A todos, Namaste!

 Abaixo, segue um conto buddhista, um dos “JÁTAKA”. Jatakas, são parte da literatura buddhista e relatam as histórias (se legendárias ou não fica a critério de cada um) das vidas passadas do Buddha e daqueles que conviveram com ele. Leiam e tirem suas próprias conclusões!

travessando a selva para chegar ao Monastério de Djetavaná, perto de Shravatthi, onde o Buddha estava passando um tempo, o banqueiro milionário Anathapindika fez três prostrações em respeito ao Bhagaván. Seus servos estavam carregando grande quantidade de flores, perfume, manteiga, óleo, mel, panos e mantos. Anathapindika prestou respeito ao Buddha, apresentou as oferendas e se sentou, respeitosamente.

Naquela ocasião, Anathapindika estava acompanhado por quinhentos amigos, todos seguidores de outras seitas. Eles também prestaram respeito ao Bhagaván e se sentaram próximos do banqueiro.

A face do Buddha brilhava como a Lua Cheia e seu corpo estava rodeado de uma aura brilhante. Sentado num assento de pedra vermelha, ele parecia um jovem leão, rugindo com a voz clara e nobre, enquanto ensinava com palavras doces e boas de se ouvir.

Após ouvirem o Ensinamento do Bhagaván, os quinhentos amigos de Anathapindika abandonaram suas práticas incorretas e tomaram Refúgio na Jóia Tríplice: O Buddha, o Dharma e a Sangha. A partir de então, passaram a acompanhar Anathapindika regularmente, para fazerem oferendas de flores e incenso e ouvirem o Ensinamento. Passaram a seguir os Preceitos e diligentemente observaram o Dia de Upôssatha. Porém, quando o Buddha deixou Shrávatthi e retornou a Radjagriha, os homens abandonaram o Dharma e retornaram às suas crenças anteriores.

Sete ou oito meses mais tarde, o Buddha voltou a Djetavaná. Novamente, Anathapindika trouxe seus amigos para visitarem o Buddha. Eles prestaram respeito ao Bhagaván, mas o milionário explicou que seus amigos haviam abandonado o Dharma e voltado às suas crenças originais.

O Buddha perguntou: “É verdade que vocês abandonaram o Refúgio na Jóia Tríplice para se refugiarem em outros ensinamentos?” A voz do Bhagaván era clara e podia ser claramente ouvida a milhares de eons de distância, porque ele só falava a Verdade.

Quando aqueles homens ouviram isso, não puderam esconder a verdade: “Sim, Bhantê!” eles confessaram – “É verdade!”

“Seguidores”, o Buddha disse: “em lugar algum entre o mais baixo dos Infernos e o mais alto dos Céus, em lugar algum em todos os mundos infinitos que se alastram para a direita e para a esquerda, há alguém igual, muito menos superior ao Buddha. É incalculável a excelência que brota da obediência aos Preceitos e da prática da conduta virtuosa.”

Enão, o Bhagaván declarou as virtudes da Jóia Tríplice: “Ao tomar Refúgio na Jóia Tríplice, a pessoa está livre de renascer nos renascimentos inferiores da inquietação mental.” Em seguida, o Bhagaván explicou que a Meditação na Jóia Tríplice conduz aos quatro estados da Iluminação.

 “Ao abandonarem tal Refúgio” – o Buddha advertiu – “vocês certamente erraram. No passado, também, muitos homens tolos confundiram o verdadeiro refúgio com refúgios falsos, encontraram o desastre. Na verdade, eles se tornaram presas para os Yakshas – espíritos maus – na selva e foram destruídos. Em contraste, os homens que se mantiveram na Verdade, não apenas sobreviveram, mas também prosperaram na mesma selva.”

Anathapindika levou as mãos juntas até a altura da testa, enalteceu o Buddha e pediu-lhe que contasse uma história do passado.

 “A fim de dispersar a ignorância do mundo e conquistar a inquietação mental,” disse o Bhagaván, “eu pratiquei as Dez Perfeições por incontáveis eons. Ouçam atentamente, eu vou falar.”

Com todos prestando atenção, o Buddha tornou claro como a Lua que sai detrás das nuvens o que o renascimento havia escondido deles.

 Muito tempo atrás, quando Brahmádatta estava reinando em Baranassi, o Bodhissattva nasceu na família de um mercador e, quando cresceu, tornou-se um grande negociante. Naquele tempo, na mesma cidade, havia outro mercador, um homem muito estúpido, que não tinha clareza alguma de raciocínio.

Um dia, aconteceu de cada um dos mercadores carregarem quinhentas carroças com produtos caros de Baranassi e se preparassem para partir na mesma direção, exatamente ao mesmo tempo. O mercador sábio pensou, “Se esse jovem tolo viajar comigo e nossas mil carroças estiverem juntas na Estrada, será demais. Será difícil encontrarmos água e comida para os homens e não haverá pasto suficiente para os bois. Ou eu ou ele terá que ir primeiro.”

“Olhe,” disse ele ao outro mercador, “nós dois não podemos viajar juntos. Você prefere ir antes ou depois de mim?”

O mercador tolo pensou, “Haverá muitas vantagens se eu for primeiro. Vou pegar uma estrada desimpedida, Meus bois vão ter bastante pasto. Meus homens poderão escolher as melhores ervas para fazer curry. A água estará límpida. E o melhor de tudo, eu poderei estabelecer meu preço para as mercadorias.” Considerando tantas vantagens, ele disse: “Vou antes de você, meu amigo.”

 O Bodhissáttva ficou contente ao ouvir isso, porque ele viu muitas vantagens em partir depois. Raciocinou, “Aquelas carroças indo antes, vão aplainar a Estrada onde ela é desnivelada, e poderei atravessar a estrada já plana. Os bois dele vão comer a grama velha, enquanto que meus bois vão aproveitar a grama fresca e nova que vai brotar após a passagem das carroças dele. Meus homens, também vão encontrar ervas frescas para o curry, depois que a caravana dele colher as ervas antigas. Onde não houver água, os homens dele terão que cavar para abrir poços e nós poderemos usar os poços já cavados. Negociar preços é uma tarefa cansativa. Eu deixarei que ele faça isso por mim e, quando chegar lá, já terei os preços antecipadamente estabelecidos para vender meus produtos.

“Muito bem, meu amigo,” ele disse, “por favor, vá primeiro.”

 “Vou sim,” disse o mercador tolo. Preparou suas carroças e partiu. Após algum tempo de travessia, chegou ao fim da selva. Encheu as grandes jarras d´água antes de atravessar as sessenta yodjánas (cerca de sete milhas) de deserto que tinha pela frente.

 Um Yaksha que caçava naquela floresta estava observando a caravana. Quando ela tinha chegado ao meio, ele usou poderes mágicos para crier uma carruagem puxada por jovens touros broncos. Com um séquito de dezenas de Yakshas disfarçados, carregando espadas e escudos, ele seguiu em sua carruagem, como se fosse um nobre poderoso. Seus cabelos e roupas estavam molhados e tinha uma coroa de flores de lotus azuis e lírios na cabeça. Seus atendentes também estavam molhados e usavam guirlandas. Até mesmo os cascos dos bois e as rodas da carruagem estavam cheios de lama.

Como o vento estava soprando de frente, o mercador e o mercador vinha na primeira carroça da caravana, estava se protegendo da poeira. O Yaksha dirigiu sua carruagem para perto do mercador e o cumprimentou gentilmente. O mercador respondeu ao cumprimento e moveu sua carroça para o lado, dando passagem ao Yaksha, enquanto conversavam.

 “Estamos vindo de Baranassi, senhor”, explicou o mercador, “vejo que o senhor e seus homens estão todos molhados, enlameados e com flores de lótus e lírios. Choveu na estrada? Passaram por lagos com flores de lotus e lírios?”

“O que você quer dizer? Exclamou o Yaksha. “Lá adiante há uma floresta muito verde. Além dela, há uma enorme fartura de água. Sempre chove lá e há muitos lagos com lotus e lírios.” Então, fingindo estar interessado nos negócios, perguntou: “O que você está carregando nas carroças?”

 “Mercadorias caras,” respondeu o mercador tolo.

“O que há naquela carroça, que parece tão pesada?” Perguntou o Yakshá, vendo a última carroça passar.

 “Está com um carregamento de água.”

“Você foi esperto em carregar tanta água até aqui, mas não há mais necessidade dela, já que a água é tão abundante mais adiante. Poderá viajar muito mais depressa e leve sem o peso dessas jarras. Deveria quebrá-las e jogar for a água. Bem, tenha um bom dia”, disse ele de repente, enquanto movia a carruagem. “Temos que seguir viagem. Já paramos por muito tempo.” Ele partiu rapidamente, com seus homens. Tão logo sumiram de vista, virou e pegou o caminho para sua própria cidade.

 O mercador era tão tolo que seguiu o conselho do Yaksha. Quebrou todas as jarras d´água, sem deixar nem um copo e ordenou aos homens que seguissem viagem rapidamente. Claro que não encontraram nenhuma água e logo estavam exaustos e com sede. Ao por do Sol, formaram um círculo com as carroças e soltaram os bois para que pastassem. Mas não havia água para os animais cansados. Sem água, os homens não puderam cozinhar o arroz. Caíram no chão e adormeceram. Logo que caiu a noite, os Yakshas atacaram, matando todos os homens e os animais. Devoraram a todos, deixando apenas os ossos e partiram. Havia esqueletos em todas as direções, mas as quinhentas carroças permaneceram intocadas. Portanto, o jovem mercador tolo foi o único responsável pela destruição da caravana toda.

 Após deixar passar seis semanas desde que o mercador tolo havia partido, o Bodhissáttva seguiu viagem, com suas quinhentas carroças. Quando chegou ao fim da selva, encheu de água suas jarras. Então, reuniu seus homens e comunicou, “Não usem a água sem minha permissão. Além disso, há plantas venenosas nesta selva. Não comam nenhuma folha ou flor ou fruto que nunca tenham comido antes, sem me mostrarem.” Tendo alertado seus homens, guiou a caravana pela selva adentro.

Quando haviam chegado ao meio da selva, o Yaksha apareceu no caminho, exatamente como antes. O mercador notou seus olhos vermelhos e seu jeito destemido e suspeitou que algo estranho estava acontecendo. “Eu sei que não há água neste deserto”, disse para si mesmo. “Além disso, esse estranho não tem sombra. Só pode ser um Yaksha. Ele provavelmente enganou aquele mercador tolo, mas ainda não notou o quanto eu sou inteligente.”

“Saia já daqui!”  Gritou para o Yaksha. “Somos comerciantes. Não vamos jogar fora nossa água até que saibamos onde encontrar mais.!”

 Sem dizer uma palavra, os Yakshas seguiram viagem.

 Tão logo eles foram embora, os homens do mercador se aproximaram e lhe disseram: “Senhor, aqueles homens estavam usando flores de lótus e lírios na cabeça. Suas roupas e cabelos estavam molhados. Eles nos disseram que mais adiante há uma imensa floresta onde sempre chove. Vamos jogar fora a água para ganharmos velocidade com as carroças mais leves.”

O mercador ordenou uma parada para reunião com seus homens. “Algum de vocês já tinha ouvido, antes de hoje, sobre a existência de um lago ou poço nesse deserto?”

 “Não, senhor, nunca. É conhecido como o deserto sem água”

“Uns estranhos acabaram de nos dizer que há uma floresta chuvosa mais adiante. Qual o alcance do vento de chuva?”

“Um yojana, senhor.”

“Algum de vocês viu pelo menos uma única nuvem de chuva?”

“Não, senhor.”

“A que distância pode ser visto um relâmpago?”

 “Quatro ou cinco yojanas, senhor.”

“Algum de vocês viu, pelo menos um relâmpago?”

“Não, senhor.”

“A que distância pode alguém ouvir o estrondo de um trovão?”

“Dois ou três yojanas, senhor.”

“Algum de vocês ouviu, pelo menos um trovão?”

“Não, senhor.”

“Aqueles não eram homens, mas sim Yakshas” disse o mercador a seus homens. “Eles esperavam que jogássemos fora nossa água. Então, quando estivéssemos fracos e desmaiados, voltariam para nos devorar. Já que o jovem mercador que partiu antes de nós não era nada esparto, é bem provável que tenha sido enganado pore les. Devemos encontrar suas carroças, do jeito que foram carregadas. Provavelmente, vamos vê-las hoje. Vamos acelerar o máximo que pudermos, sem jogar fora nada da água!”

 Exatamente como o mercador havia previsto, sua caravana logo achou as quinhentas carroças com os esqueletos dos homens e dos bois por toda parte. Ele ordenou aos homens para formarem um círculo com as carroças, que tomassem conta dos bois e preparassem logo cedo a refeição para todos. Após homens e animais se instalarem em segurança, o mercador e seus homens, com espadas na mão, montaram guarda a noite toda.

Ao raiar do dia, o mercador substituiu suas carroças mais fracas pelas mais fortes e também as mercadorias próprias mais baratas pelas mais valiosas, abandonadas pelo mercador tolo. Quando chegou ao seu destino, foi capaz de negociar seus produtos por um valor três vezes maior. Voltou para sua cidade sem perder nem um homem de sua caravana.

 Esta história terminou, disse o Bhagaván, “Assim foi, leigos, que no passado, o tolo foi destruído, enquanto que os que se mantiveram na Verdade, escaparam das mãos dos Yakshas, alcançaram com segurança o objetivo e retornaram ao lar em segurança.

 “Mantendo-se na Verdade, não apenas garante segurança para o renascimento no Reino de Brahma, mas também conduz ao estado de Arahant (Iluminado em vida). Seguindo o que não é verdadeiro, conduz ao renascimento, tanto nos Reinos Inferiores, quanto na forma humana na mais baixa das condições.” Após o Buddha ter exposto as Quatro Nobres Verdades, aqueles quinhentos seguidores se estabeleceram no Fruto do Primeiro Caminho.

 O Buddha concluiu esta lição, identificando o Renascimento de seus personagens assim: “O mercador jovem e tolo era Devadatta (o primo e cunhado do Buddha que vivia tentando mata-lo) e seus homens eram os seguidores de Devadatta (monges tolos que decidiram seguir Devadatta quando ele causou a divisão da Comunidade Monástica). Os homens do mercador sábio eram os seguidores do Buddha e eu mesmo era o mercador sábio.”

ENGLISH VERSION:

 rossing the Wilderness while the Buddha was staying at Jetavana Monastery near Savatthi, the wealthy banker, Anathapindika, went one day to pay his respects. His servants carried masses of flowers, perfume, butter, oil, honey, molasses, cloths, and robes. Anathapindika paid obeisance to the Buddha, presented the offerings he had brought, and sat down respectfully. At that time, Anathapindika was accompanied by five hundred friends who were followers of heretical teachers. His friends also paid their respects to the Buddha and sat close to the banker. The Buddha’s face appeared like a full moon, and his body was surrounded by a radiant aura. Seated on the red stone seat, he was like a young lion roaring with a clear, noble voice as he taught them a discourse full of sweetness and beautiful to the ear.

 After hearing the Buddha’s teaching, the five hundred gave up their heretical practices and took refuge in the Triple Gem: the Buddha, the Dhamma, and the Sangha. After that, they went regularly with Anathapindika to offer flowers and incense and to hear the teaching. They gave liberally, kept the precepts, and faithfully observed the Uposatha Day.  Soon after the Buddha left Savatthi to return to Rajagaha, however, these men abandoned their new faith and reverted to their previous beliefs.

Seven or eight months later, the Buddha returned to Jetavana. Again, Anathapindika brought these friends to visit the Buddha. They paid their respects, but Anathapindika explained that they had forsaken their refuge and had resumed their original practices.

 The Buddha asked, “Is it true that you have abandoned refuge in the Triple Gem for refuge in other doctrines?” The Buddha’s voice was incredibly clear because throughout myriad aeons He had always spoken truthfully.

When these men heard it, they were unable to conceal the truth. “Yes, Blessed One,” they confessed. “It is true.”

“Disciples,” the Buddha said “nowhere between the lowest of hells below and the highest heaven above, nowhere in all the infinite worlds that stretch right and left, is there the equal, much less the superior, of a Buddha. Incalculable is the excellence which springs from obeying the Precepts and from other virtuous conduct.”

Then he declared the virtues of the Triple Gem. “By taking refuge in the Triple Gem,” He told them, “one escapes from rebirth in states of suffering.” He further explained that meditation on the Triple Gem leads through the four stages to Enlightenment.

“In forsaking such a refuge as this,” he admonished them, “you have certainly erred. In the past, too, men who foolishly mistook what was no refuge for a real refuge, met disaster. Actually, they fell prey to yakkhas — evil spirits — in the wilderness and were utterly destroyed. In contrast, men who clung to the truth not only survived, but actually prospered in that same wilderness.”

Anathapindika raised his clasped hands to his forehead, praised the Buddha, and asked him to tell that story of the past.

 “In order to dispel the world’s ignorance and to conquer suffering,” the Buddha proclaimed, “I practiced the Ten Perfections for countless aeons. Listen carefully, and I will speak.”

Having their full attention, the Buddha made clear, as though he were releasing the full moon from behind clouds, what rebirth had concealed from them.

Long, long ago, when Brahmadatta was reigning in Baranasi, the Bodhisatta was born into a merchant’s family and grew up to be a wise trader. At the same time, in the same city, there was another merchant, a very stupid fellow, with no common sense whatsoever.

One day it so happened that the two merchants each loaded five hundred carts with costly wares of Baranasi and prepared to leave in the same direction at exactly the same time. The wise merchant thought, “If this silly young fool travels with me and if our thousand carts stay together, it will be too much for the road. Finding wood and water for the men will be difficult, and there won’t be enough grass for the oxen. Either he or I must go first.”

“Look,” he said to the other merchant, “the two of us can’t travel together. Would you rather go first or follow after me?”

The foolish trader thought, “There will be many advantages if I take the lead. I’ll get a road which is not yet cut up. My oxen will have the pick of the grass. My men will get the choicest wild herbs for curry. The water will be undisturbed. Best of all, I’ll be able to fix my own price for bartering my goods.” Considering all these advantages, he said, “I will go ahead of you, my friend.”

The Bodhisatta was pleased to hear this because he saw many advantages in following after. He reasoned, “Those carts going first will level the road where it is rough, and I’ll be able to travel along the road they have already smoothed. Their oxen will graze off the coarse old grass, and mine will pasture on the sweet young growth which will spring up in its place. My men will find fresh sweet herbs for curry where the old ones have been picked. Where there is no water, the first caravan will have to dig to supply themselves, and we’ll be able to drink at the wells they have dug. Haggling over prices is tiring work; he’ll do the work, and I will be able to barter my wares at prices he has already fixed.”

 “Very well, my friend,” he said, “please go first.”

“I will,” said the foolish merchant, and he yoked his carts and set out. After a while he came to the outskirts of a wilderness. He filled all of his huge water jars with water before setting out to cross the sixty yojanas (about seven miles) of desert which lay before him.

The yakkha who haunted that wilderness had been watching the caravan. When it had reached the middle, he used his magic power to conjure up a lovely carriage drawn by pure white young bulls. With a retinue of a dozen disguised yakkhas carrying swords and shields, he rode along in his carriage like a mighty lord. His hair and clothes were wet, and he had a wreath of blue lotuses and white water lilies around his head. His attendants also were dripping wet and draped in garlands. Even the bulls’ hooves and carriage wheels were muddy.

 As the wind was blowing from the front, the merchant was riding at the head of his caravan to escape the dust. The yakkha drew his carriage beside the merchant’s and greeted him kindly. The merchant returned the greeting and moved his own carriage to one side to allow the carts to pass while he and the yakkha chatted.

“We are on our way from Baranasi, sir,” explained the merchant. “I see that your men are all wet and muddy and that you have lotuses and water lilies. Did it rain while you were on the road? Did you come across pools with lotuses and water lilies?”

“What do you mean?” the yakkha exclaimed. “Over there is the dark-green streak of a jungle. Beyond that there is plenty of water. It is always raining there, and there are many lakes with lotuses and water lilies.” Then, pretending to be interested in the merchant’s business, he asked, “What do you have in these carts?”

“Expensive merchandise,” answered the merchant.

“What is in this cart which seems so heavily laden?” the yakkha asked as the last cart rolled by.

“That’s full of water.”

 “You were wise to carry water with you this far, but there is no need for it now, since water is so abundant ahead. You could travel much faster and lighter without those heavy jars. You’d be better off breaking them and throwing the water away. Well, good day,” he said suddenly, as he turned his carriage. “We must be on our way. We have stopped too long already.” He rode away quickly with his men. As soon as they were out of sight, he turned and made his way back to his own city.

The merchant was so foolish that he followed the yakkha’s advice. He broke all the jars, without saving even a single cupful of water, and ordered the men to drive on quickly. Of course, they did not find any water, and they were soon exhausted from thirst. At sunset they drew their carts into a circle and tethered the oxen to the wheels, but there was no water for the weary animals. Without water, the men could not cook any rice either. They sank to the ground and fell asleep. As soon as night came, the yakkhas attacked, killing every single man and beast. The fiends devoured the flesh, leaving only the bones, and departed. Skeletons were strewn in every direction, but the five hundred carts stood with their loads untouched. Thus the heedless young merchant was the sole cause of the destruction of the entire caravan.

 Allowing six weeks to pass after the foolish trader had left, the Bodhisatta set out with his five hundred carts. When he reached the edge of the wilderness, he filled his water jars. Then he assembled his men and announced, “Let not so much as a handful of water be used without my permission. Furthermore, there are poisonous plants in this wilderness. Do not eat any leaf, flower, or fruit which you have never eaten before, without showing it to me first.” Having thus carefully warned his men, he led the caravan into the wilderness.

 When they had reached the middle of the wilderness, the yakkha appeared on the path just as before. The merchant noticed his red eyes and fearless manner and suspected something strange. “I know there is no water in this desert,” he said to himself. “Furthermore, this stranger casts no shadow. He must be a yakkha. He probably tricked the foolish merchant, but he doesn’t realize how clever I am.”

“Get out of here!” he shouted at the yakkha. “We are men of business. We do not throw away our water before we see where more is to come from!”

Without saying any more, the yakkha rode away.

As soon as the yakkhas had left, the merchant’s men approached their leader and said, “Sir, those men were wearing lotuses and water lilies on their heads. Their clothes and hair were wringing wet. They told us that up ahead there is a thick forest where it is always raining. Let us throw away our water so that we can proceed quicker with lightened carts.”

The merchant ordered a halt and summoned all his men. “Has any man among you ever heard before today,” he asked, “that there was a lake or a pool in this wilderness?”

“No, sir,” they answered. “It’s known as the ‘Waterless Desert.’ “

“We have just been told by some strangers that it is raining in the forest just ahead. How far does a rain-wind carry?”

“A yojana, sir.”

“Has any man here seen the top of even a single storm-cloud?”

“No, sir.”

“How far off can you see a flash of lightning?”

“Four or five yojanas, sir.”

“Has any man here seen a flash of lightning?”

“No, sir.”

“How far off can a man hear a peal of thunder?”

“Two or three yojanas, sir.”

“Has any man here heard a peal of thunder?”

“No, sir.”

“Those were not men, but yakkhas,” the wise merchant told his men. “They are hoping that we will throw away our water. Then, when we are weak and faint, they will return to devour us. Since the young merchant who went before us was not a man of good sense, most likely he was fooled by them. We may expect to find his carts standing just as they were first loaded. We will probably see them today. Press on with all possible speed, without throwing away a drop of water!”

Just as the merchant had predicted, his caravan soon came upon the five hundred carts with the skeletons of men and oxen strewn in every direction. He ordered his men to arrange his carts in a fortified circle, to take care of the oxen, and to prepare an early supper for themselves. After the animals and men had all safely bedded down, the merchant and his foremen, swords in hand, stood guard all through the night.

At daybreak the merchant replaced his own weak carts for stronger ones and exchanged his own common goods for the most costly of the abandoned merchandise. When he arrived at his destination, he was able to barter his stock of wares at two or three times their value. He returned to his own city without losing a single man out of all his company.

This story ended, the Buddha said, “Thus it was, laymen, that in times past, the foolish came to utter destruction, while those who clung to the truth escaped from the yakkhas’ hands, reached their goal in safety, and returned to their homes again.

“This clinging to the truth not only endows happiness even up to rebirth in the Realm of Brahma,  but also leads ultimately to Arahatship. Following untruth entails rebirth either in the four states of punishment or in the lowest conditions of mankind.” After the Buddha had expounded the Four Truths, those five hundred disciples were established in the Fruit of the First Path.

The Buddha concluded his lesson by identifying the Birth as follows: “The foolish young merchant was Devadatta,  and his men were Devadatta’s followers. The wise merchant’s men were the followers of the Buddha, and I myself was that wise merchant.”

 Vantê SUNANTHÔ BHIKSHÚ

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