dezembro 2011


A todos, Namaste!

esta época de final de ano, a TV costuma exibir diversos filmes bíblicos, narrando a vida de Jesus Cristo. Uns mais próximos do que foi narrado na Bíblia, outros se perdem em supostas “liberdades de adaptação”. O fato é que neles podemos ouvir a mensagem de Jesus e o quanto ela é comparável ao que, 600 anos antes, o Buddha já havia tentado ensinar ao mundo…
“Amai aos vossos inimigos”, “Amai ao próximo como a ti mesmo”, “Não julgueis para não serdes julgados”, são algumas das centenas de mensagens do Cristianismo que os cristãos parecem não se importar em não seguir e até ignorar totalmente, embora continuem se entitulando SEGUIDORES do Cristianismo! Acho que, se alguém se diz botafoguense, flamenguista, colorado, gremista ou qualquer outro time, deve, pelo menos, gostar de futebol, conhecer o time, suas cores e, ainda que seja pela TV, acompanhar os jogos do time. Então, por quê seria diferente com a prática de um ensinamento religioso? Como as pessoas podem se entitular algo que desconhecem ou nem ao menos tentam praticar? Também me parece estranho que alguém se diga “Sou GRENAL” ou “Torço pelo Flamengo e Fluminense”. Como então conseguem conviver bem com a idéia de misturar diferentes ensinamentos?? Isso não é coerente!
No Buddhismo, infelizmente, as coisas não ficam muito atrás do posicionamento dos colegas cristãos… Já conversei com pessoas que se aproximaram de mim, se dizendo buddhistas, enquanto saboreavam um copo de chopp!! Outras não conseguem formar uma frase inteira sem pelo menos um palavrão!! Mas se entitulam buddhistas, porque acham que esses “meros detalhes” sobre purificação mental podem ser dispensados! Assim, enquanto é para recitar “om mani padme hum” de vez em quando, ler livro do Dalai Lama e andar com “rosário buddhista” pendurado no pescoço, tudo bem! Claro que também acendem incenso pra imagem do Buddha (mesmo que seja aquele gordão que NUNCA foi realmente buddha!). Mas, quando se trata de seguir os Cinco Treinamentos da Atenção Plena, que são indispensáveis para quem quer seguir o que o Buddha ensinou, daí nem sabem quais são ou, se já os leram em algum lugar, não se preocuparam em torná-los um guia de suas vidas.
A coisa piora ainda mais quando se fala em estudar e praticar os Sutras, praticar a generosidade mantendo um Grupo Buddhista ou Templo e praticar a Atenção Plena… Quando lembradas de tais práticas, as pessoas parecem até se ofender, como se estivessem sendo convidadas a fazerem algo ilícito, pornográfico ou patético! Pulam fora tão rápido que até me lembram dos meus tempos de “rato de praia”, em Copacabana quando, descalço, eu pisava no asfalto escaldante e, rapidamente buscava a sombra de uma árvore!
Praticar seriamente um ensinamento, não é nada fácil. Simplesmente dizer que é isso ou aquilo não necessariamente é coerente com o que a Religião ou Ensinamento querem realmente dizer!  Sinceramente, eu admiro os “ateus de carteirinha” porque, pelo menos, não mentem para si mesmos, que é o pior tipo de mentira.
Seria bom que, nesta passagem de ano, menos “cristãos” pulassem sete ondinhas. Seria bom que deixassem apenas para os seguidores das Religiões Afro-brasileiras as oferendas para Iemanjá. Se não perdessem tempo com tolices como sementes de romã, nota de dólar na carteira e tantas outras infantilidades…
Os que se dizem buddhistas, poderiam dedicar pelo menos alguns minutos da passagem de ano para cultivarem a mente, desenvolvendo a Atenção Plena, conscientes da respiração, conscientes do MOMENTO PRESENTE, o único que realmente temos como REAL.
Nada além do cultivo mental vai nos trazer um futuro melhor… Nem as roupas brancas, menos ainda o borbulhar dos espumantes. Um ano novo melhor ou pior está diretamente ligado ao que NÓS FIZERMOS por nós mesmos. Somente assim seremos coerentes com nossa prática e, por conseguinte, coerentes com o que esperamos do futuro – nosso e de nosso planeta!
Fiquem todos em Paz e protegidos!

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TRADUZIDO E REESCRITO EM LINGUAGEM SIMPLES E EXPLICADO

POR VANTÊ SUNANTHÔ BHIKSHÚ

fonte: access to insight

ssim me foi transmitido oralmente. Certa ocasião, o Bhagaván estava em Shrávasthi. Então um certo Bhikshú foi até o Bhagaván e depois de saudá-lo, fazendo três prostrações aos pés dele, sentou-se na posição de demonstrar respeito e disse:

“Vantê, seria bom se o Bhagaván pudesse me ensinar o Dharma de forma resumida, de modo que depois de ouvir o Dharma do Bhagaván eu possa permanecer só, isolado, diligente, ardente e decidido.”

“Bhikshú, buscando o prazer, alguém está preso a Mara*; não buscando o prazer, ele estará livre do Senhor do Mal.”

“Eu compreendo, Bhagaván! Eu Compreendo, Iluminado!”

“E como, Bhikshú, você compreende o que eu disse de forma resumida?”

“Buscando o prazer em relação à forma, Vantê, alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à forma ele estará livre do Senhor do Mal. Buscando o prazer em relação à sensação, alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à  sensação ele estará livre do Senhor do Mal. Buscando o prazer em relação à percepção alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à percepção, alguém está livre do Senhor do Mal. Buscando prazer em relação às formações mentais ele estará livre do Senhor do Mal.  alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação às formações mentais, alguém estará livre do Senhor do Mal.  Buscando o prazer em relação à consciência, alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à consciência, alguém está livre do Senhor do Mal.

“Vantê, assim é como compreendo o significado do que o Bhagaván disse de forma resumida.”

“Muito bem, Bhikshú. É bom que seja assim, que  tenha entendido o significado  do que eu disse de forma resumida. Buscando o prazer em relação à forma, alguém está preso a Mara. Buscando o prazer em relação à sensação, alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à  sensação ele estará livre do Senhor do Mal. Buscando o prazer em relação à percepção alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à percepção, alguém está livre do Senhor do Mal. Buscando prazer em relação às formações mentais ele estará livre do Senhor do Mal.  alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação às formações mentais, alguém estará livre do Senhor do Mal.  Buscando o prazer em relação à consciência, alguém está preso a Mara; não buscando o prazer em relação à consciência, alguém está livre do Senhor do Mal. Assim é como o significado em  do que eu disse de forma resumida deve ser entendido.”

Então o Bhikshú, satisfeito e contente com as palavras do Bhagaván levantou-se e depois de reveremciar o Bhagaván, com três prostrações, deu três voltas em torno do Buddha, mantendo sempre o ombro voltado para sua direita e partiu. Depois, permanecendo só, isolado, diligente, ardente e decidido, em pouco tempo, ele alcançou e permaneceu no objetivo sublime da vida do cultivo mental, pelo qual membros de um clã deixam a vida em família pela vida do cultivo mental, tendo conhecido e realizado por si mesmo no aqui e agora. Ele soube: “O nascimento foi destruído, o cultivo mental foi concluído, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado (está rompido para sempre o ciclo de renascimentos, o Samsara).” E assim ele se tornou mais um dos Arahants (os que atingiram a Iluminação em vida e estão apenas aguardando a morte física, para nunca mais renascerem).

* MARA – Muitas vezes chamado de Rei de todos os Demônios, Senhor do Mal, Rei dos Infernos etc., Mara não é uma pessoa física, mas sim a representação de todos os obstáculos mentais que NÓS MESMOS criamos e que nos afastam da Iluminação.

Na Tradição Buddhista, quando é travada uma batalha entre Siddhartth Gáutam e os exércitos de Mara, na noite em que ocorreu a Iluminação, o que ocorreu na verdade foi a purificação final da mente de Siddharth, permitindo assim que ele, finalmente, se tornasse O BUDDHA.

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

Palestra

O karma – Entendendo o que é, para um Ano Novo mais Feliz!

O monge buddhista, Reverendo Sunanthô Bhikshú, da Tradição Theravada e residente em São Francisco de Paula, é representante permanente do Brasil na Conferência Buddhista mundial. Praticante do Buddhismo há 17 anos e com seis anos de vida monástica, ele dará uma palestra a todos  – buddhistas ou não -, sobre o karma, um tema que desperta a curiosidade e interesse de tantas pessoas! Não percam!

Local: Espaço Holístico Solar e Saúde Integral

Data: 07 de janeiro de 2011

 Hora: 14h 30min

 Valor: apenas R$ 10 (dez reais) + um quilo de alimento não perecível.

Informações: (54) 3244 2289 ou espacosolar@gmail.com   

www.espacosolar.com.br


A todos, Namaste!

sta é uma fábula bastante conhecida, não “oficialmente buddhista”, mas que podemos observar e ver que há uma lição a ser tirada.

Contam que um dia, um grande sapo estava à beira do rio, com o aspecto contemplativo que os sapos costumam ter e, de repente, aproximou-se um escorpião. Ciente de que aquele aracnídeo é famoso pelo poder de seu veneno e atos traiçoeiros, o sapo tratou de se afastar em fuga, mas o escorpião o tranquilizou:

“- Calma, amigo! Não precisa ter medo…”

“- Quem disse que tenho amigos como você??”

“- Sim… Compreendo… Todos falam mal de mim e têm medo porque acham que sou traiçoeiro e mato todas as criaturas com meu veneno! Mas, desta vez, não vou fazer mal a ninguém, porque preciso de um favor…”

“- Favor?? Que favor poderia eu fazer a uma criatura como você??” – perguntou o sapo, um tanto curioso.

“- Acontece que tenho negócios importantes e urgentes do outro lado do rio, mas, como o amigo sabe, não sei nadar e, portanto, preciso de alguém que me leve nas costas até a outra margem!”

O sapo não estava gostando nada daquela conversa, mas, de bom coração, perguntou:

“- Supondo que eu aceitasse levar você nas costas… Que garantia teria de que não vai me matar?”

E o aracnídeo:

“- Como eu lhe disse, são negócios importantes e tenho urgência de chegar lá, portanto, o amigo TEM A MINHA PALAVRA de que não lhe farei mal algum! Mais do que isto: serei tão grato que, se o amigo estiver em perigo, eu mesmo o protegerei!”

Ainda inseguro se estava fazendo a coisa certa ou não, o sapo aceitou. Chegou bem perto da água e, embora com muito medo, sentiu o escorpião subir em suas costas. Com muito cuidado, começou a travessia do rio, nadando na superfície da água.

Nem bem tinham chegado ao meio do rio, o sapo sentiu uma forte picada nas costas! Apavorado, gritou:

“- Está louco?? O que pensa que fez??? Ainda estamos longe da margem e, com o veneno poderoso se espalhando em meu corpo, NÓS DOIS vamos morrer! Você prometeu não me fazer mal algum!! Como pode fazer isso?”

E o escorpião, calmo e frio:

“- Sim… É verdade… Prometi! E realmente pretendia cumprir minha promessa, mas… É minha natureza de escorpião… É mais forte que eu…”

Logo em seguida os dois afundaram e foram arrastados pela correnteza do rio.

FIM DA FÁBULA DO ESCORPIÃO E O SAPO

O Buddhismo existe para sermos capazes de eliminar todas as impurezas que encobrem nossa natureza, originalmente PURA e brilhante! Quando praticamos o Ensinamento do Buddha, o chamado DHARMA, somos capazes de nos manter inabaláveis e não nos deixamos levar por atitudes que tendemos a atribuir a uma natureza maligna e impura.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

A todos, Namaste!

Ao tempo em que reitero minha gratidão a todos que, regular ou eventualmente fazem doações financeiras para continuidade da divulgação do Buddhismo Theravada Brasileiro em nosso país, informo abaixo o número correto e atualizado da conta bancária.
Solicito que a conta no Banco Itaú NÃO MAIS seja utilizada, visto que São Francisco de Paula não tem agência desse banco nem caixa automático para retiradas. Com isto, toda vez que há depósitos na conta Itaú, tenho que viajar a Canela, cidade mais próxima com agência do banco, gastando quase R$14 de passagem e algumas horas do meu dia. Agradecendo pela compreensão, fiquem todos em Paz e protegidos!

BANCO BRADESCO
(SÃO FRANCISCO DE PAULA – RS)
AGÊNCIA: 0932 6
CONTA POUPANÇA: 1001036-5
VIA 01
TIPO 00

LEITURA DA MENTE

“Com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade, ele a dirige e a inclina para compreender a mente dos outros seres. Ele compreende as mentes de outros seres, de outras pessoas, abarcando-as com a sua própria mente. Ele compreende uma mente afetada pelo desejo como afetada pelo desejo e uma mente não afetada pelo desejo como não afetada pelo desejo; Ele compreende uma mente afetada pela raiva como afetada pela raiva e uma mente não afetada pela raiva como não afetada pela raiva; Ele compreende uma mente afetada pela delusão como afetada pela delusão e uma mente não afetada pela delusão como não afetada pela delusão; Ele compreende uma mente contraída como contraída e uma mente distraída como distraída; Ele compreende uma mente transcendente como transcendente e uma mente não transcendente como não transcendente; Ele compreende uma mente superável como superável e uma mente não superável como não superável; Ele compreende uma mente concentrada como concentrada e uma mente não concentrada como não concentrada; Ele compreende uma mente libertada como libertada e uma mente não libertada como não libertada.

Tal como um homem ou uma mulher – jovens, plenos de juventude e que apreciam ornamentos – ao verem a imagem do seu próprio rosto num espelho claro e brilhante ou numa tigela com água limpa, saberiam se existe alguma mancha assim: ‘Ali está uma mancha’ ou saberiam se não existe mancha assim: ‘Não há nenhuma mancha’. Da mesma forma – com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade – o Bhikshú a dirige e a inclina para o conhecimento da consciência de outros seres. Ele compreende as mentes de outros seres, de outras pessoas, abarcando-as com a sua própria mente. Ele compreende uma mente alterada pelo desejo como alterada pelo desejo e uma mente não alterada pelo desejo como não alterada pelo desejo … Ele compreende uma mente libertada como libertada e uma mente não libertada como não libertada.

“Este, também, Grande Rei, é um fruto da vida contemplativa, visível aqui e agora, mais excelente do que os anteriores e mais sublime.

VISÃO DAS VIDAS ANTERIORES

“Com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade, ele a dirige para o conhecimento da recordação de vidas passadas. Ele se recorda das suas muitas vidas passadas, isto é, um nascimento, dois nascimentos, três nascimentos, quatro, cinco, dez, vinte, trinta, quarenta, cinqüenta, cem, mil, cem mil, muitos KALPAS (ciclos cósmicos) de contração, muitos kalpas de expansão, muitos kalpas de contração e expansão, ‘Lá eu tinha tal nome, pertencia a tal clã, tinha tal aparência. Assim era o meu alimento, assim era a minha experiência de prazer e dor, assim foi o fim da minha vida. Falecendo daquele estado, eu renasci ali. Ali eu também tinha tal nome, pertencia a tal clã, tinha tal aparência. Assim era o meu alimento, assim era a minha experiência de prazer e dor, assim foi o fim da minha vida. Falecendo daquele estado, eu renasci aqui.’ Assim ele se recorda das suas muitas vidas passadas nos seus modos e detalhes.

Tal como se um homem fosse de sua aldeia a uma outra aldeia e dessa a mais uma outra e então, dessa aldeia de volta à aldeia onde mora. Um pensamento lhe ocorreria, ‘Eu fui de minha aldeia para aquela aldeia ali. Ali eu fiquei em pé de tal forma, sentei de tal forma, falei de tal forma e permaneci em silêncio de tal forma. Daquela aldeia, fui para outra aldeia e lá eu fiquei em pé de tal forma, sentei de tal forma, falei de tal forma e permaneci em silêncio de tal forma. Daquela aldeia, voltei para a aldeia onde moro.” Da mesma forma – com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade – o Bhikshú a dirige para o conhecimento da recordação de vidas passadas Ele se recorda das suas muitas vidas passadas … nos seus modos e detalhes.

“Este, também, grande rei, é um fruto da vida contemplativa, visível aqui e agora, mais excelente do que os anteriores e mais sublime.

O PODER SOBRENATURAL DA VISÃO

“Com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade, ele a dirige para o conhecimento do falecimento e reaparecimento dos seres. Por meio da visão sobrenatural, que é purificada e ultrapassa o humano, ele vê seres morrendo e renascendo, inferiores e superiores, bonitos e feios, afortunados e desafortunados. Ele compreende como os seres prosseguem de acordo com as suas ações desta forma: ‘Esses seres – dotados de má conduta com o corpo, linguagem e mente, que insultam os nobres, com o entendimento incorreto e realizando ações sob a influência do entendimento incorreto – com a dissolução do corpo, após a morte, renasceram num estado de privação, num destino infeliz, nos reinos inferiores, até mesmo no inferno. Porém estes seres – dotados de boa conduta com o corpo, linguagem e mente, que não insultam os nobres, com o entendimento correto e realizando ações sob a influência do entendimento correto – com a dissolução do corpo, após a morte, renasceram num destino feliz, nas dimensões paralelas mais puras.’ Dessa forma – por meio do poder sobrenatural da visão, que é purificada e ultrapassa o humano, ele vê seres morrendo e renascendo, inferiores e superiores, bonitos e feios, afortunados e desafortunados, e ele compreende como os seres prosseguem de acordo com as suas ações (com a energia do karma que produzem em cada existência).

Tal como se houvesse duas casas com portas e um homem com boa visão parado entre elas visse as pessoas entrando nas casas e saindo, indo e vindo. Da mesma forma – com a sua mente assim concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável, e atingindo a imperturbabilidade – o Bhikshú a dirige para o conhecimento do falecimento e reaparecimento dos seres. Por meio do poder da visão sobrenatural, que é purificado e sobrepuja o humano, ele vê seres falecendo e renascendo, inferiores e superiores, bonitos e feios, afortunados e desafortunados … de acordo com as suas ações.

“Este, também, grande rei, é um fruto da vida contemplativa, visível aqui e agora, mais excelente do que os anteriores e mais sublime.

A ELIMINAÇÃO DAS IMPUREZAS MENTAIS

“Com a sua mente dessa forma concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade, ele a dirige para o conhecimento do fim das impurezas mentais. Ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘Isto é Dukkha’ (todo e qualquer tipo de inquietação mental); ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘Esta é a origem de Dukkha ; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘esta é a cessação de Dukkha’; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘este é o caminho que conduz à cessação de Dukkha’; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘essas são impurezas mentais’; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘esta é a origem das impurezas’; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘esta é a cessação das impurezas’; ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘este é o caminho que conduz à cessação das impurezas.’ Ao conhecer e ver, a sua mente está livre da impureza do desejo sensual, da impureza da existência, da impureza da ignorância. Quando ela está libertada surge o conhecimento, ‘Libertada.’ Ele compreende que ‘O nascimento foi destruído, a vida do cultivo mental foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.’ (atinge-se o Nirváña, nunca mais tornando a renascer).

Tal como se houvesse uma lagoa num vale em uma montanha – clara, límpida e cristalina – em que um homem com boa visão, em pé na margem, pudesse ver conchas, cascalho e seixos e também cardumes de peixes nadando e descansando, isso lhe ocorreria, ‘Esta lagoa tem a água clara, límpida e cristalina. Ali estão aquelas conchas, cascalho e seixos e também aqueles cardumes de peixes nadando e descansando.’ Da mesma forma – com a sua mente dessa forma concentrada, purificada, luminosa, pura, imaculada, livre de defeitos, flexível, maleável, estável e atingindo a imperturbabilidade, ele a dirige para o conhecimento do fim das impurezas mentais. Ele compreende, da forma como na verdade é que: ‘Isto é Dukkha … Esta é a origem de Dukkha … Esta é a cessação de Dukkha … Este é o caminho que conduz à cessação de Dukkha … Estas são impurezas mentais … Esta é a origem das impurezas … Esta é a cessação das impurezas … Este é o caminho que conduz à cessação das impurezas.’ Ao conhecer e ver, a sua mente está livre da impureza do desejo sensual, da impureza de ser/existir, da impureza da ignorância. Quando ela está libertada surge o conhecimento, ‘Libertada.’ Ele compreende que ‘O nascimento foi destruído, a vida santa foi vivida, o que devia ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado.’

“Este, também, grande rei, é um fruto da vida contemplativa, visível no aqui e agora, mais excelente do que os anteriores e mais sublime. E quanto a outro fruto visível da vida contemplativa, maior e mais sublime do que isto, não existe.”

Quando isto foi dito, o Rei Adjatassáttu disse ao Bhagaván: “Magnífico, Vantê! Magnífico! Como se colocasse em pé o que estava virado, revelasse o que estava escondido, mostrasse o caminho para alguém perdido, ou segurasse uma lâmpada no escuro de forma que aqueles que possuem olhos possam ver as formas, da mesma forma o Abençoado – através de muitas linhas de argumentação – esclareceu o Dharma. Eu busco refúgio no Abençoado, no Dhamma e na comunidade de Bhikshus. Que o Bhagaván se lembre de mim como o discípulo leigo que tomou Refúgio deste dia em diante para o resto da sua vida.

“Uma transgressão foi cometida por mim, Vantê, em que eu fui tão tolo, tão confuso e tão inábil que matei meu pai – um homem justo, um rei justo – para obter o domínio do reinado. Que o Bhagaván por favor aceite esta confissão da minha transgressão como tal, de forma que eu possa me controlar no futuro.”

“Sim, Grande Rei, uma transgressão foi cometida, em que o Grande Rei foi tão tolo, tão confuso e tão inábil que matou o próprio pai – um homem justo, um rei justo – para obter o domínio do reinado. Porém, porque o Grande Rei vê sua transgressão como tal e faz correções de acordo com o Dharma, nós aceitamos sua confissão. Pois é motivo de crescimento no Dharma e Disciplina dos que praticam a purificação da mente quando, vendo uma transgressão como tal, o praticante faz correções de acordo com o Dharma e pratica a contenção no futuro.”

Quando isto foi dito, o Rei Adjatassáttu disse ao Bhagaván: “Bem, então, Vantê, eu partirei agora. Muitas são minhas tarefas, muitas minhas responsabilidades.”

“Agora é o momento, Grande Rei, faça como julgar adequado.”

Então, o Rei Adjatassáttu, tendo ficado satisfeito e contente com as palavras do Bhagaván, levantou-se do seu assento, fez três prostrações diante do Bhagaván e dando três voltas em torno dele, mantendo-o à sua direita partiu. Não muito tempo depois que ele havia partido, o Bhagaván dirigiu-se aos Bhikshus: “ O rei está derrotado, Bhikshus, a sua sorte está selada. Não tivesse ele matado seu pai – aquele homem justo, aquele rei justo – o olho do Dharma, [ límpido, sem qualquer distorção de visão. teria surgido nele enquanto ele estava sentado neste assento.”

Isso foi o que disse o Bhagaván. Os Bhikshus ficaram satisfeitos e contentes com as palavras do Bhagaván!

FIM DO SAMAÑÑAPHALA SUTRA

Assim terminamos mais um Estudo de Sutra neste Blog. Espero que tenha sido útil a alguém. Se pelo menos uma pessoa tiver se beneficiado deste Sutra e seu estudo tiver sido útil para o Cultivo Mental que conduz ao Nirváña, terá sido também válido meu esforço em divulgar este Sutra. Fiquem todos em Paz e protegidos!

सुनन्थो भिक्षु
Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

A todos, Namaste!

 Conforme eu havia noticiado, no dia 07 DE JANEIRO, primeiro sábado de 2012, estarei dando palestra sobre o KARMA, no Espaço Holístico Solar, aqui em São Francisco de Paula.

Todos os dados anteriormente enviados estão confirmados e, agora, informo o horário da palestra

 PONTUALMENTE, ÀS 14:30h., com término às 16:30h., o que, acredito, não dificultará a volta dos que residem em Porto Alegre.

O valor de R$10 (apenas DEZ reais) + doação de UM QUILO de alimento não perecível está mantido e, em breve enviarei cartazes de divulgação, contando com a generosidade de todos para imprimí-los e divulgar o evento onde puderem… Desde já grato a todos, fiquem em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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