agosto 2012


A todos, Namaste!

 

proxima-se, cada vez mais, a data em que São Chico terá seu Vihara – Templo Buddhista. É uma novidade não somente na cidade, mas, principalmente, na cultura local e, portanto, muito natural que alguns olhem com desconfiança, outros com temor e, a grande maioria com curiosidade.

Longe de ser uma cidade com contato com o Buddhismo, a população tem total direito de receber esclarecimentos e orientação sobre o que veio se instalar nela. Com base nisto, hoje vou falar sobre a interdependência entre um monge e as pessoas que se propõem a receber dele os Ensinamentos do Buddha, aos quais chamamos de DHARMA.

Desde que o Buddha idealizou a formação de uma Comunidade de Monges, começando por seus Cinco Primeiros Seguidores, ele pensou na prática do desapego aos bens materiais, na humildade e na total dependência da ajuda das pessoas que o quisessem ouvir. Assim, decidiu que, tanto ele quanto todos os que se tornassem monges, seriam BHIKSHÚS. O termo BHIKSHÚ, que acompanha meu nome, significa “aquele que mendiga o próprio alimento”. Portanto, o próprio Buddha determinou que sua Comunidade seria de MONGES QUE MENDIGAM ALIMENTO.

Na Ásia, assim como em TODOS os países onde o Buddhismo original (a Tradição que eu pratico) está presente, as pessoas interessadas em aprender e seguir o Dharma, aos poucos passam a entender como funciona esta coisa de MENDIGAR ALIMENTO e que relação elas têm com isso.

Monges não devem trabalhar. Por mais estranho que isso possa parecer, é assim que nós monges vivemos há quase 3.000 anos! Quando um monge não trabalha, ele se torna totalmente dependente da generosidade dos outros. Ele não produz renda para se manter, portanto, não pode se entregar ao consumismo, ao luxo, às vontades e desejos que a mente cria pelas coisas atraentes do mundo! Ao contrário, ele tem que receber de coração tudo aquilo que lhe for doado, sem reclamar, sem pedir nada, sem desenvolver preferências, limitando-se a aceitar com humildade e mantendo em mente que as pessoas se esforçaram para lhe dar algo que, portanto, deve ser bem aproveitado, cuidado e nunca desperdiçado!

Ao mesmo tempo, nós monges devemos sempre ter em mente o seguinte posicionamento: “Esta pessoa veio aqui me doar algo. Isto é porque ela confia na minha vida monástica. Ela espera que eu continue sendo um bom monge, seguindo uma vida simples e sem ostentação. Portanto, eu tenho o DEVER de me esforçar cada vez mais para ajudar as pessoas, mantendo atualizados meus conhecimentos sobre Buddhismo, para sempre ser humilde, grato e capacitado para continuar minha missão!”

Tudo o que nós monges recebemos, estamos prontos para retribuir através de ENSINAMENTOS. Assim, as pessoas que doam coisas a nós, não estão DANDO ESMOLA, nem “sustentando vagabundo” mas sim realizando uma troca, mantendo uma interdependência! O Dharma, o Ensinamento do Buddha, é precioso, de valor incalculável e inegociável. Portanto, quem doa a nós monges, está, antes de mais nada, praticando o DESAPEGO dos bens materiais, criando méritos para si próprio, no processo de Purificação da Mente e, ao mesmo tempo, permitindo que nós monges – detentores do Treinamento Monástico para servir aos outros, estejamos em condições físicas e mentais para continuarmos beneficiando a quem nos faz as doações! Entendem como funciona esta interdependência? Os leigos nos doam seus bens materiais e nós retribuímos com a transmissão de Ensinamentos que beneficiam a todos. Isto os ajuda, os fazem sentir bem, resolvem seus problemas, diminuem a inquietação mental, melhora suas vidas e os estimula a continuar doando, para que nós monges continuemos ensinando e assim por diante! Nesse sistema perfeito e bem elaborado, Monges e Leigos se beneficiam mutuamente e assim o Buddhismo se mantém ativo no mundo, para o bem de todos os seres.

Há várias formas de doação e todas elas ajudam na prática do desapego! Por exemplo, algumas pessoas gostam de doar alimentos, que elas mesmas compram no supermercado. Outras já preferem preparar algum prato em casa e o oferecer ao monge, levando a comida ao Vihara (templo). Também tem gente que prefere fazer doações em dinheiro, algumas até especificando o que deve ser feito com a quantia doada: para pagamento da conta de luz ou para compra de gás etc. Algumas pessoas vão mais além e decidem doar uma quantia determinada, todos os meses!

Produtos de higiene pessoal, remédios, todo tipo de doação é necessária e muito bem vinda! Na verdade, há um pequeno ritual que deve ser feito toda vez que nós monges recebemos qualquer doação. Se chama TRANSFERÊNCIA DE MÉRITO, ou seja, nós monges transmitimos mentalmente para o doador, toda e qualquer energia positiva que temos, do BOM KARMA que praticamos, como forma de agradecimento. Além disso, quem vem nos fazer qualquer doação, tem TOTAL DIREITO de pedir uma explicação sobre determinado tema ou esclarecimento, dentro da ótica buddhista, sobre qualquer assunto que desejarem! Da parte de nós monges, não é favor algum, sentar e conversar com a pessoa. ISTO É A NOSSA MISSÃO e nossa forma de retribuir pela doação que estamos recebendo. Portanto, o ideal é que o doador venha até o Vihara praticar sua generosidade, em vez de nós monges irmos apanhar a doação onde quer que seja. No Vihara, haverá espaço apropriado e calmo onde quem fizer a doação poderá se sentar, tomar chá (ou chimarrão!) e ouvir a mensagem do Buddha. Na casa onde estou no momento, isso ainda não é possível por falta de espaço e privacidade.

A vida monástica não é fácil. Requer estudo, aprofundamento, cultivo mental, paciência, compaixão, tolerância, gentileza e o desenvolvimento constante de várias virtudes, ao mesmo tempo que temos que combater os desejos e devaneios que toda mente humana ainda mantém! Quanto mais nós monges sentimos que as pessoas estão aceitando e entendendo nosso modo de viver. Quanto mais notamos que as doações estão sendo o reconhecimento de nosso esforço, menos difícil se torna nossa vida monástica, nosso contínuo Treinamento e, portanto, mais pessoas irão se beneficiar de nossa escolha de vida.

Espero que esta matéria seja esclarecedora para o povo de São Chico e todos os que a lerem, possibilitando que o Vihara que agora começo a construir, seja sempre um refúgio de Paz e Harmonia para todos – buddhistas ou não – que o procurarem. Se mais pessoas se conscientizarem da importância de DOAR, minha missão terá continuidade, mais monges poderão ser ordenados aqui mesmo no Brasil ou trazidos da Ásia e, mesmo após minha morte, o Buddhismo continuará presente em São Chico, para o bem de todos, somando – nunca dividindo. Unindo, jamais separando. Que todos possam entender isso e participar deste processo!

Fiquem todos em Paz e protegidos!

  भन्ते सुनन्थो भिक्षु

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

TODO TIPO DE DOAÇÃO é sempre muito bem-vindo e necessário. Qualquer pessoa pode exercitar a prática da virtude da generosidade, doando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal etc.

Doações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas através do sistema PAYPAL do Blog, ou depósito bancário:

BANCO BRADESCO

(SÃO FRANCISCO DE PAULA – RS)

AGÊNCIA: 0932 6

CONTA POUPANÇA: 1001036-5

VIA 01

TIPO 00

A todos, Namaste!

 baleia é um mamífero! O elefante também!

Alguém pode dizer: a baleia tem o cérebro e o coração enormes! Mas, também o elefante os tem!

A memória da baleia é tão boa, que ela volta, de tempos em tempos, exatamente ao mesmo local, para ter seus filhos! Sim, é fato! Mas a memória do elefante é tão impressionante que a usamos como exemplo, para definir alguém com excelente memória!

Há muitas pessoas que dedicam suas vidas a salvar as baleias, porque elas estão em extinção… O mesmo acontece com o elefante, que encontra em vários humanos seus protetores contra a extinção!

A baleia e o elefante são majestosos, muito antigos, descendentes de seres gigantescos, impressionam e são queridos por muita gente, em todas as partes do planeta…

Então, alguém poderia sugerir: “Por que não pomos a baleia e o elefante juntos, já que ambos têm tantas coisas em comum? Poderiam formar uma dupla perfeita!

Tolice!!! A baleia jamais seria capaz de correr pelas savanas africanas, afinal, nem ao menos tem pernas! Tampouco daria certo se jogássemos o pobre do elefante no meio do oceano, tão logo avistássemos uma baleia! A tromba pode até parecer um periscópio, mas o elefante não é um submarino!

Baleias e elefantes, não importa quantas coisas em comum possam ter, são incompatíveis! Não falam a mesma língua, não vivem no mesmo lugar, têm hábitos diferentes, realidades totalmente diferenciadas e propósitos de vida que não coincidem! Da mesma forma, caro leitor desta matéria, MESTRES diferentes também são incompatíveis! Não cabe a nós tentar estabelecer paralelos ou fazer competições “bairristas” para decidir quem foi o maior ou quem é o melhor! Como o elefante e a baleia, cada um foi ou é bom em sua própria área de atuação, mas, também como os dois maiores gigantes do planeta, os diversos mestres não podem ser misturados, nem ao menos POSTOS JUNTOS, porque “um sempre será da savana e o outro do oceano”.

Para um buddhista, o Buddha sempre será o maior Mestre da História, se assim não fosse, não se chamaria de buddhista, não parece óbvio? Da mesma forma, quem se considera cristão, tem em Jesus Cristo, o maior Mestre de todos os tempos… Nada mais normal!

O mesmo acontece com outras tentativas de “parceria”, como Lao Tse e Jesus Cristo, Buddha e Mohammad (Maomé), Jesus Cristo e Lao Tse etc. etc. Não importa qual seja a tentativa de combinação, sempre vai ser “elefante com baleia”!

Assim, faça um favor a si mesmo: Toda vez que pensar em misturar ensinamentos, sejam de que Mestre eles forem; toda vez que tentar comparar ou igualar os Grandes Mestres da História, lembre-se do elefante e da baleia. Dê um sorriso, arranje coisa melhor para fazer e, se não conseguir definir a qual deles seguir, deixe cada um deles bem quietinho em um canto…

Fiquem todos em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

A todos, Namaste!

 

ala-se muito, dentro do Buddhismo, na figura do BODHISSATTVA, praticantes do Ensinamento do Buddha que, ao estarem prontos para atingirem a Iluminação, por vontade própria, abrem mão de se tornarem definitivamente buddhas, optando por ajudarem a todos os seres do Universo e, até que o último deles se ilumine, não querem libertar-se da prisão do ciclo de renascimentos, atingindo o Estado Mental de Nirvana!

Muito nobre, poético e inspirador mas, desde meu primeiro contato com o Buddhismo, nunca acreditei nisso e, de modo prático e realista, acho que, se já foi possível algum dia, no mundo moderno e voraz em que vivemos isso é cada vez mais utópico!

Prefiro crer em Bodhissáttvas modernos, palpáveis, encontráveis e visíveis ao longo de nossa caminhada por este mundo, reais e não utópicos. Estes sim, são exemplos, são inspiradores, são incentivadores e o que podemos chamar de KALIYÁNA MITTRA, que significa – Companheiro Sincero de Jornada, o amigo que nos fortalece através de seu bom exemplo.

Há muitos tipos de generosidade. Várias formas de doação. Há quem doe alimentos, outros podem doar medicamentos, poucos são os que doam dinheiro e, mais raros ainda são os que doam TEMPO e FORÇA FÍSICA, no reino do capitalismo onde “tempo é dinheiro” e o maior esforço físico que as pessoas fazem é “apertar teclas de computador”… É por estas razões que me impressionaram muito, nesse período que tenho estado preocupado com a construção de meu pequeno Vihara, as atitudes de dois cidadãos gaúchos, o Prof. RODRIGO CAMBARÁ e o Sr. JÚLIO STELMACH. Eles não são buddhistas. Não são meus amigos de longa data, aliás, nem me conhecem bem! Poderiam até mesmo duvidar de meu caráter ou de minha personalidade mas, sem cobrar absolutamente NADA de mim, nem ao menos um “obrigado”, de repente, os vi totalmente entregues ao trabalho de preparar o terreno onde será erguido o Vihara!

Correndo atrás da documentação necessária, fazendo tudo rigorosamente dentro da lei, subindo em árvores, cortando galhos, replantando xaxins que foram carregados em seus ombros, “se transformando” em mudas de árvores que já foram doadas para replantio. Fazendo de graça e sem qualquer interesse oculto, o que muita gente não faria nem recebendo um bom dinheiro!

Inútil e lerdo diante de tanta atividade, enquanto suavam suas camisas, resolvi observa-los e tirar alguma lição buddhista que pudesse servir aos outros, em minha missão monástica de transmitir a Mensagem do Buddha. Foi assim que me veio à mente: Não é essa a característica do Bodhissáttva? Doar-se em benefício da Iluminação alheia, sem esperar nada em troca? Não é isso que se espera de tais seres, aptos a se tornarem Iluminados?

De repente, quando mais precisei de ajuda, quando mais estive sozinho diante de situações com as quais não lidei antes – nunca tive que construir uma casa, numa terra ainda nova para mim – a vida aqui é bastante diferente da que tinha em Copacabana – aparecem duas criaturas incrivelmente boas e generosas, surgidas sabe-se lá de onde, para me ajudar tanto, tão rápido e tão desinteressadamente!

É grande a generosidade de doar alimentos. Também a de doar medicamentos e, com certeza é muito generoso quem doa dinheiro! Mas, quem doa seu precioso tempo (e foram muitas horas doadas!) e a força física, para a construção de um local de Paz, de harmonia e Sabedoria, onde muitas gerações “da gauchada” poderá se beneficiar dos Ensinamentos do Buddha, alcança um mérito incalculável, a energia positiva de um bom karma de imenso valor, pelo qual não tenho palavras para expressar minha gratidão! Seja o próprio Caminho ao longo da vida o portador do agradecimento pela generosidade de vocês, Prof. Rodrigo Cambará e Sr. Júlio Stelmach. Enquanto monge, só tenho a dizer três palavras, no modo da Tradição Theravada agradecer: “Sádhu! Sádhu! Sádhu!” (Eu entendo que é bom para mim e, por isso, recebo!)

Fiquem em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

A todos, Namaste!

 Um tema menos pesado e, talvez mais atraente que Pratityassamyutpáda, o Horóscopo Chinês traz previsões para os Doze Animais, signos do Zodíaco Oriental! O primeiro signo é o RATO, ou Coelho em alguns países… Abaixo, seguem as previsões para os nativos no Ano do Rato!

 O Dragão da Água é um excelente companheiro para o Rato durante o ano de 2012. Em companhia do Dragão, o Rato terá excelentes oportunidades de assumir riscos e ter sorte!

Atividades relacionadas a Comunicação, Rede de Notícias e Viagens têm muita chance de sucesso. Não perca esta oportunidade.

 Se, no ano passado a sua carreira andou um pouco devagar, não desanime! Este ano, muitas realizações poderão ser alcançadas! O Ano do Dragão, trará excelentes oportunidades na carreira do Rato.

 Na vida amorosa, se você teve um ano apático e monótono, não se preocupe. Este Ano do Dragão, trará mais movimento em sua vida afetiva, já que o Dragão é um excelente signo para melhorar a compatibilidade dos nativos de Rato.

 Quanto à saúde, os nativos de Rato tendem a ficar muito tempo em casa e levar uma vida sedentária… Aproveite a boa influência do Ano do Dragão para movimentar-se e fazer exercícios.

 Já na vida financeira, todos os signos têm uma boa razão para se admirar com os nativos de Rato! Nenhum outro signo do Zodíaco Oriental terá tantas chances de ganhar dinheiro, quanto o Rato, sempre beneficiado pelo Ano do Dragão!

 Fiquem todos em Paz e protegidos!

Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ