junho 2012


A todos, Namaste!

o Buddhismo, pelo menos conforme foi ensinado pelo Buddha, sem influência de outras crenças, não exite nenhum paraizo físico ou espiritual onde as pessoas vão após a morte. Portanto, não existe nenhum “céu” onde um deus e outras pessoas já falecidas estão nos aguardando…

Por não ser exatamente uma Religião, e sim um Ensinamento, um Treinamento de Purificação Mental, o objetivo do Buddhismo não é obedecer a um ser criador afim de voltar para ele após a morte. Porém, existe algo que, como objetivo definitivo pode ser alcançado no Ensinamento do Buddha – o Nirvana (Nirváña ou Nibbána). Mas será que ele é um lugar para onde os Iluminados vão? Quem alcança o Nirvana nos vê? Nos ouve? Pode voltar de lá? Nos proteger? A resposta para todas estas indagações é a mesma: NÃO! Absoluta e definitivamente: Não!

Um aspecto importante e diferenciado de outras crenças e conceitos religiosos, é que o Nirváña é um ESTADO MENTAL que, quando seguimos todo o Treinamento Mental estabelecido pelo Buddha, pode ser atingido EM VIDA, no aqui e agora e não depois da morte física. Foi o que aconteceu com o Buddha e sua legião de seguidores mais evoluídos, aos quais chamamos de ARHÁTs ou ARAHANTs – homens que atingiram a Iluminação, em vida e continuaram neste mundo, formando a Comunidade Monástica do Buddha, que existe até hoje e à qual eu pertenço.

Atingir o Estado Mental do NIRVÁÑA significa vencer todos os obstáculos, purificar todo tipo de maldade, conceito e preconceito, dualidade, opinião – enfim, a mente torna-se totalmente livre, consciente, desapegada e capaz de ver com clareza todos os fenômenos do Universo, sem que, com isto, se envolva emocionalmente ou se importe com eles. Se fui claro em minha explicação, é óbvio que uma pessoa com tal clareza mental, nunca mais se irrite, nunca mais perca a paciência, nem sinta qualquer abalo, qualquer tipo de perturbação! A mente, já desprovida de qualquer conceito, permanece totalmente harmoniosa, calma e lúcida… Assim era o Buddha!

Agora, percebam o seguinte: se um Arahant, um ser totalmente Iluminado, não tem mais conceito ou dualidade a respeito de qualquer coisa no Universo, é claro que não pode – DE MODO ALGUM – agir como um protetor, fazedor de milagres ou intermediário entre nós e nossos desejos ou problemas! Então, não adianta dizer coisas do tipo: “Que o Buddha te proteja!” “Que o Buddha te abençoe!” ou algo semelhante, porque nada disso é possível.

Mas, então, como dizem que o Buddha é “plena compaixão”, “é amor” etc.? É verdade! A mente do Buddha era plena de compaixão por todos os seres, o que não significa que ele sentia pena, ou se comovia ou sentia raiva diante de injustiças! Ele ENTENDIA AS REAÇÕES e envolvimentos emocionais das pessoas, mas tais coisas já não o abalavam porque sua mente já estava totalmente livre de tais obstáculos!

Ajudar as pessoas, por entender que ainda não eram iluminadas e, portanto, ainda tinham dúvidas, necessidades e apegos, é diferente de sentir o mesmo que elas… É bom que isto fique bem claro em nossas mentes, para não “trocarmos seis por meia-dúzia”, fazendo pedidos ao Buddha, esperando dele coisas que não acontecerão, como ocorre com santos, anjos e outras entidades de diversas crenças!

Mas, afinal, o que é Parinirvana? É o que convencionamos chamar de “O Mais Elevado Estágio do Nirváña!” Ora, Nirváña não é faculdade, não é curso para ter vários Estágios… Uma vez alcançado o Estado Mental do Nirváña, ele é imutável, estável, irreversível e permanente! Mas, um detalhe ainda deve ser levado em consideração: O Corpo Físico!  Embora a MENTE tenha atingido o Nirváña, ela continua atuando, habitando dentro de um corpo. Ele está em decadência, em estado de dissolução… Sujeito ao frio, fome, dores e todo tipo de necessidades fisiológicas. A mente Iluminada, por entender profundamente todos esses fenômenos e por não mais ter conceitos – nem bons nem ruins – aceita o que se passa com o corpo. O Buddha, por exemplo, aos 80 anos, já perto de morrer, sentiu dores, desconforto, mal estar… Nada disso, porém, o abalou, porque era um Arahant, um ser Iluminado.

Ao se deitar e receber a morte, aí sim, ele se desligou definitivamente de qualquer tipo de renascimento. Nunca mais teve nem terá nova existência. Por estar livre de um corpo físico, só então, podemos dizer que “O Buddha Atingiu o PARINIRVANA”, porque sua mente, há muito tempo liberada, não mais precisou de um corpo para atuar!

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

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TODO TIPO DE DOAÇÃO é sempre muito bem-vindo e necessário. Qualquer pessoa pode exercitar a prática da virtude da generosidade, doando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal etc.

Doações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas através do sistema PAYPAL do Blog, ou depósito bancário:

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A todos, Namaste!

 imagem de AVALOKITESHVÁRA (em Sânscrito) ou OLOKITISSARÔ (em Páli) representa no Buddhismo Theravada Brasileiro, por mim fundado, a COMPAIXÃO UNIVERSAL, um sentimento tão importante, altruísta, puro e incondicional que devemos cultivar e emanar de nossas mentes, para todos os seres do Universo. Por ser tão fundamental no Buddhismo, esse sentimento, chamado de MAITRÍ (em Sânscrito) ou METTÁ (em Páli), requer muita prática, perseverança e comprometimento, por isto, aceitei sua personificação, sua representação física, através da figura de Avalokiteshvára (Olokitissarô).

No Buddhismo Mahayana, ou seja, todas as demais formas de Buddhismo que não sejam o Theravada, a figura de Avalokiteshvára assume uma importância fundamental, além de vários nomes e formas de representação física. Os Chineses o chamam de KUAN YIN P´HUSSÁ, GUAN-SHI-IN, GUAN-SHI-DZAI ou simplesmente KUAN YIN . Os Japoness o chamam de KANNÔN BOSSÁTSU ou apenas KANNON e os Tibetanos usam TCHENRÉZIG para chamá-lo e acreditam que S.S. o Dalai Lamá é a “reencarnação” de Avalokiteshvára.

Embora não seja característica da Tradição Theravada a veneração ou cultuação de nenhum ser ou objeto, a figura de Avalokisteshvára é comumente aceita no Sri Lanka, Tailândia e Mianmar (ex-Burma), além de ser venerada no Buddhismo Newar, exclusivo do Nepal.

No Brasil, a forma mais encontrável de Avalokiteshvára, vem na forma Chinesa, que o representa como uma linda mulher, vestida de branco, com um véu cobrindo a cabeça, normalmente cercada de nuvens e levando uma garrafinha, da qual jorra água, que seria a compaixão, fluindo incessantemente. Tal imagem tornou-se conhecida com diversas deturpações: “Deusa do Amor”, “Deusa da Compaixão”, “Mãe Kuan Yin” etc. Tal sincretismo religioso confunde a mente das pessoas que, carentes e devotas, acabam fazendo orações e pedidos a Kuan Yin, na esperança de serem atendidas!

Cabe esclarecer que tais coisas, nada têm a ver com Buddhismo! Aliás, a própria imagem da bela mulher, que acabou associada a Avalokiteshvára, tem origem numa princesa chinesa, da época medieval daquele país que, segundo as lendas, foi muito boa, compassiva e generosa, sempre ajudando aos pobres e famintos – que nunca faltaram na China! Daí, a associação da imagem da princesa à figura representativa da Compaixão Universal.

O nome AVALOKITESHVÁRA, em Sânscrito, significa “Aquele que olha para baixo”, no sentido de que é capaz de olhar com compaixão, sem “nariz empinado”, sem arrogância, para todos os seres. Um outro significado para o nome seria “Aquele que ouve todos os sons do mundo”, significando que Avalokiteshvára seria capaz de vir em socorro de todos que o chamam, sentido este que já se afasta do Ensnamento original do Buddha, onde só nós mesmos somos capazes de, por esfoço próprio, nos salvarmos, sem contar com qualquer auxílio superior ou externo…

Qualquer que seja sua interpretação para Avalokiteshvára / Kuan Yin, no Sábado dia 7 de Julho, das 15:00 às 16:30 horas, estarei realizando o AVALOKITESHVÁRA PÚJÁ, o Ritual da Compaixão Universal, com recitação de mantras, oferendas e  Transferência de Bom Karma.

O local é o Espaço Holístico Solar, na Av. Júlio de Castilhos, 603 – sl. 30 – SÃO FRANCISCO DE PAULA – RS. O valor do investimento é de apenas R$20 (vinte reais) e todos, buddhistas ou não, são muito bem-vindos, já que a Compaixão é um sentimento cultivável por todos os seres humanos e não algo exclusivo de determinada crença ou doutrina… 

觀音 – Kuan Yin, em Chinês

観音 – Kannon, em Japonês

अवलोकितेश्वर – Avalokiteshvára, em Sânscrito

ओलोकितिसरो – Olokitissarô, em Páli

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s Dez Aperfeiçoamentos (DÁSSA PARAMITÁ) do Cultivo Mental, que conduzem à Iluminação: 

 

 

 

 

GENEROSIDADE – Para eliminar o apego aos bens materiais. Somente as pessoas que praticam o desapego, através do compartilhamento de seus bens, se beneficiam com a enorme sensação de bem estar que o ato de doar proporciona. Através do bom karma produzido pela generosidade, o que foi doado retorna em dobro. Todas as pessoas são capazes do doar, porém, muitas não sabem disto! 

 

 

CONDUTA MORAL – Para eliminar as impurezas da mente. Quem leva uma vida digna, seguindo os preceitos morais e éticos, tem uma vida mais feliz, porque não tem medo de ser censurado nem criticado por ninguém. As pessoas que têm conduta moral correta, são admiradas e respeitadas por todos, onde quer que vão. 

 

 

 

RENÚNCIA – Aos conceitos errados e prazeres fúteis e vulgares. Somente renunciando ao excesso de prazeres mundanos e vulgares alguém é realmente capaz de purificar a mente. O Buddhismo é um Treinamento Mental, um sistema disciplinar de Purificação Mental. Enquanto as pessoas estiverem apegadas aos prazeres e impurezas do mundo, não há condição real de cultivar a pureza mental. Portanto, a renúncia em função de um Treinamento sério e consistente é fundamental. 

                                       

SABEDORIA – Para ver as coisas como elas realmente são, sem ilusões. A Sabedoria verdadeira, consiste em ver os fenômenos da vida do jeito que eles realmente são e não com a vista embaçada pelas ilusões, ansiedades e falsas expectativas que criamos com nossas formações mentais. No Treinamento proposto pelo Buddha, a Sabedoria é atingida pela prática das virtudes e da Meditação, séria, disciplinada e regular. Assim, a Sabedoria é como uma espada, cortando de nossas mentes todo tipo de ignorância.

 

ENERGIA – Para viver a vida com alegria e autoconfiança. O Buddhismo é difícil de ser praticado, exige persistência, dinamismo. Não é algo do passado, mas sim um Treinamento tão válido hoje quanto foi na época que o Buddha o prescreveu. Portanto, praticar o Buddhismo exige energia, alegria, disposição, confiança de estarmos trilhando o Caminho certo! 

 

 

 

PACIÊNCIA – Consigo mesmo e com todos os seres. Primeiramente, devemos ser pacientes com nós mesmos. Somos falíveis, imperfeitos, sujeitos a cometer erros e recaídas durante o Caminho. Por isto, se não podemos ser sempre indulgentes com nossas faltas, também não devemos ser impacientes! Também com as demais pessoas, devemos cultivar a virtude da paciência, afinal, cada pessoa tem seu próprio nível de cultivo mental. Umas são mais desenvolvidas, outras ainda estão muito longe do Caminho para a Iluminação. Devemos manter isto sempre em mente e, com paciência, ver nas falhas dos outros um motivo para nosso aprendizado. Tornar-se uma pessoa paciente é “trabalho de formiguinha”.

VERDADE – No modo de conduzir a própria vida e no relacionamento interdependente com as outras pessoas.

Há muitos caminhos e doutrinas no mundo. Porém nenhum mestre na História da Humanidade nos deu o direito de duvidar de suas palavras, até que sejam verificadas e comprovadas em nossa vida diária, sem fé cega, mas através da experiência própria. Somente O Buddha nos garantiu este direito da dúvida! Portanto, a verdade dos Ensinamentos é uma das bases do Buddhismo. Sendo assim, um buddhista realmente sério, tem a verdade como parte de sua vida, assim como o próprio Buddha viveu e ensinou, baseado na verdade absoluta. A Verdade é capaz de dizimar dúvidas, trazer certezas e, iluminando a mente, nos libertar.

 

DETERMINAÇÃO – Para continuar praticando, no firme propósito de não se desviar do Caminho. Qualquer tipo de treinamento, seja físico ou mental, requer persistência, força de vontade, determinação! Ninguém pode imaginar que vai “malhar” numa academia e, logo no primeiro dia, sair de lá forte e saudável, não é? Da mesma forma, o Treinamento Mental proposto pelo Buddha exige determinação, para ser bem sucedido. Quem quer realmente seguir o Cultivo Mental que o Buddha praticou e nos deixou como herança, tem que ter uma boa dose de determinação. 

 

AMOR INCONDICIONAL – Altruísta, desinteressado, igual por todas as criaturas. Amor incondicional é diferente do amor de um homem por uma mulher ou entre pessoas do mesmo sexo. Isto porque não envolve atração física, não é amor carnal, não depende do fogo da paixão, nem do sexo.

Mettá, em língua Páli ou Maitrí, em Sânscrito, é um amor especial, puro, sem qualquer tipo de interesse nem expectativa de retorno. Por isso é um sentimento muito difícil de ser desenvolvido.

No Buddhismo, fala-se muito sobre Mettá, como se fosse algo bastante fácil de ser sentido e compartilhado, porém, é preciso muito estudo, sério e profundo e uma grande prática das virtudes e do cultivo mental para atingirmos este sentimento tão puro e sublime! Só falar sobre isso é teoria, a prática não é tão simples… 

EQUANIMIDADE – Visão das coisas com julgamento imparcial, desprovida de dualidade e preconceito.

Desde pequenos, somos condicionados por nossa família e pela Sociedade a desenvolvermos conceitos, opiniões e preconceitos sobre as mais diversas coisas. Somos criados deste modo e muitas vezes nos apegamos tanto a nossos conceitos, que nos é quase impossível abrir mão deles. Na verdade, algumas pessoas são capazes de morrer defendendo suas opiniões extremistas e arraigadas!

O Buddha nos ensinou que qualquer tipo de apego é um obstáculo para a Iluminação. Então, quanto menos conceitos tivermos e quanto menos apego a eles, mais próximos estaremos do Estado Mental de Nirváña, o objetivo final da prática buddhista. Devemos ver as coisas de um ponto de vista equânime, sem extremismo, baseados na certeza de que todas as coisas são relativas, mutáveis, impermanentes e existentes dependendo de causas e condições, por isto, prender-se a conceitos é um obstáculo que devemos transpor. 

Este é o Caminho do Buddhismo para o fim de toda forma de inquietação mental (Dukkha). A prática destas virtudes, com constante estudo e persistência na Meditação, é o Caminho seguro, confiável e garantido para a felicidade eterna da mente que atingiu o Estado de Nirváña, que se pode alcançar no aqui e agora. Fiquem todos em Paz e protegidos!

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A todos, Namaste!
uita gente já sabe que vim para São Chico com a missão de aqui construir um Vihara (templo buddhista) no terreno que me foi doado no Loteamento Alpes de São Francisco. O projeto chegou a assustar algumas pessoas que, temerosas de que eu fosse perturbar a paz local com barulho e outros tipos de inconveniência, porém, o que vou construir lá é minha residência, uma casinha préfabricada, de poucos metros quadrados, dentro das minhas limitações financeiras e onde TODOS, de qualquer crença, sempre serão bem-vindos.
No entanto, haverá uma sala para atividades como palestras, meditação e transmissão de Ensinamentos Buddhistas, caso contrário, não haveria justificativa para um monge buddhista na cidade. Nessa sala, instalarei um altar e, para ele, terei que comprar uma imagem do Buddha, de tamanho digno de um Templo. O preço da imagem está em torno de R$800 e seria ótimo se eu conseguisse pelo menos 80 pessoas que pudessem doar APENAS R$10 (dez reais), tornando mais significativa a compra da imagem, pois seria resultado da generosidade coletiva. Solicito que, os que quiserem praticar a generosidade, informem seus nomes completos, que constarão numa lista que ficará exposta na sala do Templo, como agradecimento pela prática da generosidade. Seguem abaixo os dados bancários para depósitos. Fiquem todos em Paz e protegidos!
 
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