como um Bhikshú guarda as Portas dos Sentidos dele? Ao ver com os olhos uma forma, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica do olho – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Ao ouvir um som com o ouvido, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica do ouvido – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Ao sentir um cheiro com o nariz, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica do nariz – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Ao sentir um sabor com a língua, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica da língua – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Ao sentir algo através da sensação do tato de seu corpo, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica do corpo – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Ao formular uma idéia ou pensamento, através da mente, ele não se prende a nenhum tema ou detalhe pelo qual – se ele tivesse que permanecer nele, sem controle sobre a característica da mente – o mal, qualidades sem habilidade tais como apego ou desilusão pudessem tomar conta dele. Possuindo o nobre controle sobre as características dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão, audição e mente – veja matéria sobre As Portas dos Sentidos, neste Blog), ele tem dentro de si o prazer de se sentir livre de qualquer culpa ou censura. É desta forma que o monge mantém controladas em si mesmo as Portas dos Sentidos.”

ATENÇÃO PLENA E ESTADO DE ALERTA

“E como é que um Bhikshú passa a ter Atenção Plena e Estado de Alerta? Quando se movendo para a frente e retornando, ele age com Atenção Plena. Quando olha para frente e olha mais longe, ele age com Atenção Plena, quando se curva e quando estende seus músculos, ele age com Atenção Plena, quando carregando seu manto superior (chamado “sanghatí”), seu manto e sua tigela de coletar alimentos (chamada “báat”), ele age com Atenção Plena,

quando está comendo, bebendo, mastigando e saboreando a comida, ele age com Atenção Plena, quando está urinando e defecando, ele age com Atenção Plena, quando está andando, quando está de pé, sentado, adormecendo, despertando, falando ou permanecendo em silêncio, ele age o tempo todo com Atenção Plena e Estado de Alerta. Isto é como um Bhikshú passa a ter Atenção Plena e Estado de Alerta.”

CONTENTAMENTO

“E como é que um Bhikshú encontra o contentamento? Assim como um pássaro que, ao voar, leva consigo suas asas como o único fardo, também o Bhikshú, levando apenas seu jogo de mantos para proteger o corpo e sua tigela de coletar alimentos para matar a fome, tem sempre providas apenas suas necessidades mais básicas. É assim que um Bhikshú encontra o contentamento.”

CONTINUA NA PRÓXIMA MATÉRIA…