२५५४ ०६ २९ Budhavár 2554-06-29

A todos, Namaste!

 á vários temas na TV… Pancadarias no Cairo e em Atenas, a ida ou não do Neymar para o futebol europeu e tantas outros que, embora eu acompanhe, não me dizem respeito diretamente e, portanto, não me vejo na obrigação de manifestar minha opinião. Mas, recentemente, vejo que a mídia, especialmente de uma grande emissora de TV, vem forçando a sociedade a tomar partido, dividindo a população em dois “times” os “A Favor dos Homossexuais” e os “Contra os Homossexuais”. De repente, todos os programas, novelas, artigos de jornal, enfim, tudo mostra e fala de homossexuais, numa tentativa exagerada de empurrar goela abaixo da sociedade o homossexualismo.

Tudo que afeta a sociedade como um todo e pode causar desarmonia, passa a ser de meu interesse e meu dever emitir uma opinião orientadora – prestem atenção a esta palavra ORIENTAÇÃO, pois será comentada dentro desta matéria. A mim, enquanto monge buddhista, cabe, de acordo com o Dharma, orientar as pessoas.

Muito bem… Certa vez ouvi de um suposto buddhista, a opinião de que “Esses índios brasileiros deviam se modernizar! Já que são minoria mesmo, o Governo tinha mais é que forçar todos eles a se tornarem civilizados, porque no mundo não tem mais lugar pra gente primitiva, sem cultura e incivilizados!” – Será mesmo que deveríamos extinguir à força toda minoria, pelo simples fato de não pensarem ou agirem de acordo com o que consideramos “normal e civilizado”?

Opinião parecida ouvi mais recentemente ainda, cerca de dois meses atrás, da boca de um juiz – pasmem, um juiz! “Esses índios têm uma indolência natural, sócio-cultural… Não gostam de trabalho, não produzem nada e vivem cobrando direitos à Justiça! Deviam se assimilar e se adaptar à nossa sociedade, acabar com essa tolice de ser índio…” Pois bem, quando alguém ouve coisas assim, imediatamente se revolta e parte em defesa dos povos indígenas, como minoria indefesa, mas, se falarmos de HOMOSSEXUAIS, a coisa muda e a minoria indefesa passa a ser “sem vergonha”, “promíscua”, “perigosa para os valores sociais”, “pecado”, “aberração da natureza” etc. Talvez por viver e conviver diretamente no nosso mundo e não no meio da selva, isso incomode tanto às pessoas. Já o índio, só vemos de vez em quando, em documentários na TV, não é?

Fala-se muito de PREFERÊNCIA sexual, ORIENTAÇÃO sexual e outros termos “técnicos” usados até mesmo por psicólogos e sociólogos como se fossem corretos… Ora, ora… Sexualidade não é preferência! Preferência é sobre sabor de sorvete ou marca de carro! Sexualidade é algo que não muda de uma hora para outra nem se escolhe como se fosse peça de roupa! Portanto, não pode ser banalizado como se alguém pudesse simplesmente deixar de ser.

Orientação – eu disse que falaria sobre isso – é dar informações sobre algo, instruções e transmissão de dados para que alguém consiga alguma coisa, chegue a um ponto, atinja um objetivo etc. Isso é ORIENTAR alguém. Será que o termo se encaixa na sexualidade? O que é isso que chamam de ORIENTAÇÃO SEXUAL? Alguém realmente consegue orientar seus filhos a serem hétero ou homossexuais? Se fosse uma questão de orientação, é bem provável que não existisse homossexualismo no mundo, o que, sabemos bem, não é verdade, pois ele está e sempre esteve presente em todas as culturas do mundo e, mais, em grande parte das espécies do mundo animal, onde eu duvido que haja “orientação” para que isso ocorra!

Agora, suponhamos, numa hipótese bastante absurda, que algum governo decretasse que todas as pessoas seriam obrigadas a se tornar homossexuais e, se fossem pegas praticando o HETEROSSEXUALISMO, seriam discriminadas, punidas e até agredidas em público por atentado ao pudor. De repente, a ORIENTAÇÃO correta seria que homens só se relacionassem sexualmente entre si e o mesmo teria que acontecer com as mulheres… Como eu disse, é uma hipótese absurda, mas, como cada um se sentiria numa situação assim???

Muito em breve as pessoas começariam a arranjar meios de, secretamente, praticar o heterossexualismo, como única alternativa de se sentirem verdadeiras e realizadas, já que, para a sociedade, estariam sempre oprimidas, forçadas a fingir algo que não está dentro delas – a verdadeira sexualidade! É exatamente isso que as pessoas não vêem em relação aos homossexuais… O termo traduzido do inglês – “dentro do armário” revela exatamente a situação de pessoas que, por diversas razões, têm medo de revelar a própria homossexualidade e muitas chegam a se casar e ter filhos, ao mesmo tempo que, para aliviar a frustração de uma sexualidade oprimida, vivem uma vida dupla, mantendo relações homossexuais – tanto masculinas quanto femininas.

Todo ser vivo, na ótica buddhista, tem direito de ser feliz. Todos temos o anseio de sermos aceitos socialmente e convivermos em harmonia onde quer que vivamos. Ninguém gosta de ser discriminado, repudiado, marginalizado… Portanto, qualquer que seja o argumento para tentar rotular e discriminar alguém, isso não se justifica.

Porém, prestem atenção – BUDDHISMO É CAMINHO DO MEIO e isso vale para qualquer situação da vida diária! Como monge buddhista, não posso defender o extremismo comportamental. Me refiro aqui a qualquer tipo de extremismo! Se devo ser contra os chamados  “PITT BOYS” que, em gangues, saem pelas ruas “caçando” homossexuais, também não posso ser a favor de outra forma de extremismo, com suas demonstrações explícitas de homossexualismo caricaturado. Também acho impróprio quando um homem sai por aí mostrando a todos sua virilidade, o famoso “garanhão”, “abatedor de mulheres”, que “não dispensa nenhuma” que passe na frente dele… Isso também é um distúrbio, um radicalismo que nem as mulheres aprovam!

Quem quer ser respeitado, não pode obter este direito forçando a sociedade a aceitar algo. Recebe respeito quem SE DÁ AO RESPEITO, não quem tenta forjar uma situação… O rumo que o homossexualismo segue não o torna digno de respeito. Se alguém se veste de palhaço e sai pelas ruas principais do centro da cidade, no horário mais movimentado, não pode reclamar se as pessoas apontarem seus dedos e disserem: “Lá vai um palhaço!” Como se sentir ofendido ou humilhado se a própria pessoa se expõe como PALHAÇO?? Já o profissional, formado em uma escola de circo que, em seu dia a dia se veste e se comporta naturalmente e, nos momentos em que está no picadeiro, atua como um palhaço, é aceito, transmite a todos alegria e é respeitado pela sociedade, na milenar e valiosa atuação como palhaço… É disto que estou falando! Na privacidade da sua casa, todo mundo tem direito de ser feliz do jeito que quiser, com a sexualidade que nasceu… Mas, sair pela rua, caricaturado, expondo a própria figura ao ridículo, forçando pessoas a mudarem suas crenças e conceitos para que elas tenham que engolir a homossexualidade, isto não é CAMINHO DO MEIO, é radicalismo!

Mais velado e menos debatido, o homossexualismo feminino às vezes, também se manifesta caricaturado, com mulheres que, visivelmente, se apresentam com roupas masculinas, cabelos curtos e aparência intencionalmente masculinizada, fazendo questão de se expor como se fossem homens…

Enquanto os homossexuais gostarem e se sentirem ORGULHOSOS – em suas “Paradas de Orgulho Gay” –  de agir de modo ridículo e radical, estarão longe de obterem respeito. Somente serão as figuras engraçadas, caricaturadas e irreais da sociedade. Serão sempre condenados a ocupar funções “PRA HOMOSSEXUAIS”, profissões “DE HOMOSSEXUAIS” e frequentar lugares “SÓ DE” homossexuais… Acuados e amedrontados em seus guetos do mundo moderno. Mas, no momento que souberem administrar com serenidade e com a devida naturalidade a própria sexualidade e, de forma discreta mostrarem à sociedade que uma sexualidade, só por ser minoritária não é errada, nem ameaça ninguém, só então começarão a ser vistos como seres humanos normais, inteligentes e totalmente capazes de viverem em sociedade sem que a Justiça precise tornar obrigatório por lei o que lhes é naturalmente um direito: A FELICIDADE!

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भन्तोसुनन्थोभिक्षु

 Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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