Shanivár 2554-07-09

 todos, Jwajalapá!

1 – Contam que um certo monge jovem estava ansioso por passar um tempo em Wat Pah Pong, o templo onde Ajahn Chah vivia. O jovem tinha ouvido dizer que o velho mestre recebia presentes lindos de todo tipo, trazidos e mandados por pessoas de várias partes do mundo. Imaginou que no templo havia algum tipo de museu ou sala de exposição onde todos pudessem ver tais coisas e ficou decepcionado quando soube que o templo não tinha nenhum lugar para exibir os presentes recebidos por Ajahn Chah!

Restava então o KUTÍ (cabaninha onde monges moram) do mestre. Certamente era lá que, de algum modo ele guardava tanta coisa… Um dia, chegou a grande oportunidade! Ajahn Chah não estava no templo e a porta do kuti estava aberta. Sem resistir à curiosidade, o jovem monge foi bisbilhotar e, para uma decepção maior que a anterior, viu somente os objetos básicos que qualquer monge de floresta mantém em um kuti! Absolutamente nada de especial, nenhum presente… Só então o jovem monge ficou sabendo que, no mesmo dia que Ajahn Chah recebia os presentes, por mais bonitos e valiosos que fossem, após agradecer com um sorriso sincero, doava imediatamente o objeto a qualquer pessoa que necessitasse dele. Nunca acumulou um único presente em sua vida!

2 – Um leigo frequentador do Wat Pah Pong costumava conversar com Ajahn Chah. Certa vez, após passar um tempo ausente, foi matar a saudade do mestre. Ajahn Chah o recebeu com o mesmo sorriso que cativava tanta gente!

O leigo então disse: “Luang Phô (significa velho mestre, em tailandês), este ano não tem sido nada bom para mim! Logo em janeiro fiz uma cirurgia séria e os médicos me garantiram que em dois meses eu estaria recuperado. Já estamos em julho e eu não estou nada bem… Não era para ser assim!”

E Ajahn Chah: “Meu amigo, se não fosse para ser assim… Não seria!”

Fiquem todos em Paz e Protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ