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२५५४ ०६ १३ Somvár 2554-06-13

A todos, Namaste!

Certa vez, o Buddha e alguns de seus mais elevados monges chegaram a uma cidade onde, como de costume, foram muito bem recebidos pois já eram velhos conhecidos dos habitantes. Logo uma multidão se aproximou com grande alegria e, até mesmo as autoridades locais vieram saudá-los.

Foi então que um dos governantes se aproximou e disse: “O Grande Mestre Gáutam é sempre bem-vindo entre nós! É com grande alegria que o recebemos. Muitos cidadãos ouvem com grande interesse o modo como o Venerável Gáutam e seus monges expõem o Dharma. Mas, na minha opinião, o Venerável Mestre atrairia ainda mais seguidores se, juntamente com seus monges, fizessem alguma exibição de seus poderes mentais, como andar pelo ar, atravessar paredes, ler pensamentos e outras coisas fantásticas que as pessoas tanto gostam de ver!

Após ouvir com atenção a opinião do homem, o Buddha respondeu: “Realmente, caro amigo, tanto eu quanto alguns de meus monges já iluminados, temos poderes sobrenaturais e podemos fazer essas e tantas outras coisas milagrosas. Porém, o único milagre que vale a pena ser ensinado é aquele que faz o seguidor do Dharma, POR ESFORÇO PRÓPRIO, se livrar de todo tipo de inquietação mental e alcançar a tranquilidade eterna do Nirváña.

É este ponto importante que tão poucas pessoas conseguem enxergar! Como moscas que se deixam atrair pelo neon azul que vai lhes matar com um choque elétrico, as pessoas ficam fascinadas, estupefatas, boquiabertas com todo tipo de tolice mundana! Se deixam enganar e ficam felizes em pagar caro para que isso aconteça!

A mente humana fica maravilhada com pouco ou quase nada! Vivem à procura de cartomantes, tarólogos, astrólogos, videntes de todo tipo… Entregam-se nas mãos de todo tipo de xamãs, mágicos, místicos… Quanto mais caro cobrarem, mais as pessoas ficarão satisfeitas em pagar!

Enquanto isso, o DHARMA, perfeito, infalível, seguro, confiável e ABSOLUTAMENTE GRÁTIS, à disposição de todo aquele que se dispõe a ouvir atentamente, fica esquecido, ignorado, desconhecido e valorizado por poucos, muito poucos!! É como se não existissem monges que, com dedicação, estudam a fundo o Dharma e tentam transimtí-lo!

Como pode ser tão fácil iludir pessoas que, aparentemente, são esclarecidas e cultas??? Como se deixam enganar como crianças em busca de guloseimas? Mesmo dentro do Buddhismo, é tão fácil ver o que é verdadeiro e o que é magia de “circo mambembe”… Então, como é possível que tanta gente fique fascinada, estupefata e encantada com tantas tolices que se apresentam como sendo DHARMA?

Não me refiro aqui somente ao Ocidente, onde, teoricamente seria mais fácil que as pessoas se iludissem com qualquer tolice “made in Asia”… Nos países asiáticos a tolice não é menor – apenas sofre variações culturais! Enquanto que os ocidentais estão sempre prontos a preencher cheques gordos como pagamento por rituais misteriosos, iniciações secretas, práticas purificadoras e outras tolices, os companheiros de tolice, no outro lado do mundo, cobrem seus corpos com tatuagens protetoras, números místicos, desenhos que protegem contra todo tipo de maldição e muitas, muitas medalhas milagrosas com imagens do Buddha e de monges já falecidos!!

O Buddha foi sempre tão claro em relação ao místico, ao oculto, ao misterioso e fantástico!! Sempre nos alertou, ao longo de seus 45 anos de Ensinamento! Até no momento da morte, não se esqueceu de, mais uma vez, nos lembrar que NADA HÁ DE OCULTO NEM MISTERIOSO, nenhuma carta escondida na manga… Tudo foi claramente exposto! Então, por favor, meus caros… Não deixem que a estupefação tome conta de suas mentes, tire de seus bolsos dinheiro inútil, explore a boa vontade de vocês!

Seguir o DHARMA é simples, é objetivo, é leve e feliz! Todo o resto, é apenas truque para seduzir a mente e enriquecer o charlatanismo. Pensem nisto e sejam capazes de distinguir o verdadeiro DHARMA, não importa onde ele esteja!

Fiquem todos em Paz e protegidos!

सुनन्थो भिक्षु

Reverendo SUNANTHÔ BHIKSHÚ