A todos, Namaste!

 imagem de AVALOKITESHVÁRA (em Sânscrito) ou OLOKITISSARÔ (em Páli) representa no Buddhismo Theravada Brasileiro, por mim fundado, a COMPAIXÃO UNIVERSAL, um sentimento tão importante, altruísta, puro e incondicional que devemos cultivar e emanar de nossas mentes, para todos os seres do Universo. Por ser tão fundamental no Buddhismo, esse sentimento, chamado de MAITRÍ (em Sânscrito) ou METTÁ (em Páli), requer muita prática, perseverança e comprometimento, por isto, aceitei sua personificação, sua representação física, através da figura de Avalokiteshvára (Olokitissarô).

No Buddhismo Mahayana, ou seja, todas as demais formas de Buddhismo que não sejam o Theravada, a figura de Avalokiteshvára assume uma importância fundamental, além de vários nomes e formas de representação física. Os Chineses o chamam de KUAN YIN P´HUSSÁ, GUAN-SHI-IN, GUAN-SHI-DZAI ou simplesmente KUAN YIN . Os Japoness o chamam de KANNÔN BOSSÁTSU ou apenas KANNON e os Tibetanos usam TCHENRÉZIG para chamá-lo e acreditam que S.S. o Dalai Lamá é a “reencarnação” de Avalokiteshvára.

Embora não seja característica da Tradição Theravada a veneração ou cultuação de nenhum ser ou objeto, a figura de Avalokisteshvára é comumente aceita no Sri Lanka, Tailândia e Mianmar (ex-Burma), além de ser venerada no Buddhismo Newar, exclusivo do Nepal.

No Brasil, a forma mais encontrável de Avalokiteshvára, vem na forma Chinesa, que o representa como uma linda mulher, vestida de branco, com um véu cobrindo a cabeça, normalmente cercada de nuvens e levando uma garrafinha, da qual jorra água, que seria a compaixão, fluindo incessantemente. Tal imagem tornou-se conhecida com diversas deturpações: “Deusa do Amor”, “Deusa da Compaixão”, “Mãe Kuan Yin” etc. Tal sincretismo religioso confunde a mente das pessoas que, carentes e devotas, acabam fazendo orações e pedidos a Kuan Yin, na esperança de serem atendidas!

Cabe esclarecer que tais coisas, nada têm a ver com Buddhismo! Aliás, a própria imagem da bela mulher, que acabou associada a Avalokiteshvára, tem origem numa princesa chinesa, da época medieval daquele país que, segundo as lendas, foi muito boa, compassiva e generosa, sempre ajudando aos pobres e famintos – que nunca faltaram na China! Daí, a associação da imagem da princesa à figura representativa da Compaixão Universal.

O nome AVALOKITESHVÁRA, em Sânscrito, significa “Aquele que olha para baixo”, no sentido de que é capaz de olhar com compaixão, sem “nariz empinado”, sem arrogância, para todos os seres. Um outro significado para o nome seria “Aquele que ouve todos os sons do mundo”, significando que Avalokiteshvára seria capaz de vir em socorro de todos que o chamam, sentido este que já se afasta do Ensnamento original do Buddha, onde só nós mesmos somos capazes de, por esfoço próprio, nos salvarmos, sem contar com qualquer auxílio superior ou externo…

Qualquer que seja sua interpretação para Avalokiteshvára / Kuan Yin, no Sábado dia 7 de Julho, das 15:00 às 16:30 horas, estarei realizando o AVALOKITESHVÁRA PÚJÁ, o Ritual da Compaixão Universal, com recitação de mantras, oferendas e  Transferência de Bom Karma.

O local é o Espaço Holístico Solar, na Av. Júlio de Castilhos, 603 – sl. 30 – SÃO FRANCISCO DE PAULA – RS. O valor do investimento é de apenas R$20 (vinte reais) e todos, buddhistas ou não, são muito bem-vindos, já que a Compaixão é um sentimento cultivável por todos os seres humanos e não algo exclusivo de determinada crença ou doutrina… 

觀音 – Kuan Yin, em Chinês

観音 – Kannon, em Japonês

अवलोकितेश्वर – Avalokiteshvára, em Sânscrito

ओलोकितिसरो – Olokitissarô, em Páli

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

TODO TIPO DE DOAÇÃO é sempre muito bem-vindo e necessário. Qualquer pessoa pode exercitar a prática da virtude da generosidade, doando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal etc.

Doações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas através do sistema PAYPAL do Blog, ou depósito bancário:

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