abril 2012


A todos, Namastê!

Nesta parte do Sutra, o Buddha questiona os monges e mostra a eles que não há nada no Universo que possa ser chamado de permanente, individual ou eterno. Portanto, é tolice pensar que existe um EGO. Vamos ao Sutra:

Impermanência e inexistência de um ego

ocês poderiam se apossar de algo, Bhikshús, que fosse permanente, estável, eterno, imutável, que permanecesse eternamente na mesma condição. Mas, vocês veem algo assim que possam possuir?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu, também, não vejo nada que seja permanente, estável, eterno, imutável, que permaneça eternamente na mesma condição.”

“Vocês também poderiam aceitar, Bhikshús, esta teoria presumível da existência de um ego, da aceitação do qual não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero. Mas, vocês veem, Bhikshús, tal teoria presumível de um ego?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu também não vejo tal teoria da existência de um ego, da aceitação do qual não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero.”

“Vocês poderiam confiar, Bhikshús, em algum argumento baseado no ponto de vista de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero. Mas, Bhikshús, vocês veem qualquer coisa que consiga apoiar tal argumento de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu também não vejo nenhum argumento baseado no ponto de vista de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero.” (O Buddhismo afirma que todas as coisas, sem exceção, quando nos apegamos a elas, são inevitavelmente, fontes em potencial de inquietação mental – Dukkha – esta é a chamada Primeira Nobre Verdade. Veja matéria no Blog sobre isto.)

 “Se houvesse um ego, Bhikshús, haveria a propriedade do meu ego?”

“Sim, Vantê!”

“Ou, se houvesse uma propriedade do meu ego, haveria “para mim”?”

“Sim, Vantê!”

“Já que, na verdade e de fato, não há um ego nem propriedade do ego, Oh Bhikshús, então os pontos de vista baseados em que “O Universo é o ego”, “Isto é o que eu serei após a morte”: permanente, estável, eterno, imutável, eternamente permanecerei na mesma condição” – tudo isto, Bhikshús, não é uma ideia completamente tola?”

“O que mais poderia ser, Vantê! É uma ideia inteiramente e perfeitamente tola!”

MEU COMENTÁRIO: O Buddha nos mostra que tudo no Universo está, inerentemente, em processo de envelhecimento, decadência, disassociação e extinção. Todas as coisas e, obviamente, nosso corpo – por mais que não gostemos de pensar sobre isso – estão se decompondo, não havendo no Universo coisa alguma que fuja a esta regra. Tudo está em constante mutação, em permanente transformação.

Sendo assim, não há nada que seja digno de apego, pois, se cedo ou tarde vamos nos separar das coisas que temos e, nós mesmos vamos nos ausentar, deixando para trás as pessoas que nos amam, se criarmos e cultivarmos apego, isso, inevitavelmente, causará inquietação mental – DUKKHA. Não estou sugerindo aqui que devamos nos tornar insensíveis, sem sentimentos, frios ou apáticos, mas sim que devemos estar sempre alertas para o quanto colocamos de emoção e excesso de amor às coisas e pessoas que nos cercam.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भनते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

TODO TIPO DE DOAÇÃO é sempre muito bem-vindo e necessário. Qualquer pessoa pode exercitar a prática da virtude da generosidade, doando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal etc.

Doações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas através do sistema PAYPAL deste Blog, ou depósito bancário:

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A todos, Namaste!

O Sr. MICHAEL BEISERT, proprietário do blog “Acesso ao Insight”, chegou a mim, meses atrás, através de um e-mail. Já em sua primeira mensagem, muito questionadora, se mostrava preocupadíssimo sobre minha formação buddhista e monástica, queria saber detalhes sobre meu treinamento na Ásia etc. Continuando a me enviar mensagens, todas sempre respondidas, mesmo que eu não deva satisfação a quem não conheço, aumentou o grau de questionamentos e o tom inquisitor. Por fim, decidi não mais dar-lhe atenção e encerrei, de forma cortês – como convém a um monge – nossa comunicação.

Agora, desta vez através de comentários enviados ao meu Blog, volta a fazer contato, desta vez de forma ainda mais inqusitora e, como se não fosse o bastante, me chama de “picareta”, afirma que vai “continuar de olho em mim”, diz que vai dispor de fundos financeiros para que minha missão no Brasil NÃO PROSPERE e me aconselha a “mudar de ramo.”

Não nos conhecemos pessoalmente e, obviamente, não tenho interesse em passar a conhecer mas, na tentativa de encerrar qualquer tipo de animosidade e assegurar a calma necessária para continuar meu trabalho, endereço a ele esta mensagem, visto que está sempre “de olho” em tudo o que faço:

Caro Michael,

Sei muito pouco sobre você e, com certeza, sabe ainda menos sobre mim, caso contrário, não seria tão leviano a ponto de me xingar de picareta e questionar tanto minha prática buddhista. Desconhecendo minha vida diária, minhas dificuldades e desafios, não acho que deva me julgar, muito menos me rotular. Aliás, pelo simples fato de se dizer buddhista, já deveria saber que julgar os outros não é atitude aprovada pelo Buddha nem por nenhum outro Sábio da História (“Não julgueis para não serdes julgados!” – Jesus Cristo)

Tampouco é uma atitude aprovável ameaçar alguém, afirmando que vai usar recusos financeiros para prejudicar quem quer que  seja. Como buddhista, em que Sutra encontrou respaldo para dizer tais coisas?

Quanto aos textos que identificou no site e se sentiu ROUBADO e, sem ao menos me perguntar a razão de tê-los publicado, o incomodou a ponto de me admoestar quanto ao Segundo Preceito, estão todos “devolvidos” a você, visto que foram deletados de meu Blog. Ficam aqui expressas minhas sinceras DESCULPAS  por todo e qualquer mal ou inconveniência que eu possa lhe ter causado. Portanto, antes de afirmar que “não tenho coragem” disto ou daquilo, saiba que para ser monge buddhista, é preciso muito mais coragem do que para simplesmente responder a uma mensagem ameaçadora de um estranho. Simplesmente, penso no que digo e, por isso, levei algum tempo para redigir esta mensagem.

Não gaste tanto de seu tempo comigo, caro Michael – é desperdício! Imagino que você, como buddhista, deve meditar. Então, sugiro que dedique o tempo que fica “de olho em mim”, para fechar os olhos e meditar… Não sou tão importante assim, a ponto de merecer um inquisitor permanentemente me vigiando. Aliás, as pessoas que me conhecem – o que não é o seu caso – sabem que me defino como “um cara gordo, careca e desdentado, enrolado num lençol!” Portanto, não ofereço ameaça alguma nem a você nem a ninguém. Fique tranquilo!

Caso ainda insista em ser meu inquisitor e, quem sabe, carrasco, saiba que não maisvou lhe dar atenção, muito menos responder às suas mensagens. Até mesmo seu direito de resposta a esta mensagem, eu, publicamente lhe nego, já que foram infrutíferas todas as tentativas anteriores de diálogo com você. Peço, encarecidamente, que abandone este seu conceito tão ferrenho de me seguir como se tivesse alguma autoridade ou poder superior e reflita sobre o mau karma que está produzindo para si mesmo, ao tentar me impor coisas sem direito algum.

Resumindo, caro Michael, reitero minhas desculpas e peço, simplesmente, que me esqueça e me deixe em paz, assegurando aqui que farei o mesmo em relação a você, seu blog e tudo o que possa se relacionar à sua pessoa.

Quanto à vultuosa doação que você insiste em dizer que me fará, caso eu sobreviva ao seu processo de inquisição, sugiro que a faça a alguma instituição de caridade, Criança Esperança, Pastoral da Criança ou qualquer outra causa que atenda às suas expectativas perfeccionistas. Eu, definitivamente, não a quero! Suas constantes tentativas de abalar minha calma já foram uma excelente doação, porque foram um exercício de me manter firme no cultivo de minhas virtudes, por isto, lhe sou grato!

Fique em Paz e protegido!

METTENA CITTENA,

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

Monge Buddhista, que não vai mudar de ramo.

Estou à disposição dos leitores deste Blog para maiores esclarecimentos sobre o incidente com o Sr. Michael.

A todos, Namaste!

ESSAK, o Feriado Universal, celebrando o Nascimento, Iluminação e Morte do Buddha está chegando e, até agora, não recebi nenhuma mensagem de interesse em que a data seja comemorada em São Chico. Caso haja alguém que queira me ajudar a preparar um Puja (ritual buddhista). peço que faça contato o quanto antes. A data do evento é SEIS DE MAIO – Domingo, dia da noite de Lua Cheia.
Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

भनते सुनन्थो भिक्षु

 

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

 

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este mundo, grande parte das pessoas:

 

– Celebra a vida, ingerindo venenos que destroem a vida (álcool, drogas, comidas intoxicantes…);

 

– Se casa jurando amor eterno e, em menos de um ano, estão procurando outra(s) pessoa(s) porque o casamento acabou;

 

– Faz filhos e comemora o nascimento e depois os deixa sozinhos em casa, “criados” pela Internet, ou até os joga no lixo;

 

– Gasta rios de dinheiro para embelezar o corpo, quando é inevitável que ele se dissolva, em total decadência;

 

– Sonha com mansões, sauna, piscina, TV de plasma, tablets, vários empregados e se esquece que pobres, têm problemas de pobre e ricos têm problemas de rico – muito maiores e bem mais caros;

 

– Se torna escrava do trabalho, dependente do analista, viciada em remédios para relaxar;

 

– Perde tempo lamentando o passado e se projetando no futuro, sempre achando que a felicidade está “logo ali adiante”, nunca no momento presente;

 

O mais estranho disso tudo é que, num mundo tão contraditório, grande parte das pessoas acha que O ESTRANHO SOU EU! Hahahahaha!

 

Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHO BHIKSHÚ

 

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A todos, Namaste!

Continuando sua explicação aos Bhikshús, o Buddha fala sobre a ansiedade que criamos para nós mesmos através de nossas formações mentai, nossos pontos de vista incorretos, aos quais nos apegamos:

Ansiedade quanto às coisas irreais

 

uando o Bhagaván disse isto, um certo Bhikshú perguntou:

”Vantê, pode haver ansiedade quanto a irrealidades externas?”

 “Pode haver, Oh Bhikshú!” – respondeu o Bhagaván. “Neste caso, Bhikshú, alguém pensa: “Ah! Eu tinha isso!” “Ah! Eu não tenho mais isso!” “Ah! Eu queria ter isso de novo!” “Ah! Mas eu não consigo ter de novo!” Então, a pessoa fica angustiada, fica deprimida e lamenta. Bate no peito, chora amargamente e a depressão toma conta dela. Portanto, Bhikshús, há ansiedade quanto às coisas irreais externas.”

“Mas, Vantê, pode haver ausência de ansiedade sobre as irrealidades externas?”

“Pode haver, Oh Bhikshú.” – respondeu o Bhagaván. “Neste caso, Bhikshú, alguém pensa: “Ah! Eu tinha isso!” “Ah! Eu não tenho mais isso!” “Ah! Eu queria ter isso de novo!” “Ah! Mas eu não consigo ter de novo!” Então, a pessoa não fica angustiada, não fica deprimida, não se lamenta.. Não bate no peito, não chora e a depressão não toma conta dela. Portanto, Bhikshús, pode não haver ansiedade quanto às coisas irreais externas.”

“Vantê, pode haver ansiedade quanto às irrealidades internas?”

“Pode haver, Oh Bhikshú.” – respondeu o Bhagaván. “Neste caso, Bhikshú, alguém tem este ponto de vista: “O Universo é o Ego. É isso que eu serei após a morte: permanente, estável, eterno, imutável. Eternamente o mesmo, eu ficarei para sempre nesta condição.” A pessoa então ouve o Completamente Perfeito (o Buddha) explicar seu Ensinamento (o Dharma) que remove todos os campos da visão, todos os preconceitos, todas as obseções, dogmas e dualidades, para acalmar todos os processos de formação kármica, para a eliminação de todo substrato da existência, para extirpar todo apego, para a dissipação, a cessação, o Estado Mental do Nirváña. A pessoa então pensa: “Eu serei aniquilado, eu serei destruído! Eu não mais existirei!” Então, se angustia, se deprime, se lamenta. Bate no peito e chora amargamente e a depressão toma conta dela. Portanto, Bhikshú, pode haver ansiedade quanto às irrealidades internas.”

“Mas, Vantê, pode não haver ansiedade quanto às irrealidades internas?”

“Pode haver, Oh Bhikshú.” – respondeu o Bhagaván. Neste caso, alguém não tem este ponto de vista: “O Universo é o Ego. É isso que eu serei após a morte: permanente, estável, eterno, imutável. Eternamente o mesmo, eu ficarei para sempre nesta condição.” A pessoa então ouve o Completamente Perfeito (o Buddha) explicar seu Ensinamento (o Dharma) que remove todos os campos da visão, todos os preconceitos, todas as obseções, dogmas e dualidades, para acalmar todos os processos de formação kármica, para a eliminação de todo substrato da existência, para extirpar todo apego, para a dissipação, a cessação, o Estado Mental do Nirváña. A pessoa então não pensa: “Eu serei aniquilado, eu serei destruído! Eu não mais existirei!” Então, se angustia, se deprime, se lamenta. Bate no peito e chora amargamente e a depressão toma conta dela. Portanto, Bhikshú, pode não haver ansiedade quanto às irrealidades internas.”

MEU COMENTÁRIO: Nossos conceitos, nossas formações mentais, nossas ideias  e experiências, quando imutáveis, inflexíveis e arraigados, se tornam obstáculos para o cultivo mental. Quanto mais formos livres de opiniões ferrenhas, mais fácil será a eliminação de nosso apego, tanto às coisas materiais quanto às mentais.

O Nirváña (ou Nibbána), que muitas pessoas pensam ser um paraízo físico, na verdade, é um ESTADO MENTAL, onde há ausência total de conceito, ausência total de DUALIDADE e pontos de vista opostos. Só quando não há mais conceito algum, apego algum a qualquer que seja a ideia – incluindo aqui o apego à ideia de se tornar Iluminado(a), podemos atingir o Estado Mental do Nirváña.

भनते सुनन्थो भिक्षु

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A todos, Namaste!

Continuando a explicação aos Bhikshús, o Buddha mostra o erro de visão que é acreditar na existência de algo permanente, individual e que se possa chamar de Ego:

CAMPOS DE VISÃO

á, Bhikshús, estes seis campos de visão incorreta. Quais os seis? Neste caso, há alguém sem cultivo mental, que não se ocupa do cultivo das virtudes, é ignorante sobre o Ensinamento e não treinado nele. Não se preocupa em aproximar-se de homens que realmente valham a pena conhecer, é ignorante dos Ensinamentos e treinamentos oferecidos por eles. Ele considera as coisas assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. Ele considera os sentimentos assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele considera a percepção das coisas do mundo assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele considera as formações mentais assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E tudo aquilo que é visto, ouvido, sentido e pensado, o que é encontrado, procurado, percebido pela mente, ele também considera assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E, também este campo de visão: “O Universo é o Ego, o qual me tornarei após a morte, estável, eterno, imutável, eternamente o mesmo, eu devo permanecer exatamente nesta condição” – esta visão, também, ele considera assim:  “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.

Mas, Bhikshús, há um discípulo bem instruído no cultivo mental, que se preocupa que se ocupa do cultivo das virtudes, é instruído sobre o Ensinamento e  treinado nele. Se preocupa em aproximar-se de homens que realmente valham a pena conhecer, é instruído nos Ensinamentos e treinamentos oferecidos por eles. Ele não considera as coisas assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. Ele não considera os sentimentos assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele não considera a percepção das coisas do mundo assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele não considera as formações mentais assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E tudo aquilo que é visto, ouvido, sentido e pensado, o que é encontrado, procurado, percebido pela mente, ele também não considera assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E, também este campo de visão: “O Universo é o Ego, o qual me tornarei após a morte, estável, eterno, imutável, eternamente o mesmo, eu devo permanecer exatamente nesta condição” – esta visão, também, ele não considera assim:  “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.

Assim considerando, ele não se mostra ansioso diante das irrealidades.

 

MEU COMENTÁRIO: Um dos conceitos básicos e mais fortes no Buddhismo, é a INEXISTÊNCIA de qualquer coisa que possa chamada de PERMANENTE, individual ou Ego. Tudo, absolutamente tudo o que existe no Universo é composto de vários elementos associados e em constante estado de decadência e futura disassociação, portanto, não há nada que possa ser chamado de INDIVÍDUO, nada que seja uma ALMA permanente. Assim, segundo o Ensinamento do Buddha, nada do que vemos, sentimos, percebemos, imaginamos e conceituamos é permanente. Portanto, é a ilusão do Eu, Meu, Para Mim, Contra Mim etc. etc. a fonte de toda a nossa inquietação mental.

Quanto mais formos capazes de entender profundamente e aceitarmos esta realidade, mais fácil será a libertação e a definitiva percepção do Estado Mental do Nirváña.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

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A todos, Namaste!

Ainda com base na visão errada do Bhikshú Arittha, o Buddha continua explicando o Dharma aos monges. Desta vez, ele compara o Dharma a uma balsa, usada por um homem para atravessar a correnteza de um rio:

 Bhagaván então continuou: “Bhikshús, eu mostrarei a vocês, através da símile de uma balsa, com o propósito de atravessar a correnteza para alcançar a outra margem. Ouçam, Bhikshús, atentamente o que vou dizer.”

“Sim, Vantê!” – responderam os Bhikshús.

“Suponham, Bhikshús, um viajante pela estrada, que vê uma vasta extensão de água e, na margem de cá, há perigos e medo, enquanto que a margem oposta é segura e livre de perigo. Mas, não há bote para atravessar, nem ponte que vá de um lado ao outro. Então, o homem pensa: “Esta é uma vasta extensão de água e esta margem e perigosa e amedrontadora. Mas não há bote nem ponte ligando uma margem à outra. Mas, se eu juntasse galhos, gravetos e folhagens e os amarrasse, fazendo uma balsa?” Flutuando na balsa, remando com as mãos e batendo os pés, ele atravessaria com segurança para a outra margem. Lá chegando, ele pensa: “Esta balsa realmente me foi útil. Transportado por ela, cheguei em segurança a esta margem. Acho que vou carregá-la sobre minha cabeça ou nos meus ombros por onde eu for.

“O que vocês acham, Bhikshús? Fazendo desta forma, o homem está agindo de modo correto?

“Não, Vantê!”

“Então, Bhikshús, o que deveria ele fazer com a balsa? Uma vez que tivesse atravessado para a outra margem, ele pensaria: “Esta balsa realmente me foi útil. Transportado por ela, cheguei em segurança a esta margem. Agora, devo deixá-la aqui na terra seca ou simplesmente deixar que flutue na água e assim, vou para onde quiser.” Agindo assim, Bhikshús, o homem faz o que deveria ser feito com a balsa.”

“Da mesma forma, Bhikshús, eu mostrei a vocês o Ensinamento com a símile da balsa: com o propósito de atravessarem, não de se apegarem.”

“Vocês, Bhikshús, que entendem o Ensinamento da símile da balsa, devem deixar ir até mesmo os bons Ensinamentos. Quanto mais os falsos!”

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