A todos, Namaste!

O Sr. MICHAEL BEISERT, proprietário do blog “Acesso ao Insight”, chegou a mim, meses atrás, através de um e-mail. Já em sua primeira mensagem, muito questionadora, se mostrava preocupadíssimo sobre minha formação buddhista e monástica, queria saber detalhes sobre meu treinamento na Ásia etc. Continuando a me enviar mensagens, todas sempre respondidas, mesmo que eu não deva satisfação a quem não conheço, aumentou o grau de questionamentos e o tom inquisitor. Por fim, decidi não mais dar-lhe atenção e encerrei, de forma cortês – como convém a um monge – nossa comunicação.

Agora, desta vez através de comentários enviados ao meu Blog, volta a fazer contato, desta vez de forma ainda mais inqusitora e, como se não fosse o bastante, me chama de “picareta”, afirma que vai “continuar de olho em mim”, diz que vai dispor de fundos financeiros para que minha missão no Brasil NÃO PROSPERE e me aconselha a “mudar de ramo.”

Não nos conhecemos pessoalmente e, obviamente, não tenho interesse em passar a conhecer mas, na tentativa de encerrar qualquer tipo de animosidade e assegurar a calma necessária para continuar meu trabalho, endereço a ele esta mensagem, visto que está sempre “de olho” em tudo o que faço:

Caro Michael,

Sei muito pouco sobre você e, com certeza, sabe ainda menos sobre mim, caso contrário, não seria tão leviano a ponto de me xingar de picareta e questionar tanto minha prática buddhista. Desconhecendo minha vida diária, minhas dificuldades e desafios, não acho que deva me julgar, muito menos me rotular. Aliás, pelo simples fato de se dizer buddhista, já deveria saber que julgar os outros não é atitude aprovada pelo Buddha nem por nenhum outro Sábio da História (“Não julgueis para não serdes julgados!” – Jesus Cristo)

Tampouco é uma atitude aprovável ameaçar alguém, afirmando que vai usar recusos financeiros para prejudicar quem quer que  seja. Como buddhista, em que Sutra encontrou respaldo para dizer tais coisas?

Quanto aos textos que identificou no site e se sentiu ROUBADO e, sem ao menos me perguntar a razão de tê-los publicado, o incomodou a ponto de me admoestar quanto ao Segundo Preceito, estão todos “devolvidos” a você, visto que foram deletados de meu Blog. Ficam aqui expressas minhas sinceras DESCULPAS  por todo e qualquer mal ou inconveniência que eu possa lhe ter causado. Portanto, antes de afirmar que “não tenho coragem” disto ou daquilo, saiba que para ser monge buddhista, é preciso muito mais coragem do que para simplesmente responder a uma mensagem ameaçadora de um estranho. Simplesmente, penso no que digo e, por isso, levei algum tempo para redigir esta mensagem.

Não gaste tanto de seu tempo comigo, caro Michael – é desperdício! Imagino que você, como buddhista, deve meditar. Então, sugiro que dedique o tempo que fica “de olho em mim”, para fechar os olhos e meditar… Não sou tão importante assim, a ponto de merecer um inquisitor permanentemente me vigiando. Aliás, as pessoas que me conhecem – o que não é o seu caso – sabem que me defino como “um cara gordo, careca e desdentado, enrolado num lençol!” Portanto, não ofereço ameaça alguma nem a você nem a ninguém. Fique tranquilo!

Caso ainda insista em ser meu inquisitor e, quem sabe, carrasco, saiba que não maisvou lhe dar atenção, muito menos responder às suas mensagens. Até mesmo seu direito de resposta a esta mensagem, eu, publicamente lhe nego, já que foram infrutíferas todas as tentativas anteriores de diálogo com você. Peço, encarecidamente, que abandone este seu conceito tão ferrenho de me seguir como se tivesse alguma autoridade ou poder superior e reflita sobre o mau karma que está produzindo para si mesmo, ao tentar me impor coisas sem direito algum.

Resumindo, caro Michael, reitero minhas desculpas e peço, simplesmente, que me esqueça e me deixe em paz, assegurando aqui que farei o mesmo em relação a você, seu blog e tudo o que possa se relacionar à sua pessoa.

Quanto à vultuosa doação que você insiste em dizer que me fará, caso eu sobreviva ao seu processo de inquisição, sugiro que a faça a alguma instituição de caridade, Criança Esperança, Pastoral da Criança ou qualquer outra causa que atenda às suas expectativas perfeccionistas. Eu, definitivamente, não a quero! Suas constantes tentativas de abalar minha calma já foram uma excelente doação, porque foram um exercício de me manter firme no cultivo de minhas virtudes, por isto, lhe sou grato!

Fique em Paz e protegido!

METTENA CITTENA,

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

Monge Buddhista, que não vai mudar de ramo.

Estou à disposição dos leitores deste Blog para maiores esclarecimentos sobre o incidente com o Sr. Michael.