser tolerados e, eventualmente, corrigidos na vida a dois, o casal possa ter a segurança de assumir um compromisso de vida a dois – enquanto durar – formando algo mais sólido: a família. Se for uma família dentro dos princípios de ética, moralidade e valores ensinados pelo Buddha – tanto melhor! De qualquer forma, o mais importante é que o Dia dos Namorados seja uma exaltação dos valores e sentimentos puros, não apenas mais uma dor de cabeça na vida diária nem um rombo financeiro em nome de um apelo comercial!
A todos os casais de namorados, não importa de que sexualidade nem quanto tempo estão juntos, meus votos de felicidade. Fiquem todos em Paz e protegidos!
सुनन्थो भिक्षु
Reverendo SUNANTHÔ BHIKSHÚ