A todos, Namastê!

Nesta parte do Sutra, o Buddha questiona os monges e mostra a eles que não há nada no Universo que possa ser chamado de permanente, individual ou eterno. Portanto, é tolice pensar que existe um EGO. Vamos ao Sutra:

Impermanência e inexistência de um ego

ocês poderiam se apossar de algo, Bhikshús, que fosse permanente, estável, eterno, imutável, que permanecesse eternamente na mesma condição. Mas, vocês veem algo assim que possam possuir?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu, também, não vejo nada que seja permanente, estável, eterno, imutável, que permaneça eternamente na mesma condição.”

“Vocês também poderiam aceitar, Bhikshús, esta teoria presumível da existência de um ego, da aceitação do qual não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero. Mas, vocês veem, Bhikshús, tal teoria presumível de um ego?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu também não vejo tal teoria da existência de um ego, da aceitação do qual não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero.”

“Vocês poderiam confiar, Bhikshús, em algum argumento baseado no ponto de vista de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero. Mas, Bhikshús, vocês veem qualquer coisa que consiga apoiar tal argumento de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero?”

“Não, Vantê.”

“Bem, Bhikshús, eu também não vejo nenhum argumento baseado no ponto de vista de que não surgiria tristeza, lamentação, dor, pesar nem desespero.” (O Buddhismo afirma que todas as coisas, sem exceção, quando nos apegamos a elas, são inevitavelmente, fontes em potencial de inquietação mental – Dukkha – esta é a chamada Primeira Nobre Verdade. Veja matéria no Blog sobre isto.)

 “Se houvesse um ego, Bhikshús, haveria a propriedade do meu ego?”

“Sim, Vantê!”

“Ou, se houvesse uma propriedade do meu ego, haveria “para mim”?”

“Sim, Vantê!”

“Já que, na verdade e de fato, não há um ego nem propriedade do ego, Oh Bhikshús, então os pontos de vista baseados em que “O Universo é o ego”, “Isto é o que eu serei após a morte”: permanente, estável, eterno, imutável, eternamente permanecerei na mesma condição” – tudo isto, Bhikshús, não é uma ideia completamente tola?”

“O que mais poderia ser, Vantê! É uma ideia inteiramente e perfeitamente tola!”

MEU COMENTÁRIO: O Buddha nos mostra que tudo no Universo está, inerentemente, em processo de envelhecimento, decadência, disassociação e extinção. Todas as coisas e, obviamente, nosso corpo – por mais que não gostemos de pensar sobre isso – estão se decompondo, não havendo no Universo coisa alguma que fuja a esta regra. Tudo está em constante mutação, em permanente transformação.

Sendo assim, não há nada que seja digno de apego, pois, se cedo ou tarde vamos nos separar das coisas que temos e, nós mesmos vamos nos ausentar, deixando para trás as pessoas que nos amam, se criarmos e cultivarmos apego, isso, inevitavelmente, causará inquietação mental – DUKKHA. Não estou sugerindo aqui que devamos nos tornar insensíveis, sem sentimentos, frios ou apáticos, mas sim que devemos estar sempre alertas para o quanto colocamos de emoção e excesso de amor às coisas e pessoas que nos cercam.

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भनते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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