A todos, Namaste!

Continuando a explicação aos Bhikshús, o Buddha ensina sobre as coisas que, por não nos pertencerem, devemos abandonar. Caso contrário, estaremos inevitavelmente bloqueando nossa Iluminação. Vamos ao Sutra:

Não é seu

 

ortanto, Bhikshús, abandonem o que quer que não seja de vocês. Esse abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria. O que não é de vocês? O corpo físico não é de vocês. Abandonem! O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria.

O sentimento, não é de vocês. Abandonem!  O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria. A percepção, não é de vocês. Abandonem! O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria. As formações mentais, não são de vocês. Abandonem! O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria. A consciência, não é de vocês. Abandonem! O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria.”

O que vocês acham, Bhikshús: se as pessoas tirassem toda a grama, os gravetos, os galhos e as folhas deste Bosque de Djetá, ou os queimassem, ou fizessem com eles tudo o que quisessem, vocês pensariam: “Estas pessoas estão nos levando, nos queimando, fazendo conosco o que querem?”

“Não, Vantê!”

“Por que, não?”

“Porque, Vantê, essas coisas não são nossa pessoa nem propriedade nossa.”

“Então, também, Bhikshús, abandonem o que não é de vocês. O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria. O que não é de vocês? O corpo físico não é de vocês. O sentimento não é de vocês. A percepção não é de vocês. As formações mentais não são de vocês. A conciência não é de vocês. Abandonem todos eles. O abandonar durará por muito tempo, trazendo bem estar e alegria.

 

MEU COMENTÁRIO: Devemos sempre levar em consideração que o Buddha se dirigia, principalmente, a uma grande quantidade de BHIKSHÚS (monges). Muitos deles estavam na vida monástica há muito tempo, acostumados com a linguagem do Mestre e a entendiam bem. Isto não significa que o Ensinamento não se aplique aos LEIGOS (seguidores não-monásticos), mas é importante que fique clara a diferença entre os dois tipos de seguidores.

Leigos que seguem o Dharma (o Ensinamento do Buddhismo), em menor intensidade, também devem ABANDONAR O APEGO ao corpo – isto não quer dizer que não vamos mais tomar banho ou que vamos deixar o corpo adoecer, sem alimento etc. – o corpo SAUDÁVEL é fundamental para que a mente pura possa ser cultivada.

Estamos falando aqui sobre o excesso de zelo pelo corpo, o excesso de apego aos nossos sentimentos (Eu amo! Eu adoro! Eu não consigo viver sem! Eu detesto! Eu odeio! Eu não aguento! Etc. etc.), apego aos nossos conceitos, mesmo que sejam bons. Apego exagerado às nossas formações mentais etc.

O Buddhismo é o CAMINHO DO MEIO, ou seja, o equilíbrio de emoções, sentimentos, conceitos de tudo o que surge em nossa mente. Todo excesso, todo apego, todo radicalismo é, com certeza, um obstáculo para a Iluminação.

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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