AN 2.46

Ukkatchita Sutra

O Ensinamento sobre o que é Pretensioso

Traduzido para o Português em Linguagem Simples

com explicações entre parênteses e comentário

Por Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

Assim me foi transmitido oralmente.

erta ocasião, o Bhagaván disse aos Monges: “Bhikshús, há estes dois tipos de assembleia. Quais os dois? A assembleia treinada no que é pretensioso e não no debate com perguntas e respostas e a assembleia treinada no debate com perguntas e respostas e não no que é pretensioso.

E qual é a assembleia treinada no que é pretensioso e não no debate com perguntas e respostas?

É o caso onde em qualquer assembleia, quando os Ensinamentos do Tathágata (título que o Buddha usava para se referir a si próprio) – profundos, de profundo significado, transcendentes, conectados com o vazio de todas as coisas – são recitados os monges não ouvem, não dão ouvidos, não voltam para eles o coração para que aprendam o Ensinamento, não acham que o Ensinamento seja digno de atenção nem aprendizado. Mas, quando se trata de obras literárias – o trabalho de poetas, com sons bonitos, de expressão artística, objeto de retórica, o trabalho de estrangeiros, palavras de discípulos de outros mestres – quando expostos, então eles ouvem, prestam atenção, ouvem de coração atento, acham que são obras dignas de atenção e aprendizado (como ouvir sobre unicórnio, calendário de povos antigos e outras tolices). Embora ouçam o Dharma (o Ensinamento do Buddha), não fazem questionamento sobre ele, não indagam: “Como é isto? Qual o significado disto?” Eles não abrem o que não está aberto, não tornam pleno o que não está pleno, não dissipam a dúvida sobre vários aspectos duvidosos. Esta é a chamada assembleia do que é pretensioso, sem perguntas e respostas.

E qual é a assembleia treinada com debate com perguntas e respostas e não no que é pretensioso?

É o caso onde, em qualquer assembleia onde as obras literárias – o trabalho de poetas, com sons bonitos, de expressão artística, objeto de retórica, o trabalho de estrangeiros, palavras de discípulos de outros mestres – quando expostos, então eles não ouvem, não prestam atenção, não ouvem de coração atento, não acham que são obras dignas de atenção e aprendizado (como ouvir sobre unicórnio, calendário de povos antigos e outras tolices). E, quando têm a oportunidade de ouvir o Dharma (o Ensinamento do Buddha), fazem questionamentos sobre ele, indagam: “Como é isto? Qual o significado disto?” Eles abrem o que não está aberto, tornam pleno o que não está pleno, dissipam a dúvida sobre vários aspectos duvidosos. Esta é a chamada assembleia treinada no debate com perguntas e respostas, não no que é pretensioso.

MEU COMENTÁRIO: A grande maioria das pessoas, tem uma forte tendência a buscar ensinamentos de todo tipo, misturando-os sem qualquer critério seletivo. Ouvem daqui e dali, coisas fantásticas (como meditação do unicórnio, por exemplo!), absurdas e até contraditórias e impossíveis e se deliciam com elas, sem ao menos pararem para pensar se podem ser verdadeiras. Quanto mais agem assim, mais se tornam confusas, num turbilhão de pensamentos distorcidos e visão obscurecida.

Buddhismo é QUESTIONAMENTO, investigação, debate, esclarecimento e, principalmente, confirmação na vida prática da veracidade do Ensinamento do Buddha!

भन्थे सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÙ

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