janeiro 2012


A todos, Namastê!


mbora muita gente imagine que o treinamento para se tornar monge seja difícil, a grande maioria não faz ideia das grandes dificuldades que passamos… Se para um oriental, nascido e criado num país buddhista já há inúmeros obstáculos a serem superados, é de se supor que tais dificuldades se tornem ainda maiores para quem vem do outro lado do mundo, com hábitos sócio-culturais totalmente diferentes.

O principal obstáculo é o de tentar ser aceito em um Templo, já que, para os demais monges, um ocidental querendo ser ordenado ainda é objeto de curiosidade e grande desconfiança. Muitos monges pensam que nós ocidentais somos todos ricos e queremos nos tornar monges apenas por pouco tempo, como, por exemplo, uma temporada de férias na qual queremos passar por uma experiência diferente, largando o manto após um período curto, para voltarmos à vida leiga em nosso país de origem… Já que muitos monges são forçados pelas condições de pobreza a seguirem a vida monástica e, portanto, não vestem o manto por vocação real, custa a eles acreditar que um ocidental viaje até a Ásia para ser ordenado por vontade própria.

Ainda que consigamos quebrar a barreira da desconfiança, há outra ainda mais difícil – a do idioma. Na Tailândia, por exemplo, apenas 2% dos 70 milhões de tailandeses são capazes de, com grande dificuldade de pronúncia e vocabulário limitadíssimo, se expressarem em Inglês! Essa minoria, obviamente, faz parte de uma “elite cultural” de Bangkok na qual não está incluída a grande quantidade de monges, vindos das isoladas regiões de plantação de arroz, vilarejos e aldeias. Muitos deles sequer visitaram a capital do país! Se nunca estiveram em Bangkok, o que se pode esperar que saibam sobre o Brasil?? Diversas vezes ouvi que nosso país é um “pequeno país na África, onde todos jogam futebol.”

Tendo usado poucas vezes o inglês para me comunicar, passei por longas horas de palestras e ensinamentos, totalmente transmitidos em tailandês, sem que eu fosse capaz de entender uma única frase, sentado, imóvel, entre dezenas de outros monges, com as mãos juntas à altura do peito e o olhar fixo no chão, sem a menor chance de me levantar e sair, embora, é claro, vontade não me faltasse!

Ninguém está interessado em saber se você está entendendo ou não… Ninguém nem pensa em perguntar se está gostando, se está se sentindo à vontade ou se preferia estar em outro lugar. Tudo é problema absolutamente seu!

Acordar de madrugada, dormir no chão, usando o braço como travesseiro e o próprio manto como lençol, sair descalço pelas ruas, todo dia, para mendigar comida, comer sem reclamar todo tipo de comidas exóticas que nem sabemos o que são ou como se chamam… Uma típica refeição, oferecida para nós monges, é servida no chão, onde se desdobram várias folhas de jornal, como toalha de mesa. Ao lado de cada um, uma escarradeira, onde cuspimos os ossos de frango, por exemplo. Os diversos alimentos são servidos embrulhados em “papel de pão” ou jornal e todos se servem com as mãos, usando colher e garfo para comer, sendo que só a colher vai à boca. No meio da “mesa”, ao alcance de todos, um rolo de papel higiênico, usado como guardanapo coletivo… Enquanto saboreiam a comida, é normal que os monges tailandeses peguem nos dedos dos pés, tirem cera do ouvido, cheirem a comida e a devolvam à “mesa” após fazerem uma careta de reprovação e outras peculiaridades de uma etiqueta totalmente oposta à nossa.

Ouvir as pessoas falando sobre você, apontando para você e rindo, sem que você possa fazer nada… Tudo isso e muito, muito mais mesmo, parece vir num “pacote” de treinamento que ninguém imagina que possa ser assim.

O que me motivou a não desistir, a continuar em frente, enfrentando obstáculos e superando dificuldades, o que me deu forças para continuar praticando, estudando, tentando aproveitar cada minuto dos seis anos que passei na Ásia, foi a vontade de, um dia, retornar ao Brasil e, em meu país, divulgar o Dharma, o Ensinamento do Buddha, tão importante e necessário para aliviar as dificuldades de nosso povo.

Incoerentemente, a pior parte de meu treinamento já estava superada! Passei por situações terríveis em Taiwan, onde, além de terremotos e invernos rigorosos com direito a furacões, cheguei a ser mordido por enormes ratazanas em minha própria cama. No Laos, até mesmo corri da polícia do governo comunista, simplesmente por estar ensinando o Dharma ao povo na rua. Quando decidi voltar ao Brasil, já estava há mais de um ano na Malásia, vivendo num bom templo, confortavelmente, com bastante seguidores que me convidavam a dar palestras várias vezes por semana e doando bastante envelopes vermelhos com gordas quantias… Enfim, eu poderia ter ficado lá por muito tempo, talvez até para sempre…

Foi essa situação cômoda e confortável que eu deixei para trás, achando que seria bem sucedido no Brasil. Todo o meu investimento, porém, parece ter sido em vão! Já se passaram três anos desde o meu desembarque, vindo de Kuala Lumpur e vendo todo o meu entusiasmo se deteriorar, começo a cogitar uma retirada estratégica para algum país asiático.

Ao pensar em ir embora, não vejo sinal algum de covardia ou deserção. Afinal, foram inúmeras as tentativas de divulgar o Dharma: palestras para público insignificante, estudos de Sutras sem o menor interesse dos endereçados, datas comemorativas às quais ninguém compareceu e muitas mensagens apelando à sensibilidade das pessoas quanto à necessidade de manter financeiramente minha missão no Brasil… Como confirmação de meu insucesso, as tentativas foram feitas em Leopoldina (MG), Nova Friburgo (RJ) e, agora, em São Chico (RS), o que me leva a crer que realmente é inútil insistir, forçar as pessoas a me ouvirem e, pior ainda: a fazerem doações.

Nos inúmeros apelos que venho fazendo, sempre tento ressaltar a generosidade de meia dúzia de pessoas que, talvez até por compaixão, ou por simples necessidade de honrarem o compromisso assumido quando vim para o sul, continuam me ajudando financeiramente. Utópico, porém, seria imaginar que apenas com elas eu seria capaz de erguer um Templo se, no momento atual, já estou gastando o dinheiro da construção para me manter no Brasil…

Mesmo que o Prefeito fizesse doações regulares de cestas básicas e as taxas fossem pagas mensalmente, isso não seria suficiente e não é difícil de ser comprovado. Toda moradia tem despesas extras, muitas vezes caras. Um cano furado, uma cerca derrubada por uma árvore, uma torneira vazando, são pequenas ou grandes despesas às quais todos nós estamos sujeitos e, quando se vive (da esperança) de doações, a coisa fica complicada! Imaginem, então, se as mesmas despesas e imprevistos fossem num templo?? As despesas seriam dobradas ou até triplicadas! É! É irreal achar que daria certo…

As pessoas gostam do Buddhismo… E do Hinduísmo, do Kardecismo, do Tarot, da Superstição, do Esoterismo e de tantas outras coisas, todas ao mesmo tempo! Mesmo as que se dizem buddhistas, não conseguem deixar de misturar todas as Tradições, adicionando a elas suas próprias crendices, com pitadas de todo tipo de resquício judaico-cristão e se ofendem e se magoam se eu, como monge, as repreendo pelo excesso de mistura no que deveria ser um único Ensinamento, levado a sério e com comprometimento! Se é assim o brasileiro e tão radicalmente se orgulha de ser imutavelmente assim, quem sou eu para forçá-lo a mudar? Por quanto tempo eu conseguiria nadar contra a corrente?

Certo ou errado em meu posicionamento, o fato é que não pretendo desistir do Brasil. Meu plano é de uma retirada estratégica, indo morar em algum país onde haja seguidores buddhistas sérios e conscientes, provavelmente a Malásia e, após me recuperar das dificuldades enfrentadas aqui, começar a juntar e enviar dinheiro para, num futuro distante, finalmente realizar meu sonho de ter um templo em meu país, mesmo que eu continue morando na Ásia e vindo de vez em quando ao Brasil. Portanto, não estou abandonando ou desistindo de coisa alguma, mas sim postergando um sonho, até porque ele vai se tornar um pesadelo muito em breve, caso eu gaste todo o dinheiro que recebi como herança e não consiga nem construir o templo nem retornar à Ásia. Quem então iria me salvar?

Um monge não pode ser fonte de preocupação, ansiedade e sofrimento para outras pessoas. Nossa missão é justamente o oposto disso. Eu estaria totalmente errado, nessa contagem regressiva para trazer a várias pessoas todo tipo de preocupação e gastos financeiros, devido à minha falta de visão e teimosia em continuar no Brasil. Assim sendo, o melhor é realmente me afastar, retornando, se for o caso, com condições reais de me manter no Brasil, com ou sem seguidores locais.

Com um pai bastante debilitado de saúde, uma mãe com 85 anos, ambos necessitados de minha presença no Brasil, tendo vindo para o Brasil acreditando que só voltaria à Ásia para eventuais conferências buddhistas, gostando muito do meu país e certo de que a Ásia não tem muito mais a me acrescentar, estejam certos de que realmente quero muito ficar no Brasil e é com dificuldade que sairei novamente do país. De qualquer forma, meu plano é de deixar um terreno de minha propriedade aqui no Brasil. se possível com uma casinha construída, com o dinheiro que me foi doado. Desta forma, poderei juntar dinheiro na Ásia e mandar para cá, sob administração de alguém de total confiança.

Gostaria muito que algo realmente significativo acontecesse, antes de eu entrar num avião rumo a algum país asiático, porém, como não acredito em milagres, acho muito pouco provável que alguma coisa mude. Então, me resta contar com a compreensão dos que me ajudaram até aqui e garantir a todos que os manterei informados sobre cada passo e decisão que eu tomar.

Fiquem todos em Paz e protegidos!


भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

A todos, Namaste!

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vante-sunanthobhikshu@hotmail.com

Por favor, não mais utilizem o endereço antigo!

Please, do not use the old address anymore!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHU

A todos, Namaste!

omo vocês já devem saber, ontem (2a. feira) iniciamos o Ano Novo Chinês, que, seguindo a ordem dos Doze Animais do Horóscopo Oriental, é a vez do DRAGÃO.
Diz a Tradição oriental que o Buddha teria convidado para uma reunião alguns animais e, atendendo ao chamado do Mestre, um a um eles foram se apresentando. De acordo com o ordem de chegada, o Buddha presenteou a cada um com um ano, que se repete a cada 12 anos. Obviamente, há outras inúmeras curiosidades e explicações sobre o ano de cada animal, suas características e variações de acordo com os Quatro Grandes Elementos (água, terra, fogo e ar), que definem as características da personalidade de cada pessoa (hora de nascimento e outros fatores influenciam na personalidade: Dragão da Água ou da Terra, Fogo etc.).
Astrologia à parte, no Buddhismo o Dragão pertence aos seres mitológicos conhecidos como NÁGA. Há Nagas que voam pelos céus, Nagas nos rios e oceanos, Nagas que são invisíveis e etéreos, habitando o ar… O fato é que são conhecidos como protetores do DHARMA (o Ensinamento do Buddha) e, portanto, são criaturas do BEM, nunca do mal!
Várias lendas estão presentes na Tradição Buddhista. Uma delas diz que, no momento do nascimento do Buddha, ainda como o bebê Siddharttha Gáutam, dois dragões (Nagas) desceram à terra, pegaram o bebê e  o levaram até os céus, onde o banharam, com água fria e quente, para que ficasse totalmente puro…
Outra lenda narra que um Naga, muito interessado em seguir o Dharma, decidiu tornar-se monge. Assim, usando de poderes mágicos, assumiu a forma humana e, enganando os monges que conviviam com o Buddha, conseguiu a ordenação monástica. Aconteceu, porém, que, enquanto estava dormindo, perdeu o controle de sua magia e retornou à forma de dragão! Quando os monges viram aquele Naga adormecido, foram contar ao Buddha o que havia acontecido, ou seja, a mentira que o Naga tinha pregado a fim de ser ordenado monge. O Buddha chamou o Naga, o repreendeu e disse que somente nós, seres humanos, podemos nos tornar monges. Ainda segundo a Tradição, foi a partir desse fato que mais uma pergunta foi incluída durante a Cerimônia de Ordenação Monástica. O Preceptor (monge que está dando a ordenação a um noviço), faz perguntas do tipo: “Você está se tornando monge para fugir de uma dívida financeira?”, “Você está se tornando monge para fugir de uma desilusão amorosa?” etc. etc. Após o ocorrido com o Naga, o Buddha mandou que fosse incluída a pergunta “MANUSSÔSSI?” Que significa: “Você é humano?” à qual respondemos: “ÁMA VANTÊ!” – “Sim, Venerável Senhor!”
Como vocês podem ver, há mais curiosidades sobre o Dragão do que simples fogos de artifício para celebrar o Ano Novo… Portanto, a todos desejo um Feliz Ano Novo do Dragão! Fiquem todos em Paz e protegidos!

TO ALL AND EVERY PEOPLE IN ASIA, BUDDHIST OR NOT, I WISH A VERY HAPPY YEAR OF THE DRAGON! MAY ALL OF YOU BE IN PEACE AND PROTECTED!

新年快樂 !!

(HAPPY NEW YEAR!!)

 

A todos, Namaste!

Na Tailândia, principalmente na área rural, é comum encontrarmos muitos búfalos. Enormes, muito fortes e lentos, são iguais aos encontrados na Ilha de Marajó, já que, também lá, são originários da Índia.
As casas dos agricultores, plantadores de arroz, são de madeira, construídas sobre quatro grandes pilastras e é no vão debaixo da casa que costumam deixar os búfalos, quando não estão trabalhando. Assim, todo dia, ainda de madrugada, o agricultor se levanta, se prepara, desce da casa e, amarrando uma corda à argola que o búfalo tem no nariz, o puxa para os campos alagados, onde cultivam o arroz. Chova ou faça sol, com o frio e neblina do inverno ou com o calor tropical, a mesma rotina se repete durante o ano todo! Obviamente, o búfalo acaba entendendo que todo dia fará as mesmas coisas, porém, continua esperando ser puxado para o trabalho e, se o dono não o puxar, permanecerá imóvel debaixo da casa! Se o dono adoecer ou até morrer, o animal continuará lá, até que a fome o motive a andar e buscar comida…
Quando comecei a dar aulas de inglês no Templo-escola onde morei e conheci meu filho Kauan, os alunos tinham que ser chamados para a sala de aula. Lerdos e sonolentos, levavam muitos minutos para se sentar… Daí, esqueciam seus cadernos, ou os livros, ou os lápis e, até que fossem aos dormitórios apanhar o material e voltassem, muitos minutos se perdiam. Quando, finalmente, estavam prontos para começar a aula, adormeciam na carteira ou passavam a aula toda bocejando! Logo, minha vontade de lecionar e meu entusiasmo por estar fazendo algo útil a todos foram vencidos pela indolência dos noviços e, irritado, eu os comparei aos búfalos, que têm que ser puxados para trabalhar ou só se movem quando açoitados!
Chamar os noviços de búfalos foi motivo de grande irritação no templo! A tal ponto que fui chamado para explicações ao diretor da escola que me disse: “Venerável Sunanthô… Sei que os noviços são lerdos e insubordinados… Entendo que não seja fácil para o Venerável, como ocidental, dar aula a eles! Pode bater neles com a vara, ou dar bofetadas neles, como fazemos sempre… Porém, o Venerável não deve insultá-los verbalmente! Chamar um noviço de búfalo é uma grande ofensa que o Venerável não deve repetir!”
Hoje em dia, no Brasil, venho me esforçando para divulgar o Buddhismo. As pessoas ouvem (ou parecem ouvir) o Ensinamento do Buddha. Sabem (ou deveriam saber) que é algo importante, precioso, liberador, que devem praticar todos os dias e, somente colaborando com quem transmite o Ensinamento, poderão continuar usufruindo dele… Mesmo assim, parecem não se sentir motivadas, não demonstram a menor intenção de se movimentar!
A cada semana, o monge tem que mandar mensagens, lembrando, incentivando, tentando motivar para que interajam, que participem, que se mobilizem… Fica a sensação de que, se por um único mês eu não mandar mensagem alguma, será o bastante para que se esqueçam de mim e nunca mais pratiquem nada, ou, talvez, simplesmente procurem outro monge, lamá ou coisa parecida que as guiem, sem nem ao menos notarem minha ausência…
É impossível que não me venha à memória a imagem do búfalo tailandês, imóvel, debaixo da casa, esperando pelo agricultor para arrastá-lo para algo que ele está cansado de saber que deve ser feito! Meus caros, JANEIRO já chega quase à metade… Quantos de vocês estão realmente dispostos a fazer com que seja um ano diferenciado dos demais que já viveram? Quantos já conseguiram ao menos COMEÇAR a realizar as promessas feitas ao estourar dos fogos??? O quê cada um de vocês realmente pretende realizar neste ano e onde o Buddhismo vai se encaixar nele, se é que realmente estão preocupados com isto?
Não se trata aqui de “dar bronca” em quem quer que seja, muito menos estou sendo injusto com os que continuam fazendo doações! O grande problema é que ainda são as mesmas pessoas, sobrecarregadas e já desanimando de “carregar nas costas o piano” que no caso se chama Sunanthô! Sem que haja a devida importância na vida de vocês para minha missão no Brasil, realmente é melhor que ela seja “abortada” evitando o fracasso… Mas o momento divisor de águas é este! A hora de ver quem é quem e com quem pode-se REALMENTE contar. Caso contrário, estarei com um problema disfarçado, como uma doença que se espalha silenciosa pelo corpo até que seja tarde demais para curá-la.
Realísticamente falando, os búfalos são tailandeses, mas nada têm a ver com o Buddhismo… Fiquem todos em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ

A todos, Namaste!Abaixo, em Inglês, segue a transcrição da mensagem de Ano Novo, enviada a mim pelo Secretário Geral da Conferência Buddhista Mundial. No texto, o Ven. Hirôshi Fujikurá agradece pela mensagem de solidariedade que enviei, em nome do Brasil,  por ocasião do terremoto seguido de tsunami, explica a trágica situação da Nova Zelândia, Tailândia e outros países asiáticos que vêm sofrendo com catástrofes naturais e relata as providências que os membros da Seita Nembutsu Shu do Japão, responsável pela Conferência Mundial, têm tomado para aliviar o sofrimento das vítimas de tantas tragédias.
Finalizando a mensagem, o Secretário Geral afirma que uma nova edição da Conferência Buddhista Mundial está em fase de preparação, porém, sem país nem data definidas e que serei informado assim que decidirem onde e quando o evento será realizado.
Na condição de Representante Permanente do Brasil na Conferência Buddhista Mundial, fica então transmitida por mim a mensagem do Japão. Fiquem todos em Paz e protegidos!


January 1, 2012


Most Ven. Bhante Sunantho Bhikshu
Founder and Abbot of Universal Dhamma Vihara
Representative of Brazil to Buddhist Summit

Your Most Venerable,

I would like to express my greeting for a happy new year to Your Most Venerable
and your disciples.
I would also like to express my deepest gratitude to Your Most Venerable for having
sent us the heartfelt message of sympathy at the occasion of the devastating Great
East Japan Earthquake in March, 2011.
To overcome this unprecedented catastrophe, we, all over Japan, have been making
all-out efforts to offer assistance to the disaster victims and to reconstruct the afflicted
areas with the warm support and encouragement of the international community.
We sincerely hope that Japan will unite in harmony based on the teachings of Lord
Buddha and recover and grow on strong. We will continue to provide material and
mental support to the victims of the disaster-stricken areas and to spread Buddhism,
which brings true peace and serenity to each and every people.
Last year, serious natural disasters occurred not only in Japan but also in Thailand,
Cambodia, and New Zealand. The torrential monsoons have caused extensive flooding
in Cambodia, Thailand, and neighboring countries, killing hundreds of people. New
Zealand was hit by the 6.3-magnitude earthquake which cost lives of over 180 people.
Although we have been continuously working on preparing for the next Buddhist
Summit, we are still in the process of scheduling the conference given these
circumstances. We will inform Your Most Venerable as immediately as possible when
the venue and dates are confirmed.
Lastly, I report here that we have been continuously holding special memorial
services every day for the victims of natural disasters that occurred last year all over
the world at the Royal Grand Hall of Buddhism.
                                                                            
Under the sacred blessings of Triple Gem, I sincerely pray the Buddha for Your
Most Venerable’s good health and serenity, with an earnest hope for the further promotion of
Buddhism in Brazil in 2012.

 

Sincerely yours in the Dharma,
Ven. Hiroshi Fujikura
Secretary General of Buddhist Summit
World Buddhist Supreme Conference