A todos, नमम्ते!

m todas as partes do mundo, ainda que com variações, devidas aos padrões culturais, o ser humano é sociável. Isto significa que tem uma necessidade natural e inerente de viver em grupos, onde se sinta aceito e parte integrante de uma coletividade.

Muitos dos problemas que vemos hoje, como franco-atiradores que, cada vez mais olhamos na TV, entram em escolas ou supermercados e, simplesmente saem atirando e matando pessoas, alunos que, sem motivo aparente, têm surtos e atacam seus colegas e professores, além de inúmeros casos de suicídio de gente que tinha tudo para levar uma vida feliz, são motivados por uma forma qualquer de EXCLUSÃO social que, muitas vezes ninguém percebe e que poderia ser resolvida se algo tivesse sido feito.

Ser rejeitado, não ser devidamente acolhido, se sentir diferente dos demais, tudo isso pode ter sérias consequências e causar danos irreparáveis na mente de certas pessoas, principalmente nas mais inseguras e debilitadas por situações difíceis que passaram na vida.

O Buddhismo é conhecido como “O Ensinamento da CORTESIA”. Espera-se do praticante buddhista que seja educado, cortês, amável com todos e, sem falsidade – sociável! Uma pessoa sociável, é capaz de sorrir, conversar, acolher pessoas, fazer amizades e, além de falar com educação e simpatia, saber ouvir com atenção o que os outros dizem. Nada mais desagradável que conversar com alguém que está constantemente olhando para todos os lados e respondendo com “aham”, visivelmente deixando claro que não está prestando atenção alguma ao interlocutor!

Na Ásia, o equivalente ao cafezinho dos cariocas e mineiros ou ao chimarrão gaúcho, é o chá. Os orientais se sentam em grandes rodas, com o aparelho de chá, onde o bule é mantido numa chapa especial que mantém a água sempre fervendo. Em pequenas xícaras de porcelana, eles se servem de vários tipos de chá, variando a cada rodada… Assim, são capazes de passar horas e horas, degustando sabores diferentes e comentando sobre cada tipo. Conversam animadamente e, desta forma, reforçam e ampliam seus laços sociais.

É interessante notar que, toda vez que alguém novo e desconhecido é trazido por um amigo, a pessoa é apresentada ao grupo que ouve com total atenção: “Pessoal, este é meu amigo o Fulano de Tal… Ele é da cidade Tal e se mudou para cá!” Imediatamente, o grupo abre espaço na roda, alguém providencia uma cadeira para o novato, uma xícara de chá e alguém do grupo diz: “Seja bem-vindo! Estávamos falando sobre o assunto Tal e achamos isso e aquilo… Gostaríamos de ouvir sua opinião!” 

Dessa forma simples, porém eficiente, logo a pessoa se sente acolhida e importante, afinal, há interesse em que saibam o que ela pensa, de onde vem e o que está fazendo ali! É muito mais profundo e eficaz que o conhecido “Oi! Fique à vontade!” que muitas vezes as pessoas usam e que na maioria das vezes não significa absolutamente nada. O modo oriental  é fundamental no ato de sociabilizar e facilita muito a vida de quem está chegando e também à continuidade do espírito de grupo nas sociedades asiáticas, onde os valores tradicionais são altamente preservados.

Se mais coletividades se preocupassem em acolher e dar atenção correta ao indivíduo, respeitando e tolerando diferenças – quaisquer que sejam – muitos desajustes sociais seriam evitados e não seria necessário mostrar na TV que “bullying” não deve ser praticado, porque isso é óbvio e nunca deveria existir. De médio a longo prazo, veríamos resultados positivos no comportamento social, menos agressividade e violência.

Ser amável, cumprimentar e responder a cumprimentos, sorrir e perguntar se a pessoa está bem… São pequenos gestos que o Buddhismo sempre incentivou mas que, qualquer pessoa – de qualquer idade, tendo ou não uma crença – pode e deve cultivar! Gentileza e educação, não são favores que alguém presta aos outros – são deveres de toda pessoa que quer viver bem em sociedade e traz benefícios a qualquer grupo social. Afinal, existe alguém que não queira se sentir amado e aceito??

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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