२५५४ ०६ २४ Sukravár 2554-06-24

A todos, Namaste!

ssim como o Mahá Mángala Sutra, anteriormente publicado neste Blog, o Rátana Sutra é sempre recitado nos Pújas (rituais) realizados nos templos e nas casas dos leigos seguidores da Tradição Theravada.

Trata-se de um conselho, dado pelo próprio Buddha, sobre a importância de confiar na chamada Jóia Tríplice do Buddhismo – a palavra RÁTANA, em Páli, significa jóia – que é o próprio Buddha, o Dharma (o Ensinamento Buddhista) e a Sangha – a Comunidade de Monges Buddhistas. Quem confia e entrega sua vida à proteção da Jóia Tríplice, desfruta de inúmeros benefícios, aqui relacionados pelo Buddha. Vamos ao Sutra:

Rátana Sutra

(O Sutra da Jóia)

Reescrito em linguagem simples e explicado entre parênteses

pelo Bhantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

Assim me foi transmitido oralmente. Certa ocasião, assim falou o Bhagaván:

Todos os espíritos aqui reunidos,

    – na terra, ou no céu –

que todos estejam em Paz

e ouçam atentamente o que tenho a dizer.

Portanto, espíritos, prestem atenção.

Que vocês possam difundir o Amor Universal (Mettá, em Páli) para esses seres humanos

que dia e noite trazem oferendas para vocês,

assim, com diligência, protejam a todos eles. (o Buddha aqui se refere aos seres renascidos em dimensões paralelas à nossa)

Toda riqueza – aqui ou no além –

todos os tesouros preciosos do paraíso,

para nós, não se igualam ao Tathágata (título que o Buddha usava para referir-se a si próprio).

    Essa Jóia Preciosa é o Buddha.

    Pela contínua afirmação desta verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

O estado mental do Nirváña supremo – cessação, desapego –

descoberto pelo Sábio dos Shákyas (o clã da família do Buddha) através da Meditação:

Não existe nada que possa se igualar a esse Dharma (o Ensinamento Buddhista).

    Essa jóia preciosa é o Dharma.

    Pela contínua afirmação desta verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

O Supremo Desperto (o Buddha) exaltou o Caminho da Purificação Mental (o Nobre Caminho Óctuplo, a Quarta Nobre Verdade),

chamando-o de o Caminho Infalível para a Concentração,

o conhecimento sem intermediários:

Não pode ser encontrado nada igual a essa concentração.

   Essa Jóia Preciosa é o Dharma.

   Pela contínua afirmação desta verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Os oito indivíduos que constituem quatro pares,

elogiados pelos homens virtuosos:

Eles, discípulos do Bhagaván, merecem oferendas.

O que é oferecido a eles, produz grandes frutos.

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha (a Comunidade Monástica Buddhista).

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Aqueles que, são seguidores, determinados,

se aplicam aos Ensinamentos do Mestre Gáutam (o Buddha),

e tendo alcançado o objetivo, mergulham no estado mental do Nirváña,

desfrutando livremente a Libertação que conquistaram.

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Uma pilastra de Indra (Rei de todos os Dêvas) fincada na terra,

que mesmo os ventos dos quatro quadrantes não conseguem sacudir:

assim é, eu lhes digo, uma pessoa íntegra,

que – tendo compreendido

as Nobres Verdades – vê.

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Quem que vê as Nobres Verdades (a base do Ensinamento do Buddha)

bem ensinadas por aquele que possui profunda Sabedoria –

independente do que mais tarde o faça ser negligente –

não irá ter mais do que sete existências. (renascerá no máximo mais 7 vezes)

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

No momento em que é realizado o olho do Dharma (em que se entende o Ensinamento)

três coisas são abandonadas:

    idéias acerca da identidade (ilusão de que existe um ego), dúvidas,

    e todo apego a preceitos e rituais. (é a entrada na correnteza que conduz alguém ao Nirváña, à Iluminação)

Ele está libertado

dos quatro estados miseráveis, (os renascimentos inferiores)

e incapaz de cometer

as seis grandes ofensas.  (matar a própria mãe, matar o próprio pai, matar um Arahant – um ser Iluminado, ferir um Buddha, causar a divisão na Sangha ou escolher alguém outro que não o Buddha como seu mestre principal.)

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

  Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Qualquer ação ruim e prejudicial que seja cometida

– com o corpo, linguagem ou mente –

ele não será capaz de escondê-la:

uma incapacidade atribuída

àqueles que alcançaram o Caminho (acima das coisas vulgares do mundo).

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Tal como um bosque com os topos em florescência

no primeiro mês do calor do verão,

assim é o Dharma insuperável que ele ensinou,

para o benefício supremo que conduz ao estado mental de Nirváña.

   Essa Jóia Preciosa é o Buddha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Supremo (o Buddha),

Conhecedor (do estado mental de Nirváña),

Provedor (do estado mental de Nirváña),

Trazedor ( do Nobre Caminho Óctuplo),

    ele ensinou o

insuperável Dharma.

   Essa Jóia Preciosa é o Buddha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Deram fim ao (efeito do mau karma) produzido no passado, novo karma não mais é produzido.

Com a mente desapegada do devir,

a semente (consciência de renascimento) morreu, eles não têm desejo de renascer,

esses Sábios, se extinguem como a chama desta lamparina (após a morte, nunca mais vão renascer).

   Essa Jóia Preciosa é a Sangha.

   Pela contínua afirmação da verdade através dos tempos, possa a felicidade existir.

 

Todos espíritos aqui reunidos,

    – na terra, no céu –

prestem homenagem ao Buddha,

o Tathágata seguido por seres

humanos e divinos.

    Possa haver

    felicidade.

Todos espíritos aqui reunidos,

    – na terra, no céu –

prestem homenagem ao Dharma

e ao Tathágata seguido por seres

humanos e divinos.

    Possa haver

    felicidade.

Todos espíritos aqui reunidos,

    – na terra, no céu –

prestem homenagem à Sangha

e ao Tathágata seguido por seres

humanos e divinos.

    Possa haver

    felicidade.