A todos, नमस्ते!

Continuando a explicação para os monges, com base na visão errada e perigosa do monge Arittha,  o Buddha mostra que todas as coisas do Universo, inclusive nós mesmos, são impermanentes, fontes constantes de inquietação mental e totalmente desprovidas de um Ego, de uma individualidade. Assim, não existe uma ALMA, nem nada que possa ser considerado como permanente, individual ou imutável. Este é um conceito chave, fundamental no Buddhismo e comum a todas as Tradições buddhistas. Vamos ao Sutra…

As Três Características

( A Impermanência de todas as coisas, Inerente fonte de Inquietação Mental e Ausência total de Individualidade (Ego) em tudo o que existe no Universo)

 

que vocês acham, Bhikshús: a realidade da existência (de todas as coisas do Universo) é permanente ou impermanente?”

“Impermanente, Vantê.”

“E aquilo que é impermanente é causa de inquietação mental (Dukkha, na linguagem do Buddhismo) ou de prazer?”

“De inquietação mental, Vantê.”

“O que é impermanente, doloroso, sujeito a mudanças, pode ser considerado: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”?”

“Certamente que não, Vantê.”

“O que vocês pensam, Bhikshús, o sentimento é permanente ou impermanente?”

“Impermanente, Vantê.”

“A percepção, é permanente ou impermanente?”

“Impermanente, Vantê.”

“As formações mentais (ideias, conceitos, impressões), são permanentes ou impermanentes?”

“Impermanentes, Vantê.”

“A consciência (onde se forma o conceito de um Ego), é permanente ou impermanente?”

“Impermanente, Vantê.”

 “E tudo aquilo que é impermanente é causa de Dukkha ou de prazer?”

“Dukkha, Vantê.”

“O que é impermanente, doloroso, sujeito a mudanças, pode ser considerado: “Isto é meu, isto sou eu, isto é o meu ego”?”

“Certamente que não, Vantê.”

“Portanto, Bhikshús, qualquer que seja a existência, seja no passado, futuro ou presente, interna ou externa, grosseira ou sutil, inferior ou superior, próxima ou distante – toda existência deve ser vista, à luz da Sabedoria, da seguinte forma: “Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é uma individualidade.”

“Qualquer que seja o sentimento deve ser visto, à luz da Sabedoria, da seguinte forma: “Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é uma individualidade.”

 

“Qualquer que seja a percepção (contato de um dos órgãos dos sentidos com um objeto correspondente – veja matéria no Blog) deve ser vista, à luz da Sabedoria, da seguinte forma: “Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é uma individualidade.”

 

“Qualquer que seja a formação mental (na mesma matéria do Blog) deve ser vista, à luz da Sabedoria, da seguinte forma: “Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é uma individualidade.”

 

“Qualquer que seja a consciência (na mesma matéria do Blog) deve ser vista, à luz da Sabedoria, da seguinte forma: “Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é uma individualidade.”

“Vendo assim, Bhikshús, o praticante do cultivo mental se torna decepcionado em relação aos renascimentos neste mundo, se torna decepcionado em relação (ao apego) aos sentimentos, percepções, formações mentais e consciência.”

“Através desta decepção, as paixões (pelas coisas mundanas) se dissipa. Tendo dissipado as paixões, ele se liberta, toma conhecimento da liberdade (de Dukkha). Assim, cessam os renascimentos, é cumprido o objetivo da vida no cultivo mental, a tarefa está finalizada, não mais há “tornar a ser”. Assim ele sabe.

 

MEU COMENTÁRIO: A grande descoberta do Buddha, que acabou por diferenciar o Buddhismo do Hinduísmo, é justamente estas “Três Características”. O Hinduísmo, berço do Buddhismo, afirma que há uma alma que, vida após vida, reencarna, na busca de uma libertação final, quando voltará para um Ser Supremo Criador.

Siddartth Gáutam, após a Iluminação (tornar-se O Buddha), descobriu que não há absolutamente nada permanente no Universo. Assim, a característica do Ensinamento (Dharma) do Buddha é que tudo é impermanente e, portanto, fonte de inquietação mental (Dukkha), quando nos apegamos ao que quer que seja, pois, cedo ou tarde, o que temos vai se acabar. Se todas as coisas são impermanentes, formada por vários elementos associados e em constante estado de disassociação, não pode haver nada que seja chamado de indivíduo, portanto, não existe um Ego.

भनते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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