A todos, Namaste!

Continuando a explicação aos Bhikshús, o Buddha mostra o erro de visão que é acreditar na existência de algo permanente, individual e que se possa chamar de Ego:

CAMPOS DE VISÃO

á, Bhikshús, estes seis campos de visão incorreta. Quais os seis? Neste caso, há alguém sem cultivo mental, que não se ocupa do cultivo das virtudes, é ignorante sobre o Ensinamento e não treinado nele. Não se preocupa em aproximar-se de homens que realmente valham a pena conhecer, é ignorante dos Ensinamentos e treinamentos oferecidos por eles. Ele considera as coisas assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. Ele considera os sentimentos assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele considera a percepção das coisas do mundo assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele considera as formações mentais assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E tudo aquilo que é visto, ouvido, sentido e pensado, o que é encontrado, procurado, percebido pela mente, ele também considera assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E, também este campo de visão: “O Universo é o Ego, o qual me tornarei após a morte, estável, eterno, imutável, eternamente o mesmo, eu devo permanecer exatamente nesta condição” – esta visão, também, ele considera assim:  “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.

Mas, Bhikshús, há um discípulo bem instruído no cultivo mental, que se preocupa que se ocupa do cultivo das virtudes, é instruído sobre o Ensinamento e  treinado nele. Se preocupa em aproximar-se de homens que realmente valham a pena conhecer, é instruído nos Ensinamentos e treinamentos oferecidos por eles. Ele não considera as coisas assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. Ele não considera os sentimentos assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele não considera a percepção das coisas do mundo assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.  Ele não considera as formações mentais assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E tudo aquilo que é visto, ouvido, sentido e pensado, o que é encontrado, procurado, percebido pela mente, ele também não considera assim: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”. E, também este campo de visão: “O Universo é o Ego, o qual me tornarei após a morte, estável, eterno, imutável, eternamente o mesmo, eu devo permanecer exatamente nesta condição” – esta visão, também, ele não considera assim:  “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”.

Assim considerando, ele não se mostra ansioso diante das irrealidades.

 

MEU COMENTÁRIO: Um dos conceitos básicos e mais fortes no Buddhismo, é a INEXISTÊNCIA de qualquer coisa que possa chamada de PERMANENTE, individual ou Ego. Tudo, absolutamente tudo o que existe no Universo é composto de vários elementos associados e em constante estado de decadência e futura disassociação, portanto, não há nada que possa ser chamado de INDIVÍDUO, nada que seja uma ALMA permanente. Assim, segundo o Ensinamento do Buddha, nada do que vemos, sentimos, percebemos, imaginamos e conceituamos é permanente. Portanto, é a ilusão do Eu, Meu, Para Mim, Contra Mim etc. etc. a fonte de toda a nossa inquietação mental.

Quanto mais formos capazes de entender profundamente e aceitarmos esta realidade, mais fácil será a libertação e a definitiva percepção do Estado Mental do Nirváña.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

 

भनते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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