DN 9

 Potthapáda Sutra

 O Ensinamento ao Andarilho Potthapáda

Traduzido para o Português, em linguagem simples,

com explicações entre parênteses e comentários

Por Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

“Assim me foi transmitido oralmente.”

erta ocasião, o Bhagaván (título do Buddha) estava passando um tempo perto de Shrávastthi, no Bosque de Djetá, no monastério doado pelo milionário Anathapindika. Então, o andarilho Potthapáda, juntamente com cerca de 300 outros andarilhos, seus discípulos, foram acampar no Salão de Debates, perto da árvore Tinduka, no Pavilhão Único da Rainha Mállika. Um dia, de manhã bem cedo, o Bhagaván vestiu o manto superior (“sanghatí”), pegou a tigela  (“báata”) de mendigar alimentos e dirigiu-se a Shrávastthi para mendigar alimento. Então, um pensamento surgiu: “Enquanto ainda é muito cedo para mendigar alimentos na cidade, eu poderia ir ao Salão de Debates, perto da árvore Tinduka, no Pavilhão Único da Rainha Mállika, para ver o andarilho Potthapáda.” Assim, o Buddha foi ao Salão de Debates, perto da árvore Tinduka, no Pavilhão Único da Rainha Mállika.

Porém, naquela ocasião, o andarilho Potthapáda estava sentado, com seus seguidores andarilhos, todos fazendo muito barulho e algazarra, discutindo todo tipo de assuntos tolos: conversas sobre reis, ladrões e ministros de estado; exércitos, alarmes e batalhas; comida e bebida; vestimentas, móveis, guirlandas e perfumes; parentes, veículos; aldeias, cidadezinhas e cidades, a vida no campo; mulheres e heróis; as fofocas das ruas e do poço; estórias sobre os mortos; contos de diversidade; a criação do mundo; o tamanho do oceano; conversas sobre as coisas que existem ou não. Então, Potthapáda o andarilho viu o Bhagaván vindo ao longe e ao vê-lo, se apressou em informar: “Quietos, quietos, bons amigos. Não façam barulho. Lá vem Gáutam, o praticante do cultivo mental. Ele gosta de quietude e sempre fala elogiando a quietude. Talvez, se perceber que nosso grupo é quieto, pode considerar a ideia de se tornar nosso seguidor.” Então, os andarilhos ficaram quietos.

Então, o Bhagaván dirigiu-se ao andarilho Potthapáda, e o andarilho disse a ele: “Venha, Bhagaván. Benvindo seja o Bhagaván! Já faz bastante tempo que o Bhagaván saiu de seu trajeto para vir até aqui. Sente-se, Bhagaván. Este assento lhe foi preparado.” Então, o Bhagaván sentou-se no assent que os andarilhos lhe haviam preparado. Pottthapáda, sentou-se num assento mais baixo (em respeito ao Buddha). O Bhagaván, então, perguntou: “Sobre que assunto vocês estão conversando? No meio de que conversa foram interrompidos?”

Ao ouvir isto, o andarilho Potthapáda respondeu: “Não se preocupe, Vantê, sobre o tema sobre o qual nos reunimos aqui para conversar. Não será difícil para o Bhagaván ouvir sobre isso mais tarde. Durante os últimos dias, a discussão que surgiu entre as várias seitas de sacerdotes e praticantes do cultivo mental reunidos e sentados juntos neste Salão de Debates, se refere à cessação definitiva da percepção: “Como é a cessação definitiva da percepção?” Em relação a isto, alguns dizem: “A percepção de uma pessoa surge e desaparece sem causa, sem razão. Quando surge, a pessoa percebe. Quando cessa, não se percebe.” É assim que o grupo descreveu a cessação definitiva da percepção.

“Então, outra pessoa disse: “Não, não é assim. A percepção é o ego da pessoa, que vem e vai. Quando vem, a pessoa percebe. Quando vai, ela não percebe.” É assim que o grupo descreveu a cessação definitiva da percepção.

(CONTINUA NA PRÓXIMA MATÉRIA)

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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