A todos, Namaste!

  Buddhismo, ao contrário das Religiões, não incentiva que as pessoas entreguem seus destinos nas mãos de Deus. Ao contrário, o Buddha sempre afirmou que somos responsáveis por nossas ações e, aquilo que praticamos, de bom ou de mau, determina que destino teremos, vida após vida.

Ao mesmo tempo, o Buddha nunca negou a existência de um Ser Criador. No Buddhismo, porém tal Ser não nos criou para controlar nossas vidas, nos castigar por nossas más ações e nos vigiar constantemente para ver se somos “merecedores” de retornarmos para ele um dia! Um Deus inteligente e totalmente cheio de Amor Verdadeiro, não criaria seres falíveis e cheios de defeitos só para assistir suas más ações e castigá-los até que se tornem bons. Isto não faria sentido algum! Se Deus necessitasse de nossa companhia junto a ele, bastaria nos fazer perfeitos e pronto!

Na ótica buddhista, devemos nos esforçar para, vida após vida, nos tornarmos cada vez melhores, purificando nossas mentes (não é “alma”), que eram originalmente puras, para nos tornarmos BUDDHAS, seres totalmente Iluminados e, finalmente, atingirmos a libertação de toda inquietação mental, à qual chamamos de Estado Mental de Nirváña. Isto seria o Paraíso no conceito buddhista e não o retorno a um Céu, onde Deus nos aguarda e nos é concedido pela bondade dele.

Na Tailândia, a figura de Deus, que na Índia é BRAHMÁ (atenção!! Não é “bráma” como a marca de cerveja!! Se pronuncia: brarrmÁ), o Deus Criador de todas as coisas, passa a ser Phra Phrom (พระพรหม) e é a representação tailandesa, dentro do Buddhismo, reverenciada por milhões de pessoas em todo o Reino da Tailândia, o maior país buddhista do mundo.

 (Pessoas fazem oferendas à Imagem de Brahmá, no Centro de Bangkok, capial da Tailândia)

 

As pessoas reverenciam Brahmá (ou Phra Phrom) oferecendo incenso, velas, flores de jasmim ou guirlandas de flores, cocos com água dentro etc. Normalmente, oferecem os mesmos objetos diante de cada uma das quatro cabeças de Brahmá, que significam que ele tudo vê, nas quatro direções principais do Universo.

Também são oferecidas imagens de elefantes, feitas de madeira. Os tailandeses também tocam música tradicional e fazem espetáculos de dança clássica tailandesa diante da imagem. As pessoas se comprometem a praticar o bem e prometem a si mesmas levar uma vida de acordo com os Ensinamentos do Buddha.

(Detalhes da grande imagem de Brahmá no Altar Erawán, em Bangkok – Tailândia)

 

Nos Templos Buddhistas de origem chinesa, Brahmá é também chamado (erroneamente!) de Buddha de Quatro Cabeças  (四面佛, Sìmiàn fó). For a da China, especialmente em Hong-Kong, Macau e Taiwan, a veneração a Brahmá é muito popular!

Um claro exemplo da presença de Brahmá no Buddhismo da Tailândia, é o Altar Erawán, em Bangkok, em frente ao Grand Hyatt Hotel, onde há uma enorme imagem de Phra Phrom (Brahmá). Também na Casa do Governo da Tailândia, há uma enorme imagem de Brahmá.

A veneração a Brahmá também é comum no Buddhismo Newar (que existe somente no Nepal) e no Sri Lanka, país tradicionalmente Buddhista Theravada.

 

 

Na representação de Deus na Índia, ele pode aparecer de barbas brancas, levando consigo as Escrituras, um pote que significa a renuncia, um rosário (akásha mala) que simboliza a Meditação, e uma Flor de Lótus, que simboliza a pureza do renascimento, conforme vemos na figura abaixo:

Fiquem todos em Paz e protegidos!

भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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