२५५४ ०८ ०५ Sukrabár 2554-08-05

A todos, Namaste!

Prestigiando o Buddhismo Zen, uma das mais tradicionais escolas do Budismo, hoje vou contar uma estória sobre um monge jardineiro e seu belo jardim…

O JARDIM JAPONÊS

 Japão é famoso pela perfeição e beleza de seus jardins. Muitos são famosos e fascinam não só os japoneses, que não se cansam de apreciar, com orgulho, os maravilhosos jardins mas, principalmente os turistas que visitam aquela nação, se impressionam e não economizam fotos! Dizem, porém, que dentre todos os jardins japoneses, provavelmente o mais bonito era em um templo onde, dedicado, um monge diariamente trabalhava.

Todas as manhãs, com total pontualidade, ele chegava ao jardim, trancado a sete chaves, para começar sua tarefa. Seguia meticulosamente a mesma rotina! Primeiramente colocava no mesmo lugar dois grandes cestos. Depois, varria todas as folhas e galhinhos caídos pelo chão. Não parava até que o enorme jardim estivesse totalmente limpo! Terminada a varredura, sentava-se no mesmo cantinho e, com calma tomava uma xícara de chá enquanto, contemplativamente, se preparava para a principal parte de seu trabalho!

Com muito cuidado, o monge examinava cada folha varrida e as separava, com minucioso critério de escolha, as bonitas e aproveitáveis, das feias e imperfeitas. Para tal seleção, ele usava dois grandes cestos e, ao chegar à ultima folha, as apreciava com atenção! Só então, levando consigo o cesto, ele começava a complexa tarefa de redistribuir as folhas selecionadas sobre todos os cantos do jardim, colocando-as em posições definidas por seu senso artístico.

A tarefa de cuidar do jardim durava a manhã toda e, pontualmente no horário indicado na placa do portão, ele abria o jardim para a visitação dos muitos turistas que, ansiosos, vinham tirar fotos! Assim seguia sua rotina diária até que, certo dia, o abade do templo, ciente de que a fama do jardim aumentava rapidamente resolveu, escondido, observar a atividade do monge jardineiro. O abade viu com atenção cada etapa do trabalho do monge e, quando o jardineiro concluiu, saiu de seu esconderijo e foi falar com ele.

– Bom dia, venerável!

– Bom dia, Venerável Abade! O senhor veio apreciar meu jardim?

– Sim! Vim prestigiar seu belo trabalho…

– O que o senhor acha? Está perfeito, não é?

Para surpresa (e ofensa) do jardineiro, o abade respondeu:

– Quase! Está quase perfeito!

Aproximando-se de uma árvore bem no meio do jardim, o abade a agarrou e sacudiu com toda força, fazendo com que dezenas de folhas caíssem, se espalhando em todas as direções!

– Pronto! Disse ele. Agora o jardim está perfeito!