२५५४ ०७ २६ Mangalbár 2554-07-26

A todos, Namaste!

  jovem Vishakhá tinha apenas 17 anos quando teve a oportunidade de ouvir o Dharma, diretamente ensinado pelo Buddha. Desde aquele momento, teve certeza de que queria seguir o Mestre e adquiriou o estado de Sotāpanna, que é o primeiro estágio da Iluminação.

Filha de um milionário e casada com um seguidor fervoroso do Hinduísmo, Vishakhá foi muito perseguida por seu sogro, que não concordava que ela fosse seguidora do Buddha e desse tanto apoio aos monges. Com muita paciência e Sabedoria, no entanto, Vishakhá conseguiu que toda a família passasse a seguir o Dharma.

Sempre apoiando o Buddha e fazendo grandes doações, ela mandou construir um grande monastério, onde o próprio Buddha chegou a passar seis estações chuvosas (Vansá), deixando a discípula muito honrada e contente. O monastério ficou conhecido como “Migāramātupāssāda” que significa Palácio da Mãe de Migára, como Vishakhá também era conhecida.

Sempre preocupada em apoiar a Sangha, certa vez Vishakhá viu um monge sentado no bosque, conversando com uma mulher. Logo se preocupou com a reputação do monge e, com todo respeito e cuidado foi falar com ele: “Venerável Senhor, não me parece correto que o Venerável esteja aqui sozinho, conversando com essa mulher, dando motivo que as pessoas duvidem da moralidade do Venerável. Seria mais apropriado que a conversa fosse num local onde todos possam ver que não há nada de inapropriado acontecendo.” O monge, de modo rude, disse a Vishakhá que não se metesse onde não era chamada.

Mais uma vez, Vishakhá viu o mesmo monge, na mesma situação e, certa de estar agindo corretamente, deu a ele o mesmo conselho, mas a reação do Bhikshú foi igual à anterior. Como uma terceira tentativa de aconselhamento não foi bem sucedida, Vishakhá resolveu ir diretamente ao Buddha contar-lhe o que estava acontecendo. O Buddha a ouviu atentamente e deu-lhe razão! Mandou chamar o monge que estava dando motivos para manchar a reputação da Sangha. Disse que ele deveria ter ouvido o que Vishakhá disse e ser grato a ela por sua Sabedoria em preservar o bom nome da Comunidade Monástica. Vishakhá passou o resto da vida fazendo doações generosas e cuidando do bem estar da Sangha. Ela morreu aos 120 anos de idade.

Na verdade, o Buddha não somente ouviu Vishakhá como foi mais além: a partir do conselho dela, o Mestre instituiu como Preceito do Vínaya (Código de ética e comportamento monástico) a regra de que nós monges não podemos estar em companhia de uma mulher em locais onde as pessoas não possam ver claramente o que estamos fazendo. Assim, garantimos que não estamos fazendo algo de errado.

Não há nada de mau em um leigo criticar e aconselhar a nós monges… Na verdade, um conselho dado com Sabedoria e, principalmente – com respeito e educação, deve ser acatado por nós monges com humildade e agradecimento, porque isto nos ajuda a melhorar nossa prática. O que não deve haver é um “policiamento” dos leigos sobre a prática monástica, já que ninguém tem o direito de julgar, muito menos de condenar quem quer que seja – monge ou leigo!

Quando a crítica tem o objetivo de manter a Sangha íntegra e com boa reputação e, uma vez que seja feita de modo correto, sem arrogância nem idéias pré-concebidas, nós monges devemos ser gratos a quem a fez e procurar seguir o conselho.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ